Mostrando postagens com marcador Espiritualidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Espiritualidade. Mostrar todas as postagens

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Meditações do Osho - Dançando, desapareça^^



Pergunta a Osho: Frequentemente, quando estou profundamente relaxado, um forte sentimento de morte surge em mim. Nesses momentos, eu me sinto como parte de todo o cosmos, e quero desaparecer nele. Por um lado, é uma bela sensação e eu fico muito grato por ela; por outro lado, desconfio disso: talvez eu não tenha dito "sim" a mim mesmo, ao meu ser, se o desejo de morrer é tão forte. Isso é um desejo suicida?


Não se trata de um desejo suicida.

Uma coisa básica sobre suicídio é que ele surge somente nas pessoas que estão muito apegadas à vida. E quando elas fracassam no seu apego, a mente se move para o polo oposto. A função da mente é a de "ou/ou": ou ela quer tudo, ou ela não quer nada.

A ânsia pela vida não pode ser realizada totalmente, porque a vida, como tal, é uma coisa temporal; ela está fadada a acabar num certo ponto. Você não pode ter uma linha somente com o começo; num lugar ou noutro, fatalmente haverá um fim.

Assim, as pessoas que cometem suicídio não são contrárias à vida — somente aparentam ser. Elas querem a vida na sua totalidade, elas querem apossar-se dela toda e, quando fracassam — estão fadadas a fracassar —, então, da frustração, do fracasso, elas começam a pensar em morte.

Aí então, o suicídio é a única alternativa. Elas não se sentirão satisfeitas seja com o que quer que a vida lhes ofereça — querem mais e cada vez mais e mais. A vida é curta e a série de desejos de ter cada vez mais e mais é infinita, então o fracasso é certo. Num lugar ou noutro, chega-se fatalmente a um momento em que elas sentem que foram trapaceadas pela vida.

Ninguém as está trapaceando — elas trapacearam a si mesmas. Elas andaram pedindo em demasia, e estiveram somente pedindo, não estiveram dando nada, nem mesmo agradecimentos. Na raiva, na ira, como vingança, o pêndulo da mente se move para o outro lado — contudo, elas não sabem contra quem estão se vingando. Elas estão matando a si mesmas — isso não destrói a vida, não destrói a existência.

Sendo assim, esta sua experiência não é de natureza suicida. É algo similar ao suicídio, mas em um nível diferente e vindo de uma dimensão totalmente diferente.

Quando você está relaxado, quando não existe nenhuma tensão em você, quando não há nenhum desejo, quando a mente está tão silenciosa quanto um lago sem ondulações, surge em você um profundo sentimento de desaparecer naquele momento, porque a vida não lhe deu nada melhor do que isto. Houve momentos de felicidade, de prazer, mas aquele é algo muito além da felicidade e do prazer: é pura bem-aventurança.



Sair dele é realmente penoso. A pessoa tem que ir mais fundo, e ela vê que ir mais fundo significa desaparecer. A maior parte dela já desapareceu no relaxamento, no silêncio, na ausência de desejos. A maior parte da sua personalidade já morreu, apenas um pequeno fiapo de ego ainda está ali dependurado ao redor.

E ela gostaria de dar um salto para fora do círculo do ego, porque, se o relaxamento, mesmo com o ego, pode trazer tanta bênção, a pessoa não pode nem imaginar qual seria o resultado se tudo se dissolvesse, de modo que ela pudesse dizer: "Não sou e a existência é."

Isso não é instinto suicida. Isso basicamente é o que se quer dizer por libertação espiritual: é a libertação do ego, do desejo, até mesmo do desejo pela vida. É a total liberação, é a absoluta liberdade.

Mas, nesta situação, esta questão está fadada a surgir em todo mundo. A questão está surgindo não da sua inteligência: a questão está surgindo da sua covardia. Você realmente quer uma desculpa para não se dissolver, não se evaporar dentro do infinito.

Imediatamente, a mente lhe dá a ideia de que o suicídio é isso — "Não cometa suicídio. Suicídio é pecado, suicídio é um crime. Retorne!". E você começa a retornar. E "retornar" significa tornar-se tenso novamente, novamente cheio de ansiedades, novamente cheio de desejos. Novamente todo o trágico drama da sua vida...

Isso é o seu medo da total dissolução. Mas você não quer aceitar isso como medo, assim, você lhe dá um nome condenatório — suicídio. Não tem nada a ver com suicídio; isso é realmente entrar mais fundo dentro da vida.

A vida possui duas dimensões. Uma é horizontal — na qual todos vocês estão vivendo, na qual vocês estão sempre pedindo por mais e cada vez mais e mais. A quantidade não é a questão; nenhuma quantidade vai satisfazê-los.

A linha horizontal é a linha quantitativa. Você pode ir seguindo sem parar. Ela é como o horizonte — à medida que você segue adiante, o horizonte continua recuando. A distância entre você e a meta do seu "cada vez mais", a meta do desejo, permanece sempre a mesma.

Ela era a mesma de quando você era uma criança, era a mesma de quando você era jovem, será a mesma quando você for idoso. A distância permanecerá a mesma até o seu último suspiro.

A linha horizontal é uma ilusão. O horizonte não existe, somente aparenta — lá, talvez a apenas algumas milhas de distância, o céu esteja encontrando-se com a terra. Eles não se encontram jamais. E a partir do horizonte vem a linha horizontal — sem fim, porque a meta é ilusória; você não pode torná-la realidade.

E a sua paciência é limitada, seu período de vida é limitado. Um dia, você percebe que tudo parece fútil, sem significado: "Estou me arrastando sem necessidade, me torturando, chegando a lugar nenhum..." Aí então o oposto surge em você — "Destruir-se. Não vale a pena viver, porque a vida promete, mas jamais dá o prometido."

