Por Osho
O riso é uma das mais divinas experiências,
mas muito poucas pessoas riem de fato.
O riso delas é fraco - ou é
intelectual, ou apenas uma fachada, ou uma formalidade, ou
um maneirismo, mas nunca é total.
Se um homem conseguir rir de verdade,
com o coração
e sem se conter,
nesse momento algo formidável pode acontecer - porque o riso, quando é
total,
desliga-se totalmente do ego,
e esta é a única condição em que se conhece Deus: desligando-se do ego.
Há muitos modos de se desligar do ego, mas o riso é o mais bonito. O riso não precisa de talento.
Na verdade, as crianças riem da maneira mais bonita, da maneira mais total.
Quando crescem, seu riso se torna fraco, elas começam a reprimi-lo,
começam a pensar se devem rir ou não, ou se é certo rir em tal e tal
situação.
Aprenda novamente a rir como criança - rir total e conscientemente -, e não apenas dos outros, mas de si mesmo também.
Não se deve jamais perder uma oportunidade de rir.
O riso é oração.
Mostrando postagens com marcador O Zen. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador O Zen. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
sábado, 4 de abril de 2009
Por que palavras? Conto Zen

Um monge aproximou-se de seu mestre — que se encontrava em meditação no pátio do templo à luz da Lua — com uma grande dúvida:
"Mestre, aprendi que confiar nas palavras é ilusório; e diante das palavras, o verdadeiro sentido surge através do silêncio. Mas vejo que os sutras e as recitações são feitas de palavras; que o ensinamento é transmitido pela voz. Se o Dharma está além dos termos, porque os termos são usados para defini-lo?"
O velho sábio respondeu: "As palavras são como um dedo apontando para a Lua; cuida de saber olhar para a Lua, não se preocupe com o dedo que a aponta."
O monge replicou: "Mas eu não poderia olhar a Lua, sem precisar que algum dedo alheio a indique?"
"Poderia," confirmou o mestre, "e assim tu o farás, pois ninguém mais pode olhar a lua por ti. As palavras são como bolhas de sabão: frágeis e inconsistentes, desaparecem quando em contato prolongado com o ar. A Lua está e sempre esteve à vista. O Dharma é eterno e completamente revelado. As palavras não podem revelar o que já está revelado desde o Primeiro Princípio."
"Então," o monge perguntou, "por que os homens precisam que lhes seja revelado o que já é de seu conhecimento?"
"Porque," completou o sábio, "da mesma forma que ver a Lua todas as noites faz com que os homens se esqueçam dela pelo simples costume de aceitar sua existência como fato consumado, assim também os homens não confiam na verdade já revelada pelo simples fato dela se manifestar em todas as coisas, sem distinção. Desta forma, as palavras são um subterfúgio, um adorno para embelezar e atrair nossa atenção. E como qualquer adorno, pode ser valorizado mais do que é necessário."
O mestre ficou em silêncio durante muito tempo. Então, de súbito, simplesmente apontou para a lua.
Ecos do Silêncio — Textos Zen
No instante de um pensamento,
Minha mente turbulenta chegou a um descanso.
O interior e o exterior,
Os sentidos e seus objetos,
São completamente lúcidos.
Em uma volta completa,
Esmaguei a grande vacuidade.
As dez mil manifestações
Surgem e desaparecem
Sem qualquer razão.
— Han-shan
Fonte: http://www.dharmanet.com.br/zen/
Minha mente turbulenta chegou a um descanso.
O interior e o exterior,
Os sentidos e seus objetos,
São completamente lúcidos.
Em uma volta completa,
Esmaguei a grande vacuidade.
As dez mil manifestações
Surgem e desaparecem
Sem qualquer razão.
