Quando os alemães conheceram Grande Sertão: Veredas e souberam que aquele mundo existia de fato, tiveram um impacto. Estavam convencidos de que o sertão era uma criação do autor mineiro João Guimarães Rosa, que aquilo só era mesmo possível existir dentro dos liames da fantasia de um escritor. Mas em certa medida, Rosa inventou o sertão sim, poetizou as áridas terras, coloriu jagunços, mistificou e deixou lírica a linguagem bruta dos homens do sertão. Concebeu um outro ou intuiu este sertão que os olhos comuns e cansados não conseguem mais perceber. É que Rosa enxerga ainda com os olhos primeiros, os olhos de quem está vendo tudo pela primeira vez, quando se pode ser lúdico. As primeiras palavras do mundo não eram somente palavras.
Mas onde estaria o planeta Mercúrio, o que simboliza a comunicação na Astrologia, quando nascia João, e o que nos diria desse seu impulso de se expressar por meio da palavra?
Nasceu com um Mercúrio em Câncer, entre o inspirado e escapista Netuno e a artística Vênus (a deusa do afeto, do amor, da delicadeza), em 27 de junho de 1.908, às 06h, em Cordisburgo, Minas Gerais. A conjunção dos três astros no mapa do escritor é retrato do discurso afetuoso, poético e sedutor: um projeto de descoberta da linguagem, com resultado estético. A palavra impregnada de beleza, suave, que sai da fala dos sertanejos, parece-nos mais um som, a música da linguagem que alcança o seu apogeu. Ecos de um mundo que se supõe moribundo reaparece com as cores que só Rosa pintou na Literatura.
Mercúrio em Câncer vai buscar inspiração na memória, no passado, no registro das primeiras palavras, sem os vícios da linguagem comum, sofrida nos desgastes do dia-a-dia. É nesse reino, só nele, que a palavra em João esta segura, só naquilo que lhe é familiar. Portanto, é o resgate do significado primordial da palavra que ele alcança. E sua expressão tenta recuperar aquela memória afetiva que esta sempre nos mordendo - certamente Rosa não era muito falante nem verborrágico como Riobaldo, o herói de sua obra máxima "Grande Sertão: Veredas", mas devia registrar e guardar as experiências no seu baú emocional (Câncer). Só falava ao se sentir seguro, fora isso, ele preferia o silêncio e arquivava cada som, cada palavra. Eram as impressões e a carga subjetiva que realmente lhe interessavam.
Câncer astrologicamente representa a família, a intimidade, o arquivo emocional de um indivíduo. Mercúrio no universo canceriano vai querer fazer disso um discurso. A sua linguagem é tão emocional que é caótica (Mercúrio retrógrado) - porque nos nossos registros afetivos, as coisas ainda não estão pensadas, só sentidas - e é só o pensamento que é capaz de ordenar, separar e traduzir. A tentativa, no entanto, do mineiro autor era por uma ordem nesse enovelado de impressões alógicas, e recriar uma realidade, mimese de uma outra descolorida. Comunicar para encontrar uma ordem no caos emocional, já que Mercúrio em Câncer está inquietamente acomodado na natureza tão mágica do primeiro signo de água, regido por um luminar, a lua.
A tentativa de compreender era com muita dificuldade, porque a palavra nele era um emaranhado de perguntas, que em Riobaldo se desenrolavam devagar, mediatas. Se estivesse em Gêmeos, Mercúrio se comunicaria com facilidade e rapidamente, encontrando uma ordem no que diz. Não tinha Rosa Mercúrio em Gêmeos, que é de entendimento rápido, ágil e abraça as realidades mais díspares, dando sempre a uma pergunta duas respostas. Nem o Mercúrio em Leão, que explicita, mostra e exibe a linguagem. Em Câncer, ele quer compreender lá por dentro, entender a natureza íntima das coisas, sensibilizar através da linguagem. Eis o seu projeto literário.
Câncer é regido pela Lua, símbolo do sonho, o inconsciente, o conto de fadas. E parece que é assim que Rosa se expressa em Riobaldo, que conta um causo de seu passado, um registro de sua memória. O seu sertão, que só conhecemos pela sua palavra, parece-nos mais um mundo de sonhos. O seu sertão nos é quase irreal. Fábula de alguém cujo dominante é lunar, Guimarães consegue dar atmosfera de conto de fadas a uma realidade povoada de pedras e terras ressecadas. O seu Sertão é encantado. E o que é o seu sertão se não uma linguagem de saber do mundo?
Mercúrio em signo de água é a palavra que flui, nem sempre com coerência (Mercúrio em signo de Terra), nem buscando entender o mundo pelos processos racionais (o que se veria em um signo de Ar), antes quer compreender por vias oblíquas, e muito menos é auto-suficiente (como seria em um signo de Fogo). A palavra simplesmente nos é "revelada" em sua carga de emoção e carrega todas as qualidades do elemento água: é sensível, fluente. Riobaldo - esse arquétipo da Lua - é o herói que conta a sua travessia, ou melhor, escorre e transborda a sua travessia pelos sertões mineiros, até as margens do rio São Francisco. Teria mesmo ocorrido tudo aquilo ou teria o lunar Riobaldo inventado uma narrativa de três dias para acalentar as noites e a solidão de uma terra deslocada no espaço? Seria tudo mesmo uma fantástica ficção da imaginação desse ex-jagunço?
A oposição entre Mercúrio e Urano é outro aspecto que merece relevo no mapa de Guimarães Rosa. Uma oposição é sempre uma tensão, um grito de insatisfação. Urano é o mais excêntrico dos arquétipos astrológicos. Ele rompe com Gaia (a Terra), ao ser castrado por Chronos. Todo planeta que Urano "toca" ganha essa necessidade de romper com o padrão estabelecido, convencional. Insatisfeito com a maneira de abordar e expressar a língua, Rosa elege caminhos não lineares, sinuosos. Rompendo, porque o modelo não mais serve, ele experimenta o retorno ao primeiro modelo (Câncer).
Câncer está simbolicamente associado com a época da fecundação e fertilização. A mente (Mercúrio) roseana abunda em anseios fecundos de uma auto-invenção nessa travessia de Riobaldo. Ele inventa, recria, tentando buscar um modelo ideal, que corresponda ao que no fundo pretendia: experimentar a língua a fim de encontrar a alquimia original que germina em sua casca, antes de ser palavra. Matéria apenas cheia de elementos tão próximos que se pode dizer linguagem em feto. É como se houvessem duas opções: "ou eu invento isso aqui ou eu me retiro de uma vez", e se aventura então nessa inalcançável perseguição épica de significados - é claro que pessoalmente isso deve ter sido um movimento de tensão, e não de harmonia. Entende-se porque a maioria dos leitores estranha tanto João.
O que ele queria alcançar lhe resultou em algo imprevisto. A palavra vai se despir de toda afetação solar, pois ele queria uma revolução lingüística, que abarcasse em cada palavra o todo do Céu infinito, ilimitado em seu poder criativo. Aquele discurso encerrava o mundo todo, mais que isso até, a cosmovisão desse mesmo mundo, intraduzível em palavras, afinal "A vida não é entendível" dirá Riobaldo.
A sua linguagem tem a marca da originalidade de uma expressão (Mercúrio) inconformada (Urano). A linguagem se revolta num esforço de encontrar um significado último que a ampare. Pode-se dizer, sob a ótica da Astrologia, que esse esforço lhe foi malogrado, ele não só não encontra, mas continua tentando, porque lhe era um Ideal.