Mas a vida tem uma outra linha — uma linha vertical. A linha vertical se move em uma dimensão totalmente diferente. Em tal experiência, por um momento, você vira sua face na direção vertical.

Você não está pedindo — eis por que está recebendo.
Você não está desejando — eis por que tanto torna-se disponível a você.
Você não tem uma meta — eis por que você se aproxima tanto dela.

Devido a não haver nenhum desejo, nenhuma meta, nenhuma pergunta, nenhum pedido, você não tem qualquer espécie de tensão — você está completamente relaxado.
Nesse estado relaxado está o encontro com a consciência.

O medo surge no momento em que você chega ao ponto de dissolver sua última parte, porque, então, será irrevogável: você não será capaz de retornar.

Já contei muitas vezes um belo poema de Rabindranath Tagore. O poeta estava procurando por Deus há milhares de vidas. Ele o via às vezes, lá longe, próximo a uma estrela, e ele começou a mover-se naquele caminho, mas, no momento em que chegou àquela estrela, Deus mudou-se para outro lugar.

Mas ele continuou procurando e procurando — ele estava determinado a descobrir a casa de Deus — e a surpresa das surpresas foi que, certo dia, ele de fato chegou a uma casa onde na porta estava escrito: "Casa de Deus".

Você pode compreender o seu êxtase, pode compreender sua alegria. Ele corre escada acima e, bem na hora em que ia bater à porta, de repente sua mão gela. Surge-lhe uma ideia: "Se por acaso esta for realmente a casa de Deus, então, estou morto, minha busca acabou. Fiquei identificado com a minha busca, com a minha procura. Eu não sei fazer mais nada... Se a porta se abrir e eu encontrar-me com Deus, estou morto... — acabou-se a busca. E depois? Depois há uma eternidade entediante — nenhum excitamento, nenhuma descoberta, nenhum desafio novo, pois não pode haver nenhum desafio maior do que Deus."

Ele começou a tremer de medo, tirou os sapatos dos pés e desceu de volta os lindos degraus de mármore. Ele tirou os sapatos, de modo que não fosse feito nenhum barulho, pois o seu medo era até de fazer barulho nos degraus... Deus podia abrir a porta, embora ele nem tivesse batido. E, então, ele correu tão depressa quanto jamais correra antes.

Ele pensava que estava correndo atrás de Deus tão depressa quanto podia, mas nesse dia, subitamente, ele encontrou a energia que jamais tivera antes. Correu como jamais tinha corrido, sem olhar para trás.

O poema termina assim: "Eu ainda estou procurando por Deus. Conheço sua casa, assim a evito e busco em outro lugar. A excitação é grande, o desafio é grande e, na minha busca, eu prossigo, continuo a existir. Deus é um perigo — eu seria aniquilado. Mas agora eu não tenho medo nem de Deus, porque conheço Sua casa. Sendo assim, deixando de lado a Sua casa, continuo procurando por Ele, ao redor de todo o universo. E lá no fundo eu sei que minha busca não é por Deus: minha busca é para nutrir o meu ego."

Eu coloco Rabindranath Tagore como um dos maiores religiosos do nosso século, embora ele não seja, comumente, relacionado à religião. Mas somente um homem religioso de enorme experiência poderia escrever este poema; não é apenas uma poesia comum: ela contém uma grande verdade.

E é isso o que a sua questão está levantando. Relaxado, você chega a um momento em que você sente que vai desaparecer, e então você pensa: "Talvez isto seja um instinto suicida."; e retorna ao seu velho mundo miserável. Mas esse mundo miserável possui uma coisa: ele protege o seu ego, permite-lhe ser.

Esta é uma estranha situação: a bem-aventurança não permite você; você tem de desaparecer. É por isso que você não vê muitas pessoas abençoadas no mundo. A miséria nutre o seu ego — é por isso que você vê tanta gente miserável no mundo. O ponto central, básico, é o ego.

Sendo assim, você não chegou a um ponto de suicídio. Você chegou a um ponto de nirvana, de cessação, de desaparição, do apagar da vela. Esta é a última experiência. Se você puder juntar coragem... só mais um passo... A existência está apenas a um passo distante de você.

Não dê ouvidos ao lixo da sua mente, dizendo que isto é suicídio. Você não está bebendo veneno, nem se dependurando numa árvore, e nem tampouco dando um tiro de revólver em si mesmo — onde o suicídio?

Você está simplesmente tornando-se mais tênue e cada vez mais e mais tênue. E chega um momento em que você está tão diluído e tão espalhado por toda a existência, que você não pode dizer que você é, mas pode dizer que a existência é.

A isto chamamos de iluminação, não de suicídio.
A isto chamamos de realização da suprema verdade. Mas você tem de pagar o preço. E o preço não é nada, senão o abandono do ego. Sendo assim, quando um tal momento vier, não hesite. Dançando, desapareça... com uma grande gargalhada, desapareça; com canções em seus lábios, desapareça.

Eu não sou um teórico, isto aqui não é uma filosofia minha. Eu cheguei à mesma linha limítrofe muitas vezes, e retornei. Eu também encontrei a casa de Deus muitas vezes e não pude bater. Jesus tem alguns dizeres... Um dos dizeres é este: "Bata, e a porta se abrirá para você." Se esta frase tem algum sentido, este é o sentido que estou lhe dando agora.

Assim, quando esse momento vier, regozije-se e dissolva-se. É da natureza humana — e compreensível — que muitas vezes você retorne. Mas essas muitas vezes não contam. Uma só vez, junte toda a coragem e dê um salto.