— Han-shan
Fonte: http://www.dharmanet.com.br/zen/
Zen Budismo

É uma das religiões mais antigas que existe, proveniente do Budismo. O Zen-Budismo originou-se de uma escola de meditação do Budismo, que foi introduzido no Japão no século 7 de nossa era. Hoje conta com cerca de 5 milhões de fiéis em todo o Japão, sendo que nos Estados Unidos, a estimativa é de 100 mil adeptos. Os partidários do Zen remontam sua origem ao Buda, que comunicou a um de seus discípulos, Mahakasyapa, o que mais tarde se tornou conhecido como a "doutrina da mente do Buda". O Buda, segundo a lenda, apanhou apenas a flor em silêncio, comunicando desta forma o fragmento místico de sua mente. Esta é a razão para a importância dada no Zen-Budismo à "mente do Buda". O Zen-Budismo é muito parecido com o Budismo, porém difere num aspecto clássico, que ensinava que diversos ciclos de reencarnação eram habitualmente necessários para alcançar o nirvana. Os discípulos do Zen acreditamm que se trata de uma possibilidade atual e presente. Os dois grande divulgadores do Zen no Japão foram Eisai, que fundou o culto Rinzai em 1191, e Dogen, que fundou a seita Soto em 1227. O objetivo principal da seita Rinzai era proteger o Japão, enquanto a seita Soto acentuava a centralização do poder nas mãos do imperador. Desta forma, o Zen penetrou na intimidade do povo japonês. Nos Estados Unidos, o Zen nunca foi levado muito à sério pelos cristãos. Provavelmente porque há alguns anos atrás, o Zen-Budismo era associado ao movimento beatnik, do qual faziam parte os rapazes e moças que circulavam pelo bairro de Greenwich Village e que não se recomendavam por sua aparência anticonvencional. Mas a verdade é que os beatniks nunca tiveram mais do que uma visão superficial do Zen-Budismo, o entusiasmo pelo culto não passava de um jeito de justificar sua falta de moral e de responsabilidade. O Zen, contudo, não deve ser considerado superficialmente. Para o discípulo verdadeiro do Zen, os ensinamentos do Buda colocaram o homem na eternidade no momento presente.

A realidade é intemporal, o "homem descobrirá sua integridade se reagir com um ato instintivo ao 'agora'". Considerado sob esse ponto de vista, o Zen é revolucionário, afirmando que a iluminação genuína decorre do esclarecimento e da simplificação mediante a prática dos valores antigos de tempo e da experiência, dependentes da experiência extrema, o "agora". Richard Mathison escreveu no livro Faiths, Cults and Sects of America: "O Zen é brusco no seu ensinamento, dirigindo-se às raízes da inconsistência. Exige ação de um tipo curioso. Só pode ser praticada quando for simples, natural e inteiramente correta. Encontra a verdade ao se afastar do erro, e não ao descobrir um caminho novo." Esta filosofia mística, por estranho que pareça, possui grande semelhança com o cristianismo primitivo. Assim como os fundamentalistas ardentes que aguardavam a segunda vinda do Cristo, que traria o paraíso à Terra, o ideal do Zen-Budismo é o indivíduo atingir uma condição paradisíaca e santa na Terra. O koan, que remonta ao século 12, quando foi inventado para testar a compreensão do aluno e sacudir sua inteligência, não é mais praticado hoje em dia no Japão pelos mestres do Zen. Ora, não se pode alcançar o satori - a compreensão irracional e intuitiva da realidade - sem praticar primeiro os exercícios do koan. O Zen é um paradoxo dentro de um paradoxo, uma doutrina mística que de certa forma, zomba de todas as outras doutrinas e dogmas convencionais. Esta filosofia mística explica assim como um praticante do Zen pode ficar sentado de pernas cruzadas, durante horas, contemplando nada mais complexo do que uma pétala de flor ou pedra. Para o Zen, a realidade não é uma verdade objetiva, mas um reflexo subjetivo, que se torna realidade somente se ele consentir em participar da sua manifestação. O Zen não possui um fundamento teológico muito firme, a não ser por implicação e interpretação. Alguns estudiosos dizem que o Zen não ensina nada, ele apenas aponta o caminho. O Zen é uma doutrina filosófica. Uma vez que rejeita os aspectos sobrenaturais de tantas outras, é facilmente aceito pela mentalidade ocidental. O objetivo final do zen é a libertação da vontade, de maneira que todas as coisas fluam numa seqüência intimamente ligada.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Sobre o Tao de Capra
Por Aureo H. Ogino, Gumercindo Lobato, Rodrigo R. Cuzinatto

Introdução
Austríaco de nascimento(1de fevereiro de 1939) e tendo obtido seu título de Doutor em Física pela Universidade de Viena em 1966, aos 27 anos, Frijof Capra é um dos nomes mais significativos na divulgação dos progressos da ciência, da filosofia e da ecologia em nossos dias, indo, porém, sua contribuição muito além da mera popularização dos avanços da ciência moderna. Seu nome está vinculado ao surgimento de uma nova maneira de entender a ciência como um dos veículos para a compreensão da realidade, sendo legado ao misticismo antigo a complementaridade dessa tarefa.