E, por fim, o que dizer da conjunção de Mercúrio com Netuno? Falar é fugir do real-sensível, é um mergulho no reino da fantasia, da criação. A palavra, a razão (Mercúrio) desacostumada a adentrar no reino da fantasia (Netuno) emerge colorida, em êxtase, inspirada. Mas não se engane, que o véu não será descortinado, já que a conjunção não é com o Sol: vela mais que revela. Impressiona mais do que diz. Certamente, era sempre assim que Guimarães entendia, interpretava e transmitia as coisas em sua volta. Era o universo intuído e percebido que o interessava. A linguagem era mítica - já que a realidade será um convite a uma fuga para um universo de símbolos, do imaginário, de elementos amorfos. A mente de Rosa escapou para um mundo onde o significado está naquilo que se inventa - Rosa fabrica um mundo de sonhos, coloca lentes cor-de-rosa para entender (Mercúrio) e para expressar o seu universo Sertão. Rosaceou o sertão de Riobaldo, o Rosa - diria o João.
Sei que é complicado conseguirmos fontes confiáveis de informação a respeito de assuntos como este proposto ( elementais e encantados da natureza).
Dentro da literatura kardecista me limito a fazer menção de uma obra de Chico Xavier , não pela quantidade de informação mas pela autenticidade e valor incontestável da mediunidade deste verdadeiro “apóstolo” encarnado: André Luiz em suas obras psicografadas na mão de Chico Xavier, não perde oportunidades em citar o valor e as benesses adquiridas no contato com a natureza, como em “Os Mensageiros” cap 41(entre árvores), por exemplo, e vai além no livro “Nosso Lar”, cap.50 pg.279, temos este texto: “Narcisa chamou alguém, com expressões que eu não podia compreender. Daí a momentos oito entidades espirituais atendiam-lhe ao apelo . Imensamente surpreendido, vi-a indagar da existência de mangueiras e eucaliptos. Devidamente informada pelos amigos, que me eram totalmente estranhos, a enfermeira explicou: - São servidores comuns do reino vegetal, os irmãos que nos atenderam...”. Olhando de fora fica claro que André Luis conhece e muito bem este assunto, mas talvez para não criar polêmica ou até mesmo, simplesmente, por não ser prioridade no enfoque da doutrina Kardecista ele faz apenas esta pequena referência, aos nossos irmãos que estagiam na natureza. Exitem ainda autores que vão além no assunto, ainda numa abordagem kardecista, como é o caso de Rochester que no seu “Narrativas Ocultas”, editado pela “Boa Nova” , escreve: “As ondinas, as libélulas e as almas das flores”.
Agora pulando toda aquela febre, de duendes e gnomos, vamos a Umbanda, onde temos uma realidade imensuravelmente rica , com incorporações de entidades na qualidade de orixás , que vêm especialmente para trazer o axé dos reinos da natureza e suas dimensões, Como o caso das “oxuns”, “nanãs”, “oguns”(os encantados )....e as tão faladas “sereias”. Quem nunca ouviu “o canto da sereia em terreiros” de umbanda , “o canto que a todos encanta”, são entidades que estagiam nas mais variadas dimensões da natureza. Agora o que nos resta é classifica-los e entende-los dentro de nosso contexto, ou de um todo.
Na “Gênese Divina de Umbanda Sagrada” , livro psicografado por Rubens Saraceni, o espírito de Seiman Hamiser yê (um espírito integrado às hostes de Ogum Mêge) nos explica que nós também já fomos elementais e encantados da natureza uma vez que faz parte do caminho da evolução, pois fomos criados por Deus que nos dá nossas qualidades primevas e natureza original e onde somos como que estrelas da constelação do criador.
Exindo)Somos então “seres essenciais”, somos apenas um mental totalmente inconsciente mas qualificados em uma das sete qualidades essenciais do Criador. Para nossa dimensão, seria como estar em um parto divino onde estamos sendo gerados para as dimensões onde habitam os filhos do Criador, passamos a absorver as energias a fim com nosso padrão vibratório tornando-nos “seres elementais”. A partir de nossa essência original se forma o primeiro elemento e com o amadurecimento passamos a absolver um segundo elemento, como que instintivamente. A partir da absorção do terceiro elemento começa a se formar um corpo já estruturado com centros de energia, que darão origem aos chacras em si e é neste estágio em que começamos a adquirir certa consciência, somos considerados “seres encantados”, onde somos conduzidos por nossos sentidos,onde nossas faculdades relacionadas a tal sentido afloram e amadurecem,de tal forma que passam a espandir nossa capacidade mental.Daí para frente nos tornamos “seres naturais”, podendo ou não entrar no ciclo encarnacionista, que serve para acelerar nossa evolução rumo de volta ao Criador, onde voltaremos a deixar de ter um corpo (como nós o entendemos na matéria), até que nos tornaremos outra vez um mental ou “estrelas de Deus” e da criação, como no plano virginal, só que a gora não mais inconscientes mas hiper conscientes, não precisando nada além da mente para tudo realizar.
É todo um universo a ser estudado, para quem quiser entender melhor existem passagens em alguns livros que relatam a experiência de algumas entidades como os encantados:No livro “Cavaleiro da Estrela da Guia” Simas de Almoeda o “Pagé Branco” entra em contato com encantados do fogo dentro da dimensão deles.No “Guardião do fogo Divino” o personagem entra na dimesão de uma “Oxum do fogo” tem o prazer divino de conhecê-la e ajudá-la na orientação dos encantados sob sua tutela.No “Hash Meir” ele entra em contato com encantadas do reino da mãe Yemanjá....Bem para completar, todos nós Umbandistas também entramos em contato com os encantados e encantadas da natureza e naturais, pois damos passagem a sua incorporação durante nossos trabalhos, o que vem a engrandecer e ajudar mutuamente aos dois lados.
Um grupo de 28 metafisicos trabalhou por 2 anos nos "Dez Mandamentos do AGORA". Sobre a orientação de Recursos Humanos para o Desenvolvimento do Mundo e da Escola Australiana de Ciencias Esotericas estes 28 metafisicos reuniram-se, depois de 2 anos, no Vietnã para criar uma sinergia com cada pessoa fazendo sua contribuição única, trabalharam dentro da matriz do espaço cibernético juntos. O grupo, pela intuição, entrou nos reinos do Akasha para intuir nos significados para os arcaicos Mandamentos que um grande parte de Humanidade continua seguindo. O resultado é "Os Dez Mandamentos do AGORA", mostrados abaixo.