Você será, mas de modo tão novo, que não poderá conectá-lo com o velho. Será uma descontinuidade. O velho era tão frágil, tão restrito, tão medíocre... e o novo é tão vasto... De uma pequenina gota de orvalho, você tornou-se o oceano.

Mas até mesmo uma gota de orvalho, ao escorregar de uma folha de lótus, treme por um momento, tenta agarrar-se um pouco mais, porque ela já pode ver o oceano... uma vez que tenha caído da folha de lótus, acabou-se.

Sim, de certo modo, ela não mais será — como uma gota de orvalho, ela terá deixado de ser. Mas isso não é uma perda. Você será oceânico.
E todos os outros oceanos são limitados.
O oceano da existência é ilimitado.


Osho, em "Além da Psicologia — Discursos no Uruguai"

terça-feira, 25 de agosto de 2009

O Sertão cor de Rosa

Clederson Montenegro - Astrólogo






Quando os alemães conheceram Grande Sertão: Veredas e souberam que aquele mundo existia de fato, tiveram um impacto. Estavam convencidos de que o sertão era uma criação do autor mineiro João Guimarães Rosa, que aquilo só era mesmo possível existir dentro dos liames da fantasia de um escritor. Mas em certa medida, Rosa inventou o sertão sim, poetizou as áridas terras, coloriu jagunços, mistificou e deixou lírica a linguagem bruta dos homens do sertão. Concebeu um outro ou intuiu este sertão que os olhos comuns e cansados não conseguem mais perceber. É que Rosa enxerga ainda com os olhos primeiros, os olhos de quem está vendo tudo pela primeira vez, quando se pode ser lúdico. As primeiras palavras do mundo não eram somente palavras.

Mas onde estaria o planeta Mercúrio, o que simboliza a comunicação na Astrologia, quando nascia João, e o que nos diria desse seu impulso de se expressar por meio da palavra?

Nasceu com um Mercúrio em Câncer, entre o inspirado e escapista Netuno e a artística Vênus (a deusa do afeto, do amor, da delicadeza), em 27 de junho de 1.908, às 06h, em Cordisburgo, Minas Gerais. A conjunção dos três astros no mapa do escritor é retrato do discurso afetuoso, poético e sedutor: um projeto de descoberta da linguagem, com resultado estético. A palavra impregnada de beleza, suave, que sai da fala dos sertanejos, parece-nos mais um som, a música da linguagem que alcança o seu apogeu. Ecos de um mundo que se supõe moribundo reaparece com as cores que só Rosa pintou na Literatura.

Mercúrio em Câncer vai buscar inspiração na memória, no passado, no registro das primeiras palavras, sem os vícios da linguagem comum, sofrida nos desgastes do dia-a-dia. É nesse reino, só nele, que a palavra em João esta segura, só naquilo que lhe é familiar. Portanto, é o resgate do significado primordial da palavra que ele alcança. E sua expressão tenta recuperar aquela memória afetiva que esta sempre nos mordendo - certamente Rosa não era muito falante nem verborrágico como Riobaldo, o herói de sua obra máxima "Grande Sertão: Veredas", mas devia registrar e guardar as experiências no seu baú emocional (Câncer). Só falava ao se sentir seguro, fora isso, ele preferia o silêncio e arquivava cada som, cada palavra. Eram as impressões e a carga subjetiva que realmente lhe interessavam.

Câncer astrologicamente representa a família, a intimidade, o arquivo emocional de um indivíduo. Mercúrio no universo canceriano vai querer fazer disso um discurso. A sua linguagem é tão emocional que é caótica (Mercúrio retrógrado) - porque nos nossos registros afetivos, as coisas ainda não estão pensadas, só sentidas - e é só o pensamento que é capaz de ordenar, separar e traduzir. A tentativa, no entanto, do mineiro autor era por uma ordem nesse enovelado de impressões alógicas, e recriar uma realidade, mimese de uma outra descolorida. Comunicar para encontrar uma ordem no caos emocional, já que Mercúrio em Câncer está inquietamente acomodado na natureza tão mágica do primeiro signo de água, regido por um luminar, a lua.

A tentativa de compreender era com muita dificuldade, porque a palavra nele era um emaranhado de perguntas, que em Riobaldo se desenrolavam devagar, mediatas. Se estivesse em Gêmeos, Mercúrio se comunicaria com facilidade e rapidamente, encontrando uma ordem no que diz. Não tinha Rosa Mercúrio em Gêmeos, que é de entendimento rápido, ágil e abraça as realidades mais díspares, dando sempre a uma pergunta duas respostas. Nem o Mercúrio em Leão, que explicita, mostra e exibe a linguagem. Em Câncer, ele quer compreender lá por dentro, entender a natureza íntima das coisas, sensibilizar através da linguagem. Eis o seu projeto literário.

Câncer é regido pela Lua, símbolo do sonho, o inconsciente, o conto de fadas. E parece que é assim que Rosa se expressa em Riobaldo, que conta um causo de seu passado, um registro de sua memória. O seu sertão, que só conhecemos pela sua palavra, parece-nos mais um mundo de sonhos. O seu sertão nos é quase irreal. Fábula de alguém cujo dominante é lunar, Guimarães consegue dar atmosfera de conto de fadas a uma realidade povoada de pedras e terras ressecadas. O seu Sertão é encantado. E o que é o seu sertão se não uma linguagem de saber do mundo?