Embora reconheça a distinção entre as metodologias empregadas por cientistas e místicos, procura enfatizar que ambos chegam a conclusões harmônicas, um através da física moderna, o outro pelas religiões orientais: as partes componentes da natureza não podem ser consideradas como elementos independentes, que podem ser tomados sistemas isolados de forças externas (como se poderia supor da mecânica newtoniana). De fato, cada componente da realidade estaria em interação contínua com esta, recebendo influência do meio mas também atuando sobre ele, modificando a realidade (exemplo: o problema da medição em mecânica quântica - em um certo sentido, a medição do elétron altera sua natureza).
A noção de intergração pode ser identificada com o que Capra classifica de ecologia profunda, reconhecer a interdependência fundamental de todos os fenômenos e o perfeito entrosamento dos indivíduos e das sociedades nos processos cíclicos da natureza. É essa percepção que, segundo Fritjof Capra, permeava o mundo a época do lançamento de O Tao da Física, e que pode ter tornado seu livro um best seller.
A Obra
O Tao da Física Um Paralelo entre a Física Moderna e o Misticismo Oriental
Em um verão de 1969, Capra estava sentado em frente ao mar, numa praia da Califórnia, observando as ondas e refletindo sobre os vários movimentos rítmicos da natureza: as ondas, as batidas do coração e o ritmo da respiração associando-os ao que ele sabia, intelectualmente, sobre a "estrutura" física da matéria, que é composta de moléculas e átomos em constante vibração... A união disso tudo, somado aos seus estudos e vivências de tantos anos em Física, juntamente com a visão paradisíaca da praia em que estava, acabou por estimular em Capra, subtamente, aquilo que os psicólogos transpessoais, especialmente Abraham Maslow, chamam de peak experiences, ou experiências culminantes, que são "estalos" intuitivos, ou, consoante a os americanos, insights de súbita compreensão intuitiva sobre algo que se percebe e que está além do nível convencional de racionalização linear. Segundo as palavras do próprio Capra:
"Neste momento, subitamente, apercebi-me intensamente do ambiente que me cercava: este se afigurava a mim como se participasse, em seus vários níveis ritmicos, de uma gigantesca dança cósmica. Eu sabia, como físico, que a areia, as rochas, a água e o ar ao meu redor eram constituídos de moléculas e átomos em vibração constante (...). Tudo isso me era familiar em razão de minha pesquisa com a Física de alta energia; mas até aquele momento, porém, tudo isso me chegara apenas através de gráficos, diagramas e teorias matemáticas. Mas, sentando na praia, senti que minhas experiências anteriores subitamente adquiriam vida. Assim, eu "vi" (...) pulsações rítmicas em que partículas eram criadas e destruídas (...) Nesse momento compreendi que tudo isso se tratava daquilo que os hindus, simbolicamente, chamam de A Dança de Shiva (...)".
"Eu passara por um longo treinamento em Física teórica e pesquisara durante vários anos. Ao mesmo tempo, tornara-me interessado no misticismo oriental e começara a ver paralelos entre este e a Física moderna. Sentia-me particularmente atraído pelos desconcertantes aspectos do Zen que me lembravam os enigmas da Física Quântica (...)".
Fritjof Capra in O Tao da Física (com adaptações dos autores da página), Prefácio.