1. TU ÉS DEUS.
2. CONHEÇA TUA DIVINDADE; LIBERE TUA DIVINDADE.
3. RESPEITE E AME A TI MESMO; TEU NOME É SAGRADO
4. ESTEJA NO PRESENTE E CELEBRE TUA DIVINDADE AGORA.
5. AGRADEÇA TUA HERIDITARIEDADE; HONRE A MASCULINIDADE E FEMINILIDADE.
6. TU ÉS IMORTAL; HONRE TODA LUZ E VIDA.
7. AME A SI MESMO E CELEBRE A SEXUALIDADE.
8. O ONUS DA ABUNDÂNCIA ESTA EM TI; RESPEITE O DIREITO DE CUSTÓDIA
9. SEJA LEAL COM O QUE TU SABES SER CERTO.
10. ALEGRE-SE COM O SUCESSO DO TEU PRÓXIMO. CANTE A CANÇÃO DO TEU CORAÇÃO. CRIE A VIDA DOS TEUS SONHOS
Aquilo que na atualidade é chamado de Hermetismo, ou de Ciências Herméticas, compreende um campo de conhecimento muito vasto. Vemos cada dia ordens e sociedades herméticas; ouvimos falar de conhecimentos herméticos. A primeira vista, o leigo acredita que a palavra "hermética" presente em inúmeras organizações significa, oculto, mistério, velado. Realmente não é este o sentido. Aquilo que é ensinado como Hermetismo, tem raízes tão antigas cujo início é impossível se precisar. Acreditamos que na verdade se podem considerar como o registro de todos os conhecimentos que a humanidade foi acumulando ciclo após ciclo de civilização, mesmo muito antes da Atlântida.
O Hermetismo na atualidade é conglomerado de conhecimentos que muitas instituições possuem - ou dizem possuir - e cujas origens são atribuídas a Hermes. Na verdade Hermes - considerado com um deus do Panteão da Antiga Grécia - recebeu o mérito de ser o autor desses conhecimentos, mas na verdade eles foram trazidos até o atual ciclo de civilização, no antigo Egito por Thoth também considerado um deus no Antigo Egito.
Como a origem dos conhecimentos herméticos datam de alguns milhares de anos, é natural que durante tão longo tempo hajam ocorrido grandes transformações, tanto no que diz respeito aspectos organizacionais quando no contexto dos próprio ensinos. Disto resultou um grande número organizações no passado assim como no presente intituladas de "Ordem Hermética". Os conhecimentos e a estruturação de algumas são oriundas das Escolas de Mistérios do Antigo Egito. Naturalmente o termo "Ordem" só apareceu depois da decadência do Egito, quando grupos de estudiosos deram nomes às organizações que transmitiam o conhecimento deixados por Thoth.
O sentido de "oculto", de secreto", vem desde as Escolas de Mistérios. Quando as Ordens foram instituídas os ensinamentos passaram a ser "velados" em decorrência das perseguições contra o conhecimento promovidas por algo que é conhecido pelo nome de " Conjura do Silêncio" ou "Obscurantismo". Mas, não há segredo algum no que o Hermetismo ensina.
O Hermetismo cobre um vasto de conhecimentos, ele é muito abrangente por compreender um somatório de conhecimentos milenares da humanidade.
Podemos dizer que existem duas fontes básicas de conhecimentos, o Hermetismo e os Vedas. O Hermetismo é à base de todo o misticismo ocidental, enquanto os Vedas o é do oriental. Não existe religião oriental que não tenha como base, direta ou indiretamente, os ensinamentos Vedas. No Ocidente também, nenhuma organização pode dizer que não tem o Hermetismo como base, seja ela a Alquimia, a Cabala, a Magia, a Maçonaria, o Rosacrucianismo e muitas outras, juntamente com todas as religiões, direta ou indiretamente, são "filhas" do Hermetismo. Falamos de duas fontes básicas, mas vale salientar que na verdade elas têm uma mesma origem, apenas uma parte entrou neste ciclo de civilização através dos Vedas, e outra pelo Egito. Atualmente estamos vendo um reencontro entre as duas fontes, já é bem grande sincretismo entre as doutrinas orientais e as ocidentais.
Sempre existiram muitas organizações que se intitularam de Sociedade, ou de Ordem Hermética, e também na atualidade. Muitas trazem ensinamentos autênticos, embora algumas atribuam o nome "hermética" a conceitos de grupos ou meras fantasias. Entre outras autênticas, citamos a V\O\H\. Trata-se de um ramo do hermetismo cujo objetivo é transmitir conhecimentos milenares segundo foi ensinado por Thoth no Antigo Egito, porém fazendo uso de uma linguagem não velada, conceitos expressos em linguagem atual, em consonância com a ciência de nossos dias. É uma Organização cujo objetivos não visa qualquer lucro pecuniário , não tem por objetivo fazer proselitismo. Assim é uma Ordem que se caracteriza por não ter sócios, nem membros efetivos, nem diretoria, nem sedes, nem bens materiais, nem mensalidades, nem taxas de quaisquer tipos. No plano material ela apenas atua através de estimulo a grupos independentes de estudo, relativamente autônomos orientados por discípulos mais experientes que não se intitulam de "mestre". Quando muito podem ser considerados meros respeitáveis instrutores.
Há uma direção orientadora de nível internacional e representada em alguns paises, trabalhando discretamente, e visando em especial a divulgação de verdadeiros conhecimentos milenares através de uma metodologia capaz de atender àqueles que sentem necessidade de certos conhecimentos tradicionais. Nenhum instrutor tem qualquer prerrogativa de ingerência na vida das pessoas, nenhum titulo ele pode conceder a quem quer que seja. Na verdade tem como papel transmitir os conhecimentos básicos da Ordem, por meio dos quais o próprio discípulo se torna apto para estabelecer ligação com o "Egrégora da Ordem Hermética". É o discípulo quem amplia seu próprio nível de percepção para receber o conhecimento da "Eterna Fonte Cristalina" do saber cósmico.
Quando eu não te tinha Amava a Natureza como um monge calmo a Cristo. Agora amo a Natureza Como um monge calmo à Virgem Maria, Religiosamente, a meu modo, como dantes, Mas de outra maneira mais comovida e próxima ... Vejo melhor os rios quando vou contigo Pelos campos até à beira dos rios; Sentado a teu lado reparando nas nuvens Reparo nelas melhor — Tu não me tiraste a Natureza ... Tu mudaste a Natureza ... Trouxeste-me a Natureza para o pé de mim, Por tu existires vejo-a melhor, mas a mesma, Por tu me amares, amo-a do mesmo modo, mas mais, Por tu me escolheres para te ter e te amar, Os meus olhos fitaram-na mais demoradamente Sobre todas as cousas. Não me arrependo do que fui outrora Porque ainda o sou.
Aquele celeiro com uma torre de 27 metros de altura guardava segredos incríveis. Pouco se sabia sobre o que estava acontecendo lá, mas uma coisa era certa: era algo que beirava o sobrenatural.
Estamos em Colorado Springs, estado do Colorado, Estados Unidos. O ano é 1899. A população de Colorado está curiosa sobre o que este grande inventor está tramando, mas respeita os sinais ao redor do perímetro onde está escrito: "MANTENHA A DISTÂNCIA - GRANDE PERIGO". Mesmo assim, eles logo sentem os efeitos da experiência. Faíscas saem do chão conforme eles andam pelas ruas, penetrando em seus pés pelos sapatos. A grama ao redor do prédio de brilha com uma pálida luz azul. Objetos de metal segurados próximos a hidrantes descarregam raios elétricos em miniatura á vários centímetros de distância. Lâmpadas acendem espontaneamente a quinze metros de sua torre sem nenhum contato com fios e mesmo com interruptores desligados. É uma cena esquisitíssima!
Seus assistentes montaram um laboratório único nos arredores da cidade, que parecia mais com um grande celeiro embaixo de uma torre. Este era o "Transformador Amplificador", que dizem ser a maior de suas invenções. Naquele momento estavam apenas sintonizando o equipamento. Estes eram os efeitos colaterais do ajuste do transformador amplificador à Terra. Uma vez que ele estava adequadamente calibrado, o cientista estava pronto para conduzir a maior obra de sua carreira, usando todo o planeta como cenário.