Mercúrio em signo de água é a palavra que flui, nem sempre com coerência (Mercúrio em signo de Terra), nem buscando entender o mundo pelos processos racionais (o que se veria em um signo de Ar), antes quer compreender por vias oblíquas, e muito menos é auto-suficiente (como seria em um signo de Fogo). A palavra simplesmente nos é "revelada" em sua carga de emoção e carrega todas as qualidades do elemento água: é sensível, fluente. Riobaldo - esse arquétipo da Lua - é o herói que conta a sua travessia, ou melhor, escorre e transborda a sua travessia pelos sertões mineiros, até as margens do rio São Francisco. Teria mesmo ocorrido tudo aquilo ou teria o lunar Riobaldo inventado uma narrativa de três dias para acalentar as noites e a solidão de uma terra deslocada no espaço? Seria tudo mesmo uma fantástica ficção da imaginação desse ex-jagunço?

A oposição entre Mercúrio e Urano é outro aspecto que merece relevo no mapa de Guimarães Rosa. Uma oposição é sempre uma tensão, um grito de insatisfação. Urano é o mais excêntrico dos arquétipos astrológicos. Ele rompe com Gaia (a Terra), ao ser castrado por Chronos. Todo planeta que Urano "toca" ganha essa necessidade de romper com o padrão estabelecido, convencional. Insatisfeito com a maneira de abordar e expressar a língua, Rosa elege caminhos não lineares, sinuosos. Rompendo, porque o modelo não mais serve, ele experimenta o retorno ao primeiro modelo (Câncer).

Câncer está simbolicamente associado com a época da fecundação e fertilização. A mente (Mercúrio) roseana abunda em anseios fecundos de uma auto-invenção nessa travessia de Riobaldo. Ele inventa, recria, tentando buscar um modelo ideal, que corresponda ao que no fundo pretendia: experimentar a língua a fim de encontrar a alquimia original que germina em sua casca, antes de ser palavra. Matéria apenas cheia de elementos tão próximos que se pode dizer linguagem em feto. É como se houvessem duas opções: "ou eu invento isso aqui ou eu me retiro de uma vez", e se aventura então nessa inalcançável perseguição épica de significados - é claro que pessoalmente isso deve ter sido um movimento de tensão, e não de harmonia. Entende-se porque a maioria dos leitores estranha tanto João.

O que ele queria alcançar lhe resultou em algo imprevisto. A palavra vai se despir de toda afetação solar, pois ele queria uma revolução lingüística, que abarcasse em cada palavra o todo do Céu infinito, ilimitado em seu poder criativo. Aquele discurso encerrava o mundo todo, mais que isso até, a cosmovisão desse mesmo mundo, intraduzível em palavras, afinal "A vida não é entendível" dirá Riobaldo.

A sua linguagem tem a marca da originalidade de uma expressão (Mercúrio) inconformada (Urano). A linguagem se revolta num esforço de encontrar um significado último que a ampare. Pode-se dizer, sob a ótica da Astrologia, que esse esforço lhe foi malogrado, ele não só não encontra, mas continua tentando, porque lhe era um Ideal.

E, por fim, o que dizer da conjunção de Mercúrio com Netuno? Falar é fugir do real-sensível, é um mergulho no reino da fantasia, da criação. A palavra, a razão (Mercúrio) desacostumada a adentrar no reino da fantasia (Netuno) emerge colorida, em êxtase, inspirada. Mas não se engane, que o véu não será descortinado, já que a conjunção não é com o Sol: vela mais que revela. Impressiona mais do que diz. Certamente, era sempre assim que Guimarães entendia, interpretava e transmitia as coisas em sua volta. Era o universo intuído e percebido que o interessava. A linguagem era mítica - já que a realidade será um convite a uma fuga para um universo de símbolos, do imaginário, de elementos amorfos. A mente de Rosa escapou para um mundo onde o significado está naquilo que se inventa - Rosa fabrica um mundo de sonhos, coloca lentes cor-de-rosa para entender (Mercúrio) e para expressar o seu universo Sertão. Rosaceou o sertão de Riobaldo, o Rosa - diria o João.

Clederson Montenegro é astrólogo.

terça-feira, 31 de março de 2009

Joaquim desmistifica assuntos como ‘exus’ e ‘trabalhos nas encruzilhadas’

Continuando a série 'Pai Joaquim e suas pérolas de sabedoria', enfrentamos um tema polêmico, mas de extrema importância para o entendimento do Todo.


Pergunta: Os exus onde ficam? Existem em todos os mundos?

O exu é o espírito mais “puro” que existe, pois para trabalhar com as energias que ele opera sem se “sujar”, precisa ser muito “puro”. Existe muito espírito “santinho” que não resistiria à tentação de usar para si, individualmente, as energias que os exus operam.

Então, tem sim: tem muito exu em todos os lugares do universo. Mas, tem muito “santo”: esta é a realidade.


Pergunta: Estes que são os exus coroados, mas existem os castiços, não?

Para quem não está acostumado com esta falange, na umbanda existem os exus do “mal” e do “bem”: os “castiços” e os “coroados”. Apesar disso, o comentário que fiz anteriormente vale para dos dois: são puros. Quanto mais envolto em “sentimentos negativados”, mais o exu tem que ser “puro” para não se deixar contaminar.

Eu diria o seguinte: o trabalho de “exu” é uma missão. É um trabalho espiritual que aquele ser assume em benefício da coletividade espiritual. Só para exemplificarmos, guardada as devidas proporções, Jesus nasceu humilde. Poderia nascer rei porque era, mas ele desceu a humildade para dar o exemplo.

Posso afirmar que a maioria dos seres que operam na faixa vibratória que você chama de “exu castiço” desce a humildade de utilizar aquelas formas todas (bebidas, charuto), mas por dentro são “santos”. Se isso não ocorresse este ser poderia deixar-se contaminar com o “material” que trabalha e aí seria um grande problema para ele.

Pergunta: Então, por favor, me tire essa dúvida. São os médiuns que fazem o “mal”, ou melhor, que atendem aos pedidos, e não os exus?