Hoje em dia, 30 anos depois desta experiência, os paralelos entre ciência moderna - a grande semelhança na forma de ver e entender o mundo que advém da exploração da física subatômica, em especial a Mecânica Quântica, e da Teoria da Relatividade de Einstein - e as várias tradições místicas, quer do oriente, quer do ocidente, já é questão muito debatida e quase lugar comum e é reconhecida por inúmeras pessoas, especialmente em cientistas e escritores como Mário Schenberg, David Bohm, B. D. Josephson, Pierre Weil, Stanislav Grof e muitos outros. O próprio Carl Sagan, geralmente tão cético e explicitamente arredio a estes assuntos, em sua obra prima, Cosmos, se detém, em um de seus capítulos, entre estes paralelos. Mas, antes de Capra, poucas pessoas haviam percebido estes paralelos, ainda que entre os poucos se encontrassem nomes de peso como Niles Bohr e Werner Heisenberg. Capra sabia disso, e, por causa desta experiência por que passara em 69, ele se decidiu - na verdade, se arriscou - a escrever um livro que demonstrasse esses extraordinários paralelos. Foi daí que nasceu, em 1975, O Tao da Física.
O subtítulo desta primeira obra de Capra explicita a que ela veio. O autor explica as teorias da física atômica e subatômica, a teoria da relatividade e astrofísica e relata a visão de mundo que emerge destas teorias para as tradições místicas orientais do Hinduísmo, Budismo, Taoísmo, do Zem e do I Ching.
O paralelo entre as concepções dos físicos e dos místicos efetiva-se quando são levantadas as semelhanças entre elas, não obstantes suas abordagens diferentes. Assinala-se de início que seus métodos são inteiramente empíricos. Os físicos derivam seu conhecimento de experimentos; os místicos de insights na meditação. Ambas são observações e, em ambos os campos, essas observações são reconhecidas como a fonte única de conhecimento. O objeto de observação é, naturalmente, muito diferente nos dois casos. O místico olha para dentro e explora sua consciência em vários níveis, o que inclui o corpo como a manifestação física da mente. Quando somos sadios, não sentimos quaisquer partes isoladas no nosso corpo, mas estamos cônscios de que se trata de um todo integrado. De modo semelhante, o místico está cônscio da totalidade do cosmo, que é experimentado como uma extensão de seu corpo.
Em contraste com o místico, o físico inicia a sua pesquisa penetrando na natureza essencial das coisas pelo estudo do mundo material. À medida em que penetra em reinos cada vez mais profundos da matéria, torna-se cônscio da unidade essencial de todas as coisas e eventos. Mais do que isso, aprendeu igualmente que ele e sua consciência também são partes integrantes dessa unidade. Assim, o místico e o físico chegam à mesma conclusão: um, a partir do reino interior; o outro, do mundo exterior. A harmonia entre suas visões confirma a antiga sabedoria indiana, segundo a qual Brahman, a realidade última externa, é idêntica a Atman, a realidade interior.
Outra semelhança entre os caminhos (Tao) do físico e do místico está no fato de que suas observações tem lugar em reinos inacessíveis aos sentidos comuns. Na física moderna, trata-se do reino atômico e subatômico; no misticismo, os estados são não usuais de consciência nos quais o mundo sensível é transcendido.
Uma vez aceitos esses paralelos poderíamos nos perguntar se toda a ciência moderna, com sua tecnologia e aplicações, pode ser reduzida à sabedoria oriental antiga, ou seja, se os físicos deveriam abandonar o método científico e começar a meditar. A resposta mais razoável a este questionamento é um "não". Em sua descrição do mundo, os místicos utilizam conceitos derivados de experiências meditativas de múltiplos estados de consciência, conceitos esses inadequados a uma descrição científica dos fenômenos macroscópicos. A visão de mundo não é vantajosa para a construção de máquinas, nem para o confronto com problemas técnicos existentes num mundo povoado. A posição mais tolerante seria considerar ciência e o misticismo como faculdades complementares da mente humana, de suas faculdades racionais e intuitivas. O físico moderno experimenta o mundo através de um extrema especialização da mente racional; o místico, através de uma extrema especialização da mente intuitiva. Na ótica da sabedoria chinesa, a ciência poderia ser interpretada como Yang, racional, masculina e agressiva, que possui seu complemento no misticismo oriental, o Yin, intuitivo, feminino e pacífico. A complementaridade, e só ela, levaria a um sentimento de compreensão cósmica, da natureza e do próprio indivíduo como entidades em constante inter-relação.