Numa noite de 1899, o cientista aciona sua máquina em força total na esperança de produzir um fenômeno que ele chamará de "crescente ressonante". Sua torre descarrega na Terra dez milhões de volts. A corrente atravessa o planeta na velocidade da luz, forte o bastante para não morrer antes do final. Quando ela chega ao lado oposto do planeta, ela é rebatida de volta, como círculos de água voltando à sua origem. Ao voltarem, a corrente está bem fraca, mas o cientista emite uma série de pulsos que se reforçavam um ao outro, resultando em um forte efeito cumulativo.
No ponto de observação, de onde o cientista e seus assistentes assistem, a crescente ressonante manifesta-se como uma demonstração alienígena de raios que ainda estão até hoje catalogados como a maior descarga elétrica da história. A corrente de retorno forma um arco voltaico que eleva-se até o céu por dezenove metros. Trovões apocalípticos são ouvidos a trinta e três quilômetros de distância. O cientista, antes, preocupado com a possibilidade de haver um limite para a geração de descargas ressonantes, descobre, naquele evento, que o potencial é ilimitado. A experiência faz com que o gerador de força de Colorado Springs incendeie e isso faz com que o fornecimento de energia, antes gratuito para as suas experiências, venha a ser interrompido.
O cientista dessa história é Nikola Tesla, nascido em 9 de julho de 1856, na vila de Smiljan, na Croácia, exatamente à meia noite. Desde o início de sua infância, ficou claro que Tesla era uma mente extraordinária. Seu pai, Milutin Tesla, o ajudou a fortalecer sua memória e raciocínio através de uma grande variedade de constantes exercícios mentais. Sua mãe, Djouka Tesla, vinha de uma longa linhagem de inventores. Tesla tornou-se famoso por suas palestras ao demonstrar invenções e conceitos como mágica. Os leigos ficavam encantados pelos raios elétricos que saíam de suas bobinas brilhantes, e lâmpadas sem fio que se acendiam ao entrarem em contato com sua mão. Isso fez com que Tesla ficasse conhecido como um ilusionista, tamanho o espanto que provocava.
A transmissão sem fio de energia elétrica torna-se a maior pesquisa de sua carreira. Descobre que um tubo de vácuo colocado em proximidade com uma bobina Tesla instantaneamente começa a brilhar, sem fios e nem sequer um filamento dentro do tubo brilhante. Ressonância elétrica era a base da descoberta. Ao determinar a frequência da corrente elétrica necessária, Tesla era capaz de ligar e desligar séries de lâmpadas diferentes à metros de distância.
Ele tornou-se um cidadão americano em 1891, e sua nova tecnologia seria seu presente de agradecimento para seu país adotivo: Um meio de transmitir energia instantâneamente, através de qualquer distância, pelo ar. Energia grátis para todos. Aqui Tesla comete o seu primeiro e o pior de todos os seus erros. Ser um humanista na terra onde o capitalismo fez sua morada. Os americanos queriam a inteligência de Tesla para ganhar dinheiro, não para fazer solidariedade. J.P. Morgan e Westinghouse detestavam ouvir falar na palavra "grátis".
O EFEITO DANE
Tesla considerava Dane, seu irmão mais velho, superior em todas as coisas. Tesla era proibido de montar o cavalo branco de DANE por ser muito pequeno. Certo dia, Tesla usou uma zarabatana para atirar uma semente no cavalo enquanto seu irmão montava. Dane caiu e morreu em seguida. O remorso o perseguiu por toda a sua vida, e não importa o tamanho de suas descobertas, ele sempre acreditou que Dane faria melhor.
Tesla sofria particularmente de um mal no qual flashes de luz apareciam diante de seus olhos, acompanhados de alucinações. Na maioria dos casos, as visões estão ligadas a uma palavra ou item que ele poderia vir a encontrar no futuro, simplesmente ao ouvir o nome do item, ele involuntariamente o visualisava em perfeitos detalhes. Quando ele atingiu sua adolescência, aprendeu a reprimi-los. Quando eles ocorriam, tinham uma natureza que poderia ser descrita como psicótica.
Uma vez Tesla tentou nadar por debaixo de uma estrutura que se estendia além do que ele havia imaginado. Viu-se preso debaixo d'água, sem sinal da superfície, um flash apareceu e com ele Tesla viu uma pequena abertura que levava a um bolsão de ar. Sua visão estava correta, e sua doença o salva de uma morte certa. Quando seus pais morreram, Tesla afirmou ter tido uma premonição detalhada do que aconteceria. Tem o dom da telepatia e consegue transmitir mentalmente imagem a outra pessoa situada em outra sala.
Acometido de cólera, Tesla ocupa sua mente lendo tudo o que era capaz. Nessa época lê "Innocents Abroad", de Mark Twain. Tesla fica cativado pelo humor e humanidade descritos no livro. Anos mais tarde, nos Estados Unidos, Tesla encontra Samuel Clemens e agradece por salvar sua vida. Clemens torna-se um dos poucos amigos pessoais de Tesla. Os sentidos físicos de Tesla tornam-se hipersensíveis. O tic-tac de um relógio de pulso o ensurdecia, mesmo a vários quartos de distância. Ele usava almofadas de borracha nos pés de sua cama para aliviar as vibrações das pessoas que passavam fora do quarto. Para ele parecia um terremoto. A exposição à luz era dolorosa, não somente à seus olhos, mas também a sua pele. Tempos depois a hipersensibilidade volta ao normal e isso permite inventar o motor de corrente alternada.
As dificuldades fisiológicas e emocionais de Tesla o fizeram um homem de mente brilhante e excêntrico. Detestava contato físico com outras pessoas e tinha raiva quando tocavam seu cabelo. Para evitar um aperto de mãos, ele mentia dizendo que havia se acidentado. Ele nunca teve uma relação amorosa de qualquer tipo. Uma mulher certa vez tentou beijá-lo e ele saiu correndo. Ainda assim, Tesla exibia uma clara apreciação por mulheres e exigia que suas secretárias se vestissem bem. Suas empregadas mulheres não podiam usar pérolas, pois ele, por algum motivo desconhecido, as achava repugnantes.
Tesla parecia ter T.O.C. (Transtorno-Obsessivo-Compulsivo). Tudo ele fazia em três partes ou etapas. Quantidades de vinte e sete eram as suas prediletas, pois é três ao cubo. Tesla calculava o peso da comida antes de ingerí-la. Media as porções com uma régua e mergulhava pedaços na água para determinar quantos centímetros cúbicos eles tinham. Gostava de bolachas de sal por causa da uniformidade de volume que elas apresentam. Tesla esquecia de comer e trabalhava por dias sem dormir. A certa altura, sua devoção ao laboratório lhe causou tal stress que ele esqueceu quem era ele.
Tesla assumia que só tornaria-se um inventor ao atingir a maturidade. E ela havia chegado.
O TESLA ALUNO
Tesla iniciou sua educação superior no instituto politécnico de Graz, perseguindo o estudo no tópico que mais o fascinava: eletricidade. Ele estudava muito, quase durante todo o dia, em uma rotina que ia das 3:00 da manhã às 11:00 da noite todos os dias. Sonhava em ir para a América e conhecer Thomas Edison.