Na verdade quem atende o pedido é Deus. Como vimos no estudo do Livro dos Espíritos, Deus é a Causa Primária de todas as coisas. Dessa forma, se um exu pode pegar uma demanda e “levar” para uma pessoa é porque Deus causou ele entregar. Mas, nem tudo que o exu “pega” ele “leva”. O próprio exu quando recebe a missão já avisa: “eu “pego”, mas se não puder entregar trago de volta”. Esse é um detalhe que muitos se esquecem.


Raciocinando a partir do ensinamento Deus Causa Primária, podemos compreender que Deus faz o exu trabalhar dessa forma. Se ele consegue entregar a demanda é porque Deus fez ele levar e conseguir entregar.

Além disso, aprendemos ainda na primeira pergunta do Livro dos Espíritos que Deus é a Inteligência Suprema. Portanto, se Deus causou este exu levar a demanda é porque Ele analisou profundamente e teve a plena certeza de que aquele que receberia a demanda precisava e merecia recebê-la, como uma ação carmatica, como resultado de uma ação anterior.



Se nós achamos que essa demanda é “mal”, não estamos usando os atributos de Deus: soberanamente justo e bom. Deus não pode praticar o mal, pois a Justiça e o Amor não causam o “mal”. Essa demanda não é o “mal”: é o amor. Já foi dito: ou você aprende pelo amor ou pela dor, Este último caminho também é o amor de Deus em ação, ou seja, uma forma de você aprender.

Esse ensinamento deve nos levar a acabar com o pensamento que existe o “mal”. Não existe o “mal”: existem trabalhadores com energias negativadas, mas que trabalham para o “bem”, para Deus. É por isso que eu disse que exu é “santo”.

Pergunta: Os exus não têm livre-arbítrio?

Os exus têm o livre arbítrio de utilizar ou não os sentimentos que operam para si. Ele não pode ter o livre arbítrio de decidir o que vai fazer da vida dos outros. Se eles tivessem o livre arbítrio de levar uma demanda para uma pessoa, e o dela, como ficaria?

Porque o livre arbítrio do exu seria mais forte do que daquele que vai receber uma coisa que não queria? É isso que precisamos compreender a respeito de livre arbítrio: o meu direito acaba onde começa o seu; o meu livre arbítrio acaba onde começa o seu.

O exu tem todo livre arbítrio de fazer o que ele quer, desde que seja para ele mesmo, com o sentimento que é colocado na demanda, mas não para os outros. Por isso eu disse: ele tem que estar muito firme no amor a Deus. Precisa estar muito firme na convicção dele da realidade (ser instrumento de Deus) para poder servir ao Pi no meio destas energias sem se sujar. Se não estiver, cede à tentação.


Eu diria, dando só um exemplo. É como pegar um homem endividado para pegar uma caixa forte. Se ele tiver uma índole individualista ao ver tanto dinheiro dirá: “ninguém vai sentir falta mesmo” e usaria o dinheiro alheio. Agora, se ele, mesmo endividado, tiver uma índole boa, vai tomar conta do dinheiro, receber o seu pagamento como combinado e não mexerá no dos outros.

É um exemplo grosseiro, mas acho que traduz o que quis dizer.

Pergunta: Mas a demanda só pega se existir afinidade entre quem pede e vai receber.

Só pega se existir merecimento em quem vai receber. Se você tiver o merecimento (carma) de recebê-la, com certeza isso acontecerá. E para isso não há necessidade de espírito, de exu, de ninguém fazer, pois Deus é a Causa Primária: Ele não deixará de dar a cada de acordo com as suas obras.

Se não tiver exu para levar, se não tiver ninguém para fazer a demanda, Deus faz de outra forma. É isso que nós precisamos entender. Se você “receber” alguma coisa não é porque ninguém pediu, um exu que levou, mas porque você precisa e merece receber aquilo como fruto de suas ações espirituais anteriores.

O exu é um espírito santo. Ele faz tudo aquilo porque, na verdade, está caricaturando você. Os seres humanizados ainda não compreenderam isso. A forma do exu é uma caricatura de um ser humano. Ele utiliza-se dela para chocar você.

Pergunta: Exu é a força da Terra, por isso a caricatura.

Exu é o trabalhador mais perto do ser humanizado: isso é o que você chama de “força da Terra”. Foi o que eu disse.

Na hora do trabalho na energia individualizada você manda um exu, na hora das palavras bonitas manda-se um preto-velho, na hora da força chama-se um índio. Na verdade o espírito que está ali não é um exu, índio ou preto-velho: é simplesmente uma forma que ele assume para lhe passar uma mensagem, dando a ela mais convicção.


Participante: O senhor pode falar a respeito dos trabalhos realizados pela umbanda nas encruzilhadas?

Boa oportunidade para desmistificarmos esta questão. Existe muito preconceito a respeito disso e você, com a sua pergunta, me dá uma oportunidade de tentar eliminá-lo através da perfeita compreensão sobre o tema.

Antes de qualquer coisa, precisamos nos lembrar que o Espírito da Verdade ensina que Deus é Causa Primária de todas as coisas. Sendo assim, se alguém vai a um centro de umbanda pedir um trabalho contra outro, foi Deus que fiz isso acontecer.

Da mesma forma, se este trabalho é destinado especificamente contra alguém, este alvo foi indicado pelo Senhor. Este trabalho, então, faz parte da encarnação tanto de quem fez como de quem vai receber, ou seja, é um elemento da provação dos espíritos nele envolvidos. Já vamos entender esta afirmação.