A Unidade de Todas as Coisas

Embora as tradições espirituais do mundo difiram em muitos detalhes, suas visões de mundo são essencialmente as mesmas. Um hindu e um taoista podem enfatizar aspectos diversos da mesma experiência; um cristão e um muçulmano podem interpretar suas experiências de modos diferentes, não obstante os elementos básicos da visão do mundo desenvolvida em todas essas tradições são os mesmos.
A característica mais importante da visão oriental, e também a essência dessa visão, é a consciência da unidade e da inter-relação de todas as coisas e eventos, a experiência de todos os fenômenos do mundo como manifestação de uma unidade básica. Essa realidade é denominada Brahman no hinduismo, Dharmakaya no budismo, Tao no taoísmo, recebendo dos zen-budistas o nome de Talhata, ou Quididade.
A unidade básica do universo não constitui a única característica central das experiências místicas; ela é, igualmente, uma das mais importantes revelações da Física Moderna. Essa unidade torna-se evidente no nível do átomo e cresce à medida que penetramos no âmbito das partículas subatômicas.
A teoria quântica se baseia na chamada interpretação de Copenhaguen e na teoria quântica desenvolvida por Bohr e Heisenberg no final da década de 20.
Na teoria quântica os sistemas observados são descritos em termos de probabilidades.
Também na teoria quântica somos levados a reconhecer a probabilidade como característica fundamental da realidade atômica que governa todos os processos, até mesmo a própria existência de toda a matéria.
As partículas subatômicas não existem em pontos definidos, em vez disso, apresentam tendências a existir. A figura de uma teia cósmica interligada que emerge da moderna Física atômica tem sido utilizada de forma extensiva no Oriente para expressar a experiência mística da natureza. Para os hindus, Brahman é o fio unificador da teia cósmica, o solo último de todo o ser,
“Aquele com que se acham entrelaçados: o Céu, a Terra, a Atmosfera”.

O Pensamento Chinês O confucionismo e o Taoismo
A idéia de padrões cíclicos do movimento Tao recebe uma estrutura precisa com a introdução dos opostos polares yin e yang. Eles são os dois pólos que estabelecem os limites para os ciclos de mudança.
O yang tendo alcançado o seu apogeu retrocede em favor do yin; o yin tendo alcançado o seu apogeu retrocede em favor do yang. Na concepção chinesa, todas as manifestações do Tao são geradas pela inter-relação dinâmica dessas duas forças.
O significado original das palavras yin e yang corresponde aos lados ensobreados e ensolarados de uma montanha, significado este que nos dá uma boa idéia acerca da relatividade dos dois eventos.
Aquilo que nos apresenta ora a escuridão, ora nos mostra a luz, é o Tao. O yang retorna ciclicamente ao seu início,o yang atinge o seu apogeu e cede lugar ao yin.
Todo esse pensamento e esses ensinamentos são elaborados no I Ching ou Livro das Mutações, um dos livros mais importantes da literatura mundial.
Onde podemos encontrar um paralelo com a filosofia ocidental? São o idealismo de Aristóteles e Platão e o materialismo de Demócrito e Epicuro.
Temos a Física clássica, de Newton e Galileu, materialista e a Física moderna, a mecânica quântica de Bohr e Heisenberg, a relatividade de Einstein, idealistas.
De uma certa forma, a física que chegou ao clímax materialista em fins do século passado, começou a se voltar para o lado idealista em parte do século vinte, e principalmente no seu fim.

O Tao e a Física Comentários Finais
O Tao da Física faz um paralelo entre a Física Moderna e o misticismo oriental. Esse paralelo leva a uma nova visão de mundo seja no contexto científico ou sociológico, onde a característica unilateral é a concepção da unidade e da coexistência e alternância de valores opostos.
Esse pensamento em física surge com a teoria da relatividade, enquanto que nas tradições místicas do oriente, a maior parte de seus conceitos imagens e mitos inclui o tempo e a mudança como elementos essenciais. Essa concepção é a parte integrante da visão da realidade que se torna à base das tecnologias, sistemas econômicos e instituições sociais. Daí a necessidade de dominar e de controlar o conhecimento científico para uma atitude de cooperação e não de violência na sociedade.