Aluno extraordinário irritava seus professores, questionando o status quo tecnológico com um insight que por muito superava o de seus instrutores. Ele era contra a idéia que a corrente contínua era o único meio de distribuir energia elétrica. A corrente contínua era ineficiente e incapaz de transmitir energia a longas distâncias. Deveria haver um outro método. A idéia da corrente alternada era vista pela comunidade científica com descaso, em muitos aspectos tal como a fusão a frio é hoje.
Durante o curso superior, seu pai morre. Tesla nunca mais retornou à escola politécnica. Sem dinheiro para financiar sua instrução, Tesla tornou-se um operador de telégrafo. Tesla continuou com seu sonho de ir à América e tornar-se um pioneiro em energia elétrica. Em meio a essa crise Tesla teve mais uma de suas visões: Duas bobinas, posicionadas em ângulo reto e alimentadas com uma corrente alternada à noventa graus de fase entre si poderiam fazer um campo magnético girar, sem a necessidade do comutador utilizado em motores de corrente contínua. Tesla sabia que isto iria funcionar.
Este era o método de Tesla para desenvolver invenções através de toda a sua carreira: sem cadernos, diários ou protótipos. Sua capacidade de transformar idéias em visualizações concretas que o haviam transtornado durante a juventude, havia finalmente voltado a seu favor. "No momento em que uma pessoa constrói um aparelho para levar a cabo uma idéia crua, ela se encontra inevitavelmente envolvida com os detalhes deste aparelho", disse Tesla em sua autobiografia. "Conforme ele procede em tentar melhorar e reconstruir o aparelho, sua força de concentração diminui e ele perde de vista o Grande Propósito".
O ENCONTRO COM THOMAS EDISON: O HOMEM QUE IRIA AJUDAR A DESTRUÍ-LO
Em 1882, ele arrumou um emprego na Companhia Continental Edison em Paris, distinguindo-se como um bom engenheiro. Dois anos mais tarde, viajou à Nova York para conhecer o presidente da companhia: o próprio Thomas Edison.
Este encontro não foi bom como havia sonhado. Edison o observou com desprezo e certamente não tinha intenção em colaborar com qualquer esquema AC. Edison via AC como uma ameaça a seu império DC. Tesla prometeu aumentar a eficiência de dínamos em 25% em dois meses. Edison disse a ele que se assim conseguisse, ele lhe pagaria cinqüenta mil dólares. Conseguiu cumprir com a promessa, melhorando os dínamos por uma margem maior do que a prometida a Edison. Mas, quando pediu por seu pagamento, Edison recusou-se a honrar o acordo, dizendo que estava apenas ‘brincando’. Tesla demitiu-se e nunca mais trabalhou com Edison.
Tesla foi contatado por um grupo de investidores que desejavam vender a lâmpada de arco que ele havia inventado e assim, nasceu a Companhia Elétrica Tesla. Tesla estava ansioso por esta oportunidade de trazer a corrente alternada ao mundo, mas seus investidores nada queriam com ela. Assim, Tesla foi rejeitado pela companhia que tinha seu próprio nome.
SALVO POR BROWN
Na bancarrota, uma das mentes mais brilhantes do mundo estava reduzida a trabalhos braçais faturando um dólar por dia. Planejou cometer suicídio no seu trigésimo aniversário, à meia noite em ponto, hora do seu nascimento. Antes que isso ocorresse, porém, A. K. Brown da Western Union soube da situação de Tesla. Brown, determinado a devolver o gênio a seu lugar no mundo, ofereceu-lhe um laboratório próprio, e a chance de pesquisar a corrente alternada.
Salvo, Tesla imediatamente começou a trabalhar em seu dínamo AC. O dínamo funcionou exatamente como previu todos estes anos dentro de sua mente. Tesla demonstrou sua invenção ao público, e logo tornou-se a sensação da comunidade de engenheiros. Dentre os convertidos por suas palestras à corrente alternada, estava George Westinghouse, quem negociou com Tesla a fabricação dos dínamos. A primeira aplicação desta tecnologia: As cataratas do Niagara. Westinghouse venceu a concorrência para a utilização do Niagara, oferecendo metade do que Edison ofereceu para a instalação de um sistema DC. Em 1895, O sistema de energia AC de Niagara foi inaugurado sem uma única falha, transmitindo energia até Buffalo, a aproximadamente trinta e três quilômetros de distância, uma total impossibilidade com corrente contínua. Não mais uma comodidade luxuosa reservada aos ricos, a energia elétrica agora era para todos.
Pela primeira vez em sua vida, Nikola Tesla era imbatível.
A primeira invenção de Tesla com propósito militar utilizava uma espécie de automação tecnológica, com a qual o trabalho de seres humanos poderia ser substituído por máquinas. Tesla produzia barcos e submarinos controlados remotamente. O governo nunca aceitou a oferta de Tesla, mas conseguiu um contrato militar com a marinha alemã. O produto eram as turbinas sofisticadas que o almirante Von Tirpits usou com grande sucesso em sua armada de navios de guerra. Quando começou a Primeira Guerra Mundial, cancelou o contrato com os alemães. Não queria ser acusado de traição.
O RAIO DA MORTE
Quase falido e vendo os Estados Unidos à beira da guerra, idealiza o "Raio da Morte", aparentemente uma espécie de acelerador de partículas. Não há certeza se usou seu Raio da Morte, ou se ele sequer chegou a construí-lo. Mas existe uma história relatada do que aconteceu naquela noite em 1908, quando Tesla testou sua arma.
Naquela época, Robert Peary estava fazendo sua segunda tentativa em se chegar ao polo norte. Tesla notificou a expedição que eles estariam tentando entrar em contato com eles de alguma forma, e eles deveriam relatar qualquer coisa incomum que eles observassem. Na noite de 30 de junho, acompanhado por seu associado, George Scherff, na torre de Wardenclyffe, Tesla apontou seu raio através do atlântico, para o ártico, a um ponto calculado como estando a oeste da expedição de Peary. Tesla ligou o equipamento. Uma coruja que voou de seu ninho no topo da torre em direção ao raio foi desintegrada instantaneamente. Isso concluiu o teste. Tesla observou os jornais e enviou telegramas para Peary na esperança de confirmar o raio da morte. Nada foi respondido. Já disposto a admitir derrota, recebe notícias de um estranho evento ocorrido na Sibéria.
Em 30 de junho, uma enorme explosão havia devastado Tunguska, uma área remota na floresta da Sibéria. Quinhentos mil acres quadrados de terra foram destruídos por algo com força equivalente a quinze megatons de TNT. Tunguska é a mais poderosa explosão ocorrida na história, nem mesmo as explosões termonucleares ultrapassaram sua força. A explosão foi audível a 930 quilômetros de distância. Os cientistas falaram de um meteorito ou fragmento de um cometa, mas nenhum impacto ou restos minerais de tal objeto foram encontrados.
Estava claro para ele que seu raio da morte tinha ultrapassado seu alvo calculado e atingido Tunguska. Tesla desmontou o Raio da Morte imediatamente, tamanho o perigo que ele poderia representar em mãos erradas.