Antes, porém, lembremo-nos ainda, que tudo que Deus causa é fundamentado na lei do carma, no merecimento de cada um. Portanto, quem fez ou quem está sendo apontado como alvo para a recepção do despacho mereceram participar deste acontecimento.

Na verdade Deus deu a um espírito humanizado a intuição de fazer o trabalho porque ele teve sentimentos que o fez merecedor de realizar este papel na vida. Designou ainda o outro como alvo específico porque ele também era ou é portador de individualismos que necessitam deste acontecimento para a promoção da reforma íntima.

Agora, se este trabalho vai chegar à pessoa que à qual foi direcionado, não sei lhe responder. Isto porque esta situação dependerá do merecimento da outra pessoa receber ou não. Muitas vezes o merecimento daquele ser foi só o de ser indicado como alvo, mas não de receber a carga embutida no despacho.

Neste caso, toda aquela carga será devolvida à sua origem, a quem pediu a realização do trabalho. É por isso que na umbanda e na quimbanda, o exu, nome pelo qual são conhecidos os trabalhadores que executam o papel de intermediários dos trabalhos, diz a quem lhe pede uma demanda: eu pego e levo; agora, se não puder entregar, eu volto e lhe devolvo.

Esta é a primeira parte da resposta. Vamos à segunda…

Um trabalho se consiste em um sentimento, uma energia e não nos objetos materiais nele envolvidos. Quando alguém encomenda um trabalho contra outro, não importa que elementos físicos sejam utilizados, pois o que vale é a carga energética que está sendo enviada junto com eles.


A energia agregada aos elementos físicos do despacho na encruza será recebida por um espírito trabalhador conhecido como exu. Este a recolherá e levará para a pessoa indicada. Só que se chega lá a vibração da pessoa não encaixa com o que está sendo remetido, ele volta e a devolve para quem mandou, pois este sentimento é dela, foi ela quem mandou.

Estes são os três aspectos importantes para compreendermos a questão dos trabalhos de umbanda: primeiro que ele faz parte do plano de Deus para a encarnação do espírito; segundo, que se trata da remessa de energias universais e não da disponibilizar elementos materiais; terceiro, que tanto a fonte receptora como a emissora, precisam estar numa sintonia sentimental, dentro de um padrão vibratório, porque tudo aquilo é prova.

Agora, se a macumba não é o charuto, a cachaça, a galinha ou a farofa, mas aquilo que vai por dentro da pessoa que pede o trabalho, quando alguém olha atravessado para outro, podemos dizer que também está fazendo um trabalho contra ele, pois o elemento primário do despacho está presente: o sentimento negativo.

Quem tem raiva de alguém está depositando um despacho na encruza; quem acusa alguém por qualquer motivo, está gerando uma remessa de energias iguais a dos trabalhos de umbanda. Por que? Porque macumba não são as coisas materiais e sim o sentimento que se envia para outro.

Portanto, não importa se você está falando, se está cantando ou oferecendo coisas materiais, o sentimento é o que manda, o que determina o ato.

Acho que isso nos faz ver que, mais importante do que ter medo de despachos, o que precisamos estar é sempre atento ao nosso mundo interno, para não termos sentimentos individualistas que nos façam servir como instrumento para um destes dois papéis da vida.



Fonte: http://www.universalismo.org

Joaquim fala sobre o motivo dos extraterrestres virem à Terra


Responsabilidade do espírito encarnado no Planeta Terra

Eu quero neste “boa noite” que damos todo dia voltar ao ponto que conversamos outro dia: a responsabilidade.

Paulo diz que o ser humano é como uma criança e já provamos que é. Neste momento em que tanto se fala de mudança do planeta, está na hora de crescermos um pouco. Está na hora de mostrar que não somos mais a criança inconseqüente espiritualmente falando que nós mesmos acreditamos que somos. Está na hora de reassumir a nossa responsabilidade como espíritos que somos frente a todo Universo.

Muito se fala em aparecimento de discos voadores, muito se fala em extraterrestres, mas o real sentido da vinda desse seres ao planeta ninguém compreendeu até hoje. Eles precisam vir porque os espíritos encarnados na Terra com a sua irresponsabilidade podem influenciar a vida deles. Eles, como seres maduros que são espiritualmente falando, terão que vir aqui dar um puxão na orelha.

Não estou falando de guerra, de dominação, mas de ascensão moral. Eles precisam vir para moralmente nos reduzir àquilo que somos: o planeta mais atrasado do Universo. Precisam vir para alertar aos espíritos encarnados na Terra da arrogância e soberba das crianças espirituais que habitam este planeta e que se consideram capazes de fazer aquilo que querem e imaginam…



Está na hora de esta noite, antes de dormir, pensar nisso. Pensar nesta responsabilidade que temos para com toda a obra de Deus que seus olhos não alcançam. Está na hora de entendermos que o Universo é muito mais do que aquilo que podemos ver, pegar, cheirar ou ouvir. Está na hora de amadurecermos como espíritos que somos.

Esta maturidade que estou falando não tem nada a ver com a perda sa felicidade, mas sim com assumir os compromissos espirituais que nos comprometemos antes de vir para a encarnação. O nascimento carnal é um fruto do compromisso que o espírito assume com Deus. Ele, para encarnar se compromete desta forma: Pai, eu vou me esforçar ao máximo para realizar minhas provações, para lhe provar que cresci, que não sou mais um bebê.

Este compromisso vem sendo desonrado a dezenas, centenas ou milhares de encarnações. É essa responsabilidade que precisamos começar a assumir.

Para isso, precisamos esquecer a responsabilidade material, ou melhor, não a usá-la como a verdadeira, mas pautar-se pela responsabilidade espiritual. Ao invés de brigar para vencer o outro, para pagar menos ou ganhar mais, devemos nos empenhar em brigar para provar a Deus que somos capazes de vencer a nossa prova.