Fonte: http://www.ime.usp.br/

Introdução
Austríaco de nascimento(1de fevereiro de 1939) e tendo obtido seu título de Doutor em Física pela Universidade de Viena em 1966, aos 27 anos, Frijof Capra é um dos nomes mais significativos na divulgação dos progressos da ciência, da filosofia e da ecologia em nossos dias, indo, porém, sua contribuição muito além da mera popularização dos avanços da ciência moderna. Seu nome está vinculado ao surgimento de uma nova maneira de entender a ciência como um dos veículos para a compreensão da realidade, sendo legado ao misticismo antigo a complementaridade dessa tarefa.
Embora reconheça a distinção entre as metodologias empregadas por cientistas e místicos, procura enfatizar que ambos chegam a conclusões harmônicas, um através da física moderna, o outro pelas religiões orientais: as partes componentes da natureza não podem ser consideradas como elementos independentes, que podem ser tomados sistemas isolados de forças externas (como se poderia supor da mecânica newtoniana). De fato, cada componente da realidade estaria em interação contínua com esta, recebendo influência do meio mas também atuando sobre ele, modificando a realidade (exemplo: o problema da medição em mecânica quântica - em um certo sentido, a medição do elétron altera sua natureza).
A noção de intergração pode ser identificada com o que Capra classifica de ecologia profunda, reconhecer a interdependência fundamental de todos os fenômenos e o perfeito entrosamento dos indivíduos e das sociedades nos processos cíclicos da natureza. É essa percepção que, segundo Fritjof Capra, permeava o mundo a época do lançamento de O Tao da Física, e que pode ter tornado seu livro um best seller.
A Obra
O Tao da Física Um Paralelo entre a Física Moderna e o Misticismo Oriental
Em um verão de 1969, Capra estava sentado em frente ao mar, numa praia da Califórnia, observando as ondas e refletindo sobre os vários movimentos rítmicos da natureza: as ondas, as batidas do coração e o ritmo da respiração associando-os ao que ele sabia, intelectualmente, sobre a "estrutura" física da matéria, que é composta de moléculas e átomos em constante vibração... A união disso tudo, somado aos seus estudos e vivências de tantos anos em Física, juntamente com a visão paradisíaca da praia em que estava, acabou por estimular em Capra, subtamente, aquilo que os psicólogos transpessoais, especialmente Abraham Maslow, chamam de peak experiences, ou experiências culminantes, que são "estalos" intuitivos, ou, consoante a os americanos, insights de súbita compreensão intuitiva sobre algo que se percebe e que está além do nível convencional de racionalização linear. Segundo as palavras do próprio Capra:
"Neste momento, subitamente, apercebi-me intensamente do ambiente que me cercava: este se afigurava a mim como se participasse, em seus vários níveis ritmicos, de uma gigantesca dança cósmica. Eu sabia, como físico, que a areia, as rochas, a água e o ar ao meu redor eram constituídos de moléculas e átomos em vibração constante (...). Tudo isso me era familiar em razão de minha pesquisa com a Física de alta energia; mas até aquele momento, porém, tudo isso me chegara apenas através de gráficos, diagramas e teorias matemáticas. Mas, sentando na praia, senti que minhas experiências anteriores subitamente adquiriam vida. Assim, eu "vi" (...) pulsações rítmicas em que partículas eram criadas e destruídas (...) Nesse momento compreendi que tudo isso se tratava daquilo que os hindus, simbolicamente, chamam de A Dança de Shiva (...)".
"Eu passara por um longo treinamento em Física teórica e pesquisara durante vários anos. Ao mesmo tempo, tornara-me interessado no misticismo oriental e começara a ver paralelos entre este e a Física moderna. Sentia-me particularmente atraído pelos desconcertantes aspectos do Zen que me lembravam os enigmas da Física Quântica (...)".
Fritjof Capra in O Tao da Física (com adaptações dos autores da página), Prefácio.