Seis anos mais tarde, o fim da Primeira Guerra fez com que Tesla escrevesse ao presidente Wilson, revelando o segredo do teste do Raio da Morte. A única resposta de Tesla à sua proposta foi uma carta formal de apreciação da secretária do presidente. Tesla fez mais uma tentativa de ajudar seu país na guerra em 1917. Ele concebeu uma estação emissora de ondas exploratórias de energia, permitindo que seus operadores determinassem com precisão a localização de veículos inimigos distantes. O departamento de guerra riu e rejeitou o "raio explorador" de Tesla. Por trás dessa ironia e reprovação estava ninguém menos que Thomas Edison e a inveja que tinha de Tesla.
Uma geração mais tarde a invenção ajudaria os aliados a vencerem a Segunda Guerra Mundial. Era o radar.
Em uma de suas experiências com tecnologia ressonante em Nova York, seu laboratório foi invadido por um esquadrão de policiais, exigindo que Tesla parasse com seus experimentos. A ilha de Manhattan estava vibrando por quilômetros de distância. Tesla não sabia que ondas ressonantes tornam-se mais fortes quanto mais elas viajam. Estava criada a "Máquina de Terremotos de Tesla".
Em seus últimos dias, Tesla ficou fascinado com a idéia da Luz como sendo tanto partícula como onda - a proposição fundamental do que se tornaria a física quântica. Foi este campo de investigação o levou à criação do Raio da Morte. Tesla também tinha a idéia de criar uma "parede de luz". Esta misteriosa parede de luz permitiria que o tempo, espaço, matéria e até gravidade fossem manipuladas à vontade do operador, e concebeu uma grande variedade de propostas que parecem hoje sair diretamente da ficção científica, incluindo naves anti-gravidade, tele transporte e viagens no tempo.
Tesla afirmava que todo o pensamento criado pela Mente Humana cria uma imagem correspondente na retina, e a informação elétrica desta transmissão neural poderia ser lida e gravada em uma máquina e visualizada como padrões visuais em uma tela.
Em 7 de janeiro de 1943, Nikola Tesla morreu em Nova York aos 87 anos. Ele estava literalmente quebrado, vivendo no hotel New Yorker, em uma sala que dividia com um bando de pássaros, quem ele considerava seus únicos amigos.
A CONSPIRAÇÃO ANTI-TESLA: SUPERMAN LUTA CONTRA O RAIO-DA-MORTE
As indústrias haviam virado suas costas a ele. A comunidade científica ignorava suas idéias. O público o conhecia como um lunático cujas teorias eram apenas úteis para tablóides sensacionalistas. Os quadrinhos do "Superman", de Max Fleischer, em 1940, desenhavam o herói lutando contra raios da morte e terrores eletromagnéticos criados por um cientista louco chamado Tesla.
Grandes empresários e o governo dos Estados Unidos conspiraram para suprimir seu gênio inventivo. No topo da lista de suspeitos, está Thomas Edison, que temia o sucesso de seu antigo empregado com a corrente alternada, e efetivamente liderou uma campanha para destruir o nome de Tesla. Ele organizou demonstrações nas quais animais eram eletrocutados letalmente com equipamentos AC. Edison também fez parte da mesa de conselheiros do departamento de guerra que rejeitou as propostas de Tesla para o Raio da Morte e seu radar.
J. P. Morgan também está implicado na Teoria da conspiração anti-Tesla. Morgan efetivamente ampliou sua já monumental fortuna explorando as idéias do inventor, até que ele descobriu que sua idéia era a criação de livre energia, uma idéia assustadora a qualquer capitalista respeitável.
O FBI ordenou que o escritório de propriedades estrangeiras se apoderasse de todos os documentos de Tesla. Tesla era cidadão americano desde 1891, não era estrangeiro. Considerado inofensivo para a segurança nacional seu arquivo foi encerrado em 1943 e reaberto em 1957, após saberem que os russos estariam realizando experiências com sua tecnologia. Muitos estão convencidos que o Pentágono realizou várias experiências baseadas na tecnologia de Tesla.
Uma última teoria é a de que Tesla arruinou sua própria reputação com suas invenções e propostas fora de época. Tesla nunca aceitou o trabalho de Albert Einstein. Em termos práticos, estes argumentos estão provavelmente corretos. Um sistema de energia livre, hoje, ainda não seria aceita.
SUPERMAN EXPLODE O LABORATÓRIO DO "CIENTISTA MALUCO"
Como numa história em quadrinhos, o laboratório de Tesla em Wardenclyffe também teria que ter um fim. Em 1917, ele foi condenado à demolição. O dinheiro de Tesla para sua manutenção havia acabado, e acreditava-se que ele estivesse sendo espionado por alemães. Como um movimento inicial, ele foi dinamitado, mas a torre se manteve intacta. A equipe de demolição detonou o local repetidamente, mas a torre não caiu. Voltaram dias depois e a dinamitaram novamente. Dessa vez ela caiu, mas não explodiu, nem se quebrou.
Muito se relaciona a destruição da imagem de Tesla às ações e atitudes de Thomas Edison, J.P.Morgan e Westhinghouse. Todos teceram através de suas influências uma imagem tosca de um grande gênio. Essa mancha não macula a genialidade de Thomas como inventor, mas coloca dúvidas sobre seu caráter como empresário.
O verdadeiro legado de Tesla está sendo reconhecido. A Corte Suprema dos Estados Unidos declarou pouco após sua morte que Tesla era o verdadeiro inventor do rádio e não Guglielmo Marconi. Tesla foi reconhecido como o inventor da lâmpada fluorescente, o tubo amplificador a vácuo e a máquina de raios X. Os livros de história começam a reparar tamanha injustiça. As pessoas bem sucedidas podem não ser as mais brilhantes, mas sim aquelas que sabem lidar com as regras do jogo da fama e da riqueza. Tesla era um discípulo da ciência pura e não da ciência aplicada e não sabia como lucrar com suas idéias. Seus parceiros (parceiros?) de negócios frequentemente não agiam com lisura e Tesla contribuía tomando desastradas decisões financeiras.
A história de Tesla trás grandes lições que puxam a uma reflexão individual por vezes dolorosa. Tesla chegou a ser indicado ao Prêmio Nobel de Física, juntamente com Edison, mas Tesla recusou-se a recebê-lo.
O que sabemos é que quanto mais avançamos na tecnologia mais escutamos falar de Tesla. Como um fantasma cuja energia nunca acaba, Tesla retorna a zombar da nossa pobre capacidade de lidar com o novo e aliado a ele o que chamamos de moderno ou tecnológico.
É pra pensar.. Nikola Tesla ainda é um homem à frente do nosso tempo. O Superman morreu. Tesla continua cada vez mais vivo!
Fonte: www.saindodamatrix.com.br
Para mais informações assista esse vídeo, muito bom!
A meditação pode brecar o avanço da Aids depois de apenas algumas semanas de prática, talvez por ter influência no sistema imunológico do paciente, afirmaram pesquisadores norte-americanos da Universidade da Califórnia em Los Angeles. Se confirmada em estudos mais amplos, a descoberta poderia oferecer uma alternativa barata e agradável para ajudar as pessoas a enfrentar essa doença incurável e muitas vezes fatal.
Os pesquisadores testaram um programa de combate ao estresse chamado meditação de foco, definida como a prática de uma postura receptiva ao presente, sem se preocupar com o passado e o futuro.
Quanto maior a frequência com que os pacientes meditavam, mais altas suas contagens de células CD4 -- uma medida padrão para se saber a eficiência com que seus sistemas imunológicos combatiam o vírus da Aids. As contagens de CD4 foram feitas antes e depois do programa de dois meses.