Precisamos nos lembrar que nascemos para brigar conosco mesmo para poder amar ao próximo acima de todas as coisas e não para nos satisfazermos…


Esta é a hora. A mudança do planeta que todos estão falando é isso. Ela se consiste no espírito dizer que basta de ser criança, que basta de brincar de evolução espiritual e se concentrar realmente em evoluir…

Chegou a hora de cada um assumir o seu compromisso espiritual com Deus, com o próximo e com todo o Universo. E, principalmente, o compromisso com você mesmo, aquele que fez antes da encarnação e que agora joga pela latrina abaixo em troca do prazer e da satisfação…



Fonte http://www.universalismo.org

domingo, 29 de março de 2009

Macro X Micro

Vídeo maravilhoso!
Vale a pena meditar nisso!

Paz e Luz.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Reflexão


"... A verdade nunca está onde a humanidade, a seu bel-prazer, quer colocá-la. A verdade não é insofismável; ela é relativa, porquanto não há verdade; o que temos são as verdades vistas por diversos ângulos do mesmo prisma..."






Trecho do livro "Tente isto..." do autor Dr. Will's Mak'Gregor, 2002

Hartchna Editora.





Informações:

http://www.ueamakgregor.com.br

Chico Xavier - Pinga Fogo

Vídeo totalmente underground, Chico Xavier mostrando toda sua Sabedoria ao vivo num programa de TV dos anos 70.
Imperdível!!!!!

Existem outros vídeos por aí, aqui postaremos 3 que mais nos chamaram a atenção, mas recomendamos que pesquisem e assistam a todos.





Projeciologia: a Memória e a Holografia

Publicado em: 08/03/2009
Autor: Razera, Graça

* Este artigo foi publicado originalmente no livro "Gestações Conscienciais", volume 1, em dezembro de 1994.



A Holografia, após a invenção do laser, vem colocando novas questões no meio científico. Entre elas a memória - assunto ainda obscuro, apesar de todo avanço científico dos últimos tempos - expressa numa abordagem avançada no meio fisicalista, mas ainda muito simplista para a Projeciologia.

Vejamos os seguintes tópicos:

1) A Breve História da Memória na Ciência;
2) A Abordagem Holográfica e a Memória;
3) A Ampla Abordagem da Projeciologia.

1) A Breve História da Memória na Ciência

O arquivo de dados, a memória, é de fundamental importância para todo o ser vivo, pois se relaciona diretamente com a aprendizagem. Dentre as espécies conhecidas, a espécie humana é a que possui a memória mais complexa no planeta. No entanto, as pesquisas ainda não definiram uma questão básica: a localização das informações no cérebro.

No início dos anos 20, as experiências cirúrgicas do neuropesquisador, Wilder Penfield, em pacientes epiléticos, indicava que as lembranças alojam-se no lobo temporal. Segundo as observações, o paciente vivia determinadas cenas de sua vida como se estivesse assistindo a um filme real. Isso no momento em que seu lobo temporal era estimulado com eletrodos especiais. Caso este aconteceu com um paciente, em estado de vigília ordinária, que viveu cenas de sua vida em detalhes. E um garoto, no momento da operação, também consciente, foi repetindo a conversa inteira, palavra por palavra, de sua mãe ao telefone com uma amiga. Enfim, Penfield chegou à conclusão, depois de muito pesquisar, de que todas as lembranças são armazenadas num local específico no cérebro.
Mas será que todos os instantes de uma vida inteira são registrados num local específico ou estão espalhados no córtex como um todo?

Na década de 60, quarenta anos depois das experiências de Penfield, outros experimentos foram feitos. Um dos testes era realizado em laboratório, onde se treinavam alguns ratos para percorrerem um labirinto. Depois de treinados, um dos ratos era escolhido para a cirurgia na região temporal e, posteriormente, nas demais regiões cerebrais. O resultado das experiências foi o não esquecimento do caminho em todas as fases do teste. E em seres humanos, a constatação foi idêntica nos pacientes cujo estado clínico exigia uma cirurgia cerebral. E mesmo quando grandes proporções do córtex eram removidas, inclusive a zona temporal, as rememorações permaneciam. Em casos mais graves, as recordações ficavam indefinidas, nebulosas ou parciais. Entretanto, havia o reconhecimento dos familiares, das vozes, da identidade.

Diante dessa situação contraditória, como definir o local da memória, se numa pequena porção cerebral, apesar de restante, ela ainda existe?



2) A Abordagem Holográfica e a Memória

E neste contexto entra a Holografia.

Para o neurocirurgião Karl Pribram, as lembranças estão distribuídas na região cortical ao invés de localizadas. E a partir daí, Pribram aderiu à visão holográfica em seus estudos, através de analogias entre o holograma e o cérebro humano. Uma das comparações relaciona a imagem do holograma com a memória, sob o enfoque holístico de que o todo está contido nas partes. Exemplo: se um holograma de um vaso de flores for partido ao meio, basta incidir o laser sobre uma das metades para que a imagem do vaso de flores apareça de forma completa. Deste modo, a metade reproduz o todo. Se fracionar o holograma em maior número de partes, a imagem do vaso aparecerá novamente. Não importa o tamanho das partes. Mesmo as partículas de filme holográfico compõem a figura inteira.