"O estudo fornece os primeiros indícios de que o programa de administração de estresse conhecido como meditação de foco pode ter um impacto direto quando se trata de brecar o avanço da Aids", afirmou em um comunicado David Creswell, que comandou o estudo.
A equipe examinou 67 adultos HIV-positivos da área de Los Angeles, 48 dos quais realizaram algum tipo de meditação. A maior parte deles tendia a conviver com rotinas bastante estressantes, afirmou Creswell.
"A maioria dos participantes do estudo era do sexo masculino, afro-americanos, homossexuais e desempregados e não estavam tomando remédios anti-retrovirais", escreveram os cientistas na revista Brain, Behavior, and Immunity. As aulas de meditação incluíam oito sessões semanais de duas horas cada uma, um retiro de um dia e uma sessão diária a ser realizada em casa. "As pessoas que tiveram essas aulas empolgaram-se de verdade e realmente gostaram do programa", afirmou Creswell.
"O programa de meditação de foco é um tratamento de baixo custo baseado em grupos e, se as descobertas iniciais forem confirmadas em pesquisas mais amplas, é possível que tal treinamento possa ser usado como um complemento eficiente no combate à Aids", acrescentou.
“A hora é chegada na evolução de cada planeta e sua humanidade, em que eles devem expressar Paz Total, Harmonia, Perfeição e o Plano Divino do sistema ao qual eles pertencem. Quando chega essa hora, ou a humanidade se move adiante e cumpre esse plano ou qualquer porção que não esteja em alinhamento com a nova Atividade remove a si mesma para outra sala de aula do Universo, até que essas personalidades aprendam obediência à vida”...
“Os seres humanos são os únicos criadores do ‘inferno’. Eles podem aceitar e obedecer à Lei da Vida e desfrutar de cada coisa boa do ‘Reino’ ou podem desobedecer e quebrar como uma palha ante a tempestade, pela sua própria discórdia auto-gerada. Cada indivíduo carrega consigo o seu próprio céu ou inferno em cada momento, mas estes são somente os resultados de estados mentais e emocionais que o indivíduo criou, devido à sua própria atitude. Não existe outra causa para isso”.
Sobre o caos do passado humanamente gerado, estão sendo enviados , pelos Mestres Ascensionados e pelos Grandes Mensageiros Cósmicos, grande correntes de Amor e Harmonia, das quais depende a paz. A humanidade, tendo desafiado por tanto tempo a Grande Corrente Cósmica que sempre procura abençoar, está agora sendo compelida a voltar-se e procurar a Luz, para poder sobreviver no meio de suas próprias emanações destrutivas dpo passado”.
Saint Germain
http://www.saintgermainfoundation.org/whois.htm
EU SOU O QUE EU SOU, VOCÊ ENTENDE ISSO?
Respirai o aroma da vossa própria Essência; senti junto a vós a vossa sabedoria, permiti-vos a assimilação do vosso poder e aplicai o vosso poder no vosso dia a dia. Gostaríamos muitíssimo que cada vez mais e com mais rapidez, pudésseis elevar os vossos pensamentos e vossas chamas de luz. Que possais acreditar no vosso poder interno, que possais efetivamente concordar com a idéia de que vós sois deuses, - que é o que tentamos passar a cada reunião com vocês, através de diferentes mestres, através de diferentes seres que se manifestam aqui. Amados filhos, quando iniciamos esse trabalho, iniciamos com o divino propósito de que a lucidez pudesse se estabelecer em vosso grupo. A lucidez, que sentimos estar devidamente estabelecida, agora exige de vós que caminheis mais rapidamente, exige que possais, através de vossas próprias experiências e através da conexão com vossa Presença Divina Eu Sou, vos tornardes os vossos próprios mestres, os vossos próprios mentores, os vossos próprios anjos guardiães. Não estamos querendo dizer com isso que ajudas externas não sejam úteis. Ao contrário. O auxílio externo é, sim, útil, quando vem dos seres de luz dotados de mais experiência, provenientes de realidades que muitas vezes fogem do vosso padrão comportamental, do vosso padrão de mentalidade. Porém, filhos da luz, cada vez se torna mais importante que possais ter como base fundamental, a Vossa Essência. Que possais cada vez mais vos mirar em vós. Quando dizemos “em vós”, não estamos nos referindo às pequenas coisas da vida, não estamos nos referindo às brincadeiras que muitas vezes fazeis convosco mesmos ou entre vós, mas estamos falando das grandes questões das vossas vidas, estamos nos referindo sim, à possibilidade de alçarem vôos maiores, à possibilidade de conectar-vos à vossa Essência, a vossa Essência que vos dirá que caminhos seguir, quais serão os rumos, quais serão as técnicas a serem utilizadas. Filhos da luz, confiai cada vez mais. Confiai, esta é a palavra. Passamos da etapa de meramente desenvolver a intuição. Os vossos campos intuicionais já estão abertos, desenvolvei a fé, a fé naquilo que vos é dito, naquilo que vos é colocado, naquilo que a vossa Essência tenta vos colocar. Vemos cada um aqui, envolto nos seus diferentes problemas, envolto em situações da vida que muitas vezes seriam facilmente resolvidas se simplesmente acreditassem na vossa Essência.
Quando dizemos, Eu Sou o Que Eu Sou, o que queremos dizer com isso, filhos da luz? Queremos dizer que vós não precisais de nada, queremos dizer que dependeis única e exclusivamente da vossa Presença Divina, pois é ela que vos conecta diretamente ao Ser que Tudo É. Vós sois parte de Deus, Deus é parte de vós. Numa concepção simples, Deus está em vós, vós estais em Deus. Vamos procurar evitar a perda de tempo com raciocínios tortuosos que a nada levam. Deixai as “intelectualidades” para os “intelectuais” que perdidos estão no marasmo e não agem. Atuai através da vossa Presença Divina Eu Sou e de nada mais precisareis. Eu sou saint Germain. Eu sou a força e a decoração da Chama Violeta neste mundo. Eu represento Liberdade e Poder do Amor expresso por Liberdade acima do mundo. De norte a sul eu sou Saint Germain, de leste a oeste eu sou Saint Germain. Do Brasil a Singapura eu sou Saint Germain.
A Árvore da Vida é o glifo fundamental da Tradição Ocultista Ocidental e foi utilizada para meditação e trabalho oculto prático durante inúmeros anos. Muitos dos seus símbolos são arquetípicos, o que significa que têm sentido profundo para os homens de todas as raças e credos. Eles encarnam experiências humanas fundamentais como "masculinidade", "feminilidade", "maternidade", etc.
Centenas de estudiosos do ocultismo foram criados neste ocultismo e instruídos no seu uso prático, começam a viver, agir e a pensar dentro deste sistema. Trabalhamos com ele todos os dias, meditando sobre ele e interpretando a vida do ponto de vista da sua estrutura. Isso traz ordem à vida interior; os sonhos e o "psiquismo" aparecerão em função do simbolismo da Árvore e, ao alcançarmos o estágio adequado de preparação, o trabalho ritual se baseará nele.
Para que a Cabala se torne parte da nossa vida, seu uso deve ser completamente automático, se quisermos alcançar o seu pleno proveito. Por isso, é uma excelente idéia tomar notas e traçar diagramas em todas as oportunidade. Desse modo, o sistema se torna parte do nosso mundo interior.