A informação do todo não é perdida. O que varia é a qualidade, pois quanto menor forem as partes, mais fraca é a imagem. Mesmo assim o todo permanece. Em resumo, as informações são perpetuadas desde que exista algum pedaço do filme. Assim funcionaria a memória. O córtex inteiro emite a memória inteira. E o córtex incompleto emitiria a memória inteira, porém mais enfraquecida. Seguindo o raciocínio de Pribram, pode-se deduzir que as informações do indivíduo não serão extintas, enquanto o cérebro existir. Em outras palavras, os dados integrais da figura holográfica são perpétuos enquanto houver um pedacinho do holograma. Então o córtex guardaria os dados gerais da pessoa, enquanto existir alguma porção cortical. E analisando mais profundamente, o ser humano perderia a sua história ao passar pela primeira morte, onde o cérebro é completamente extinto.

3) A Ampla Abordagem da Projeciologia

Contudo, as pesquisas da Projeciologia provam a falsidade desta hipótese, pois, ao que tudo indica, a memória não é material somente. Ela não se extingue com a primeira morte (desativação do soma), nem com a segunda morte (desativação do holochacra) e muito menos com a terceira morte (desativação do psicossoma).

O banco de dados da consciência é muito mais complexo do que se imagina. Para começar, há vários tipos de memória. Segundo a psicóloga Linda Davidoff, há mais de 50 modelos já elaborados. E na Projeciologia esta questão fica ainda mais complexa devido ao conhecimento da memória integral.

Este imenso arquivo de dados, conhecido também como memória permanente é o mais completo registro de informações acerca das vivências multiexistenciais, sejam elas intrafísicas ou intermissivas, da consciência.

É uma polimemória que vai restringindo-se conforme a densidade energética dos veículos de manifestação.
Sabe-se que o holossoma do ser humano é composto por quatro corpos (soma, holochacra, psicossoma e mentalsoma) cada um dos quais com memórias específicas que expressam-se, muitas vezes de maneira simultânea. Daí a complexidade do tema. O soma possui a memória organísmica (instinto animal), genética (hereditariedade) e cerebral (vigília física ordinária) que dura em média 70 anos (este é o veículo mais denso da memória integral e em que se baseiam os estudos das ciências como a medicina e a psicologia). O terceiro corpo, o psicossoma, possui a memória extrafísica que pertence à conscin projetada ou consciex. E o mentalsoma, o veículo mais sutil e sofisticado, é o portador de todas as memórias: a própria memória integral.

Quanto ao acesso a este grande banco mnemônico, podemos dizer que é aumentado conforme o nível evolutivo da consciência. A pessoa aberta e livre de preconceitos tem um acesso maior às informações acerca de si mesma e do seu grupo evolutivo, do que a personalidade puramente humana, vivendo apenas na intrafisicalidade, desconhecendo ou ignorando a existência das dimensões extrafísicas. Mas abertura mental ou "open mind" ainda é pouco. Há evidências de que nem mesmo o Serenão (Homo sapiens serenissimus), consciência modelo da escala evolutiva, tem acesso total à sua memória integral.




Enfim, com a visão panorâmica da Projeciologia, vemos o quanto é superficial a analogia baseada na Holografia quanto às questões da memória. A sua abordagem parece algo inovador, no entanto nada apresenta de novo. A sua base continua calcada na idéia materialista da ciência convencional, variando apenas a forma com que esta velha idéia se apresenta.

Os cientistas, na sua maioria, acreditam que a memória, como outras funções superiores da psique humana, é produto da química cerebral ou produto de um composto elétrico formado pelas diferenças de potencial ou DDP dos grupamentos de células neuronais. É evidente que o cérebro, como todo sistema organísmico do homem, produz enzimas e substâncias bioquímicas e outras que ajudam e auxiliam a registrar dados na memória. Mas é apenas um meio para que as informações passem para a memória maior, não sendo a consciência em si. E "modificando" o enfoque do tema, os teóricos da holografia associam o processo da memória com o padrão de interferência da luz. Sair da matéria natural para chegar a matéria artificial. E sair da matriz para analisar o protótipo mnemônico a fim de explicar este vasto campo não é atitude muito racional.

Como se vê, a complexidade das informações vividas pela consciência são amplas e bem diferentes dos estudos convencionais. Contudo, esperamos que, um dia, a ciência como as demais formas de saber, tenham abertura suficiente para, de fato, elaborar métodos mais aprofundados e eficazes neste importante campo de informações onde se encontra a realidade maior da consciência ou a realidade da sua personalidade integral, na própria essência.

Projeciologia - Waldo Vieira - Entrevista

Parte 1


Parte 2


Parte 3


Parte 4


Parte 5


Parte 6


Parte 7

quinta-feira, 26 de março de 2009

Reflexão


Somente a ousadia de libertar-se de sua humanidade pode conduzir o espírito a viver o novo mundo que surgirá no planeta. Ou como Cristo ensinou:

“felizes os que lavam as suas roupas para terem o direito de comer a fruta da árvore da vida e para poderem entrar pelos portões da cidade. Mas, fora da cidade estão os viciados e os feiticeiros, os imorais e os assassinos, os que adoram ídolos e os mentirosos em palavras e atos” (Apocalipse, capítulo 22, versículos 14 e 15.

Com as graças de Deus.

terça-feira, 24 de março de 2009

Liberando os Chacras

Muito importante pra nós, estudantes\pesquisadores da Luz Maior, que ativemos diariamente nossos centros de Energia, para que possamos estar cada vez mais sintonizados na nossa Magna Energia Eu Sou!
Eu Sou Luz.
Eu Sou a Maravilhosa Presença Transmutadora em Mim.
Eu Sou o que Eu Sou.
Tenha uma ótima energização!
Que os Mestres Estejam Presentes!
Namastê!


Parte 1



Parte 2



Parte 3



Parte 4



Esse final é sensacional.Vale a pena ver de novo!
Aprecie sem moderação!

Parte 17

veja completo em http://www.youtube.com.