A maioria dos estudiosos modernos não está muito interessada em pesquisa acadêmica por si mesma; quer algo que possa ser utilizado hoje. A Qabalah é um sistema vivo e se desenvolve com o uso, evoluindo, como devem evoluir todos sistemas de conhecimento destinados a sobreviver. Os elementos cabalísticos são frequentemente classificados dentro de quatro títulos:
1) Cabala prática, que trata da magia cerimonial;
2) Cabala dogmática, que compreende a literatura e o sistema;
3) Cabala literal, que trata das letras e dos seus valores numéricos;
4) Cabala oral, que se ocupa com a atribuição dos símbolos às esferas da Árvore da Vida.
Os Triângulos na Árvore - Otz Chiim, a Árvore da Vida, é, na verdade, a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal.
Ela é composta de dez círculos ou esferas chamadas Sefirats, que significa "emanações". A forma singular de sephiroth é sefirat. Estas Sefirats são dispostas em três triângulos ficando o décimo círculo isolado embaixo, conforme é mostrado pela figura de abertura desta página.
Os triângulos são ligados entre si por vinte e duas linhas ou caminhos. Observando a figura central da ilustração desta página, você poderá perceber. Os círculos representam estágios no desenvolvimento das coisas - em especial a evolução do universo e da alma. Os círculos são numerados de 1 a 10 de acordo com a linha em ziguezague chamada raio, que às vezes é ligada ao diagrama da Árvore.
Se você quiser perguntar porque as esferas da Árvore não podem simplesmente ser dispostas em linha como uma série de contas, a razão é que a Árvore representa um conjunto de relações, não apenas uma sequência de eventos.
Os Pilares
As dez esferas da Árvore podem ser consideradas como três linhas verticais ou pilares. Tal disposição apresenta os tr6es grandes princípios complementares de atividade, passividade e equilíbrio. Os pilares laterais representam sempre os complementares, enquanto o do meio retrata o estado de equilíbrio entre eles.
O simbolismo do pilar, como todas as relações na Árvore, pode ser aplicado igualmente à humanidade ou ao universo. A significação das forças complementares da Árvore se tornará clara à medida em que aprofunda o seu estudo. É apresentado um círculo pontilhado entre os círculos um e seis; ele representa uma "sephirah invisível", chamada Daath.
Para locarlizar melhor os circulos, comece numerando do alto e no centro, como circulo 1. O circulo da direita é o 2, da esquerda 3, próximo à direita 4, esquerda 5, centro 6, direita 7, esquerda 8, centro 9, centro 10. Na tradição cabalística, os pilares muitas vezes eram chamados de SEVERIDADE (Ativo), Compaixão (passivo) e Mansidão (equilíbrio).
As Letras Hebraicas
Dizem que um professor de hebraico numa universidade inglesa iniciou sua preleção com as palavras:- Senhoras e Senhores, esta é a língua que Deus falava. Talvez isto estivesse sendo um pouco exclusivista, mas tinha boa razão para isso. Uma considerável parte das sagradas escrituras da cultura ocidental foi indiscutivelmente escrita nessa língua antiga.
Há vinte e duas letras do alfabeto hebraico. São todas consoantes. Os sons vogais, ou pontos, foram acrescentados posteriormente. Diz a lenda que, durante a Criação, Deus fez desfilar diante de si as vinte e duas letras e "viu que eram boas". Recebida a aprovação divina, as letras foram consideradas sagradas, cada uma representando uma idéia e um som.
A forma atual das letras é semelhante aos objetos que originalmente se supunha que representassem. Desse modo, Shin, a vigésima primeira letra, representa o dente da serpente, enquanto Kaph, a décima primeira, uma palmeira. A esta altura você deve estar se perguntando se precisará aprender o hebraico antes de compreender a Árvore e utilizá-la.
A resposta é um simples NÃO. A Árvore é um sistema universal de relações. Pode ser expressa em qualquer língua e época.
Porque estamos fazendo digressões sobre o hebraico?
Antes de tudo porque as idéias cabalísticas foram originalmente expressas em hebraico e muitas obras subseqüentes, como os elementos da "Aurora Dourada", basearam grande parte de suas teorias e práticas nas letras e seus significados.
Em segundo, porque centenas de estudiosos do ocultismo, meditando e trabalhando sobre elas no ritual, tornaram o hebraico uma espécie de centro do inconsciente da Tradição Ocultista Ocidental. O moderno ocultista, assim diz a teoria, pode, através da reflexão sobre as letras, sintonizar esse conjunto de idéias e experiências.
Há vinte e duas letras, todas consoantes. O hebraico não tem nenhum sinal para os números, de modo que se dá a cada letra um valor numérico.
Os antigos rabinos usavam essa característica, desenvolvendo uma forma de numerologia chamada gematria. Se os valores das letras isoladas que compõem uma palavra são totalizados, a soma obtida pode ser comparada aos resultados ajustados a outras palavras. Todas as palavras com um total comum são consideradas como tendo uma afinidade especial.
Os cabalistas dividem as letras em três grupos: letras-mãe, letras duplas e letras simples. Há três letras-mãe, sete duplas e doze simples.
A Árvore e suas Forças
A Qabalah é chamada de Árvore da Vida porque é representada por Dez Esferas interligadas, cada qual representando um Princípio-Regente. Essas esferas-princípios são chamadas de Sefirats.
A Árvore da Vida é um diagrama que representa todas as forças e fatores atuantes no universo e na humanidade. Não existe nenhuma característica, influência ou energia que não seja suscetível de representação na Árvore. O começo, o fim e os caminhos intermediários, todos são representados. Pode-se assim ver o passado, o presente o o futuro nas Dez sefirats e nos vinte e dois caminhos que as ligam.
Somos, naturalmente, construtores de formas. Todo o nosso passado foi consumido numa luta corpo a corpo com a forma, pois mesmo os reinos etéricos do plano mental são túrgidos e restritivos para o espírito. Não é de surpreender, portanto, que a personalidade - ela própria uma complexa forma mental e emocional - veja forças abstratas em símbolos concretos.
Deus fez o homem à Sua imagem e semelhança e fazemos o mesmo com o nosso universo interior - nossa percepção das forças abstratas é personalizada ou formalizada de acordo com o nível da nossa compreensão do momento. Os Titãs, os deuses olímpicos e os deuses com cabeça de animais do Egito são formas feitas pelo homem.
Os arcanjos, os anjos, serafins e querubins, os elementais e as fadas do folclore são personificados em formas aladas, anões, rodas ardentes, pilares de fogo, etc. segundo a profundidade da nossa percepção e os limites do nosso suprimento de imagens mentais. Os símbolos personalizados são palavras no vocabulário dos ocultistas. Com as palavras de que nos servimos na vida diária, eles representam realidades; só há ameaça de perigo quando elas são tomadadas erroneamente pelas realidades que representam.
O ocultismo jamais pode ser restringido a uma série de fórmulas rígidas. A experiência humana é individual e alguns aspectos dela podem ser singulares. Tampouco duas pessoas reagem do mesmo modo a uma experiência. Há, por conseguinte, pouco valor em adquirir um livro sobre a Cabala com uma série de poderes facilmente acessíveis e utilizá-lo como um substituto da experiência pessoal. O livro só pode servir para apontar o caminho.
Seja como for, tudo depende do uso que você fizer da Árvore como símbolo fundamental.