Hoje em dia, 30 anos depois desta experiência, os paralelos entre ciência moderna - a grande semelhança na forma de ver e entender o mundo que advém da exploração da física subatômica, em especial a Mecânica Quântica, e da Teoria da Relatividade de Einstein - e as várias tradições místicas, quer do oriente, quer do ocidente, já é questão muito debatida e quase lugar comum e é reconhecida por inúmeras pessoas, especialmente em cientistas e escritores como Mário Schenberg, David Bohm, B. D. Josephson, Pierre Weil, Stanislav Grof e muitos outros. O próprio Carl Sagan, geralmente tão cético e explicitamente arredio a estes assuntos, em sua obra prima, Cosmos, se detém, em um de seus capítulos, entre estes paralelos. Mas, antes de Capra, poucas pessoas haviam percebido estes paralelos, ainda que entre os poucos se encontrassem nomes de peso como Niles Bohr e Werner Heisenberg. Capra sabia disso, e, por causa desta experiência por que passara em 69, ele se decidiu - na verdade, se arriscou - a escrever um livro que demonstrasse esses extraordinários paralelos. Foi daí que nasceu, em 1975, O Tao da Física.
O subtítulo desta primeira obra de Capra explicita a que ela veio. O autor explica as teorias da física atômica e subatômica, a teoria da relatividade e astrofísica e relata a visão de mundo que emerge destas teorias para as tradições místicas orientais do Hinduísmo, Budismo, Taoísmo, do Zem e do I Ching.
O paralelo entre as concepções dos físicos e dos místicos efetiva-se quando são levantadas as semelhanças entre elas, não obstantes suas abordagens diferentes. Assinala-se de início que seus métodos são inteiramente empíricos. Os físicos derivam seu conhecimento de experimentos; os místicos de insights na meditação. Ambas são observações e, em ambos os campos, essas observações são reconhecidas como a fonte única de conhecimento. O objeto de observação é, naturalmente, muito diferente nos dois casos. O místico olha para dentro e explora sua consciência em vários níveis, o que inclui o corpo como a manifestação física da mente. Quando somos sadios, não sentimos quaisquer partes isoladas no nosso corpo, mas estamos cônscios de que se trata de um todo integrado. De modo semelhante, o místico está cônscio da totalidade do cosmo, que é experimentado como uma extensão de seu corpo.
Em contraste com o místico, o físico inicia a sua pesquisa penetrando na natureza essencial das coisas pelo estudo do mundo material. À medida em que penetra em reinos cada vez mais profundos da matéria, torna-se cônscio da unidade essencial de todas as coisas e eventos. Mais do que isso, aprendeu igualmente que ele e sua consciência também são partes integrantes dessa unidade. Assim, o místico e o físico chegam à mesma conclusão: um, a partir do reino interior; o outro, do mundo exterior. A harmonia entre suas visões confirma a antiga sabedoria indiana, segundo a qual Brahman, a realidade última externa, é idêntica a Atman, a realidade interior.
Outra semelhança entre os caminhos (Tao) do físico e do místico está no fato de que suas observações tem lugar em reinos inacessíveis aos sentidos comuns. Na física moderna, trata-se do reino atômico e subatômico; no misticismo, os estados são não usuais de consciência nos quais o mundo sensível é transcendido.
Uma vez aceitos esses paralelos poderíamos nos perguntar se toda a ciência moderna, com sua tecnologia e aplicações, pode ser reduzida à sabedoria oriental antiga, ou seja, se os físicos deveriam abandonar o método científico e começar a meditar. A resposta mais razoável a este questionamento é um "não". Em sua descrição do mundo, os místicos utilizam conceitos derivados de experiências meditativas de múltiplos estados de consciência, conceitos esses inadequados a uma descrição científica dos fenômenos macroscópicos. A visão de mundo não é vantajosa para a construção de máquinas, nem para o confronto com problemas técnicos existentes num mundo povoado. A posição mais tolerante seria considerar ciência e o misticismo como faculdades complementares da mente humana, de suas faculdades racionais e intuitivas. O físico moderno experimenta o mundo através de um extrema especialização da mente racional; o místico, através de uma extrema especialização da mente intuitiva. Na ótica da sabedoria chinesa, a ciência poderia ser interpretada como Yang, racional, masculina e agressiva, que possui seu complemento no misticismo oriental, o Yin, intuitivo, feminino e pacífico. A complementaridade, e só ela, levaria a um sentimento de compreensão cósmica, da natureza e do próprio indivíduo como entidades em constante inter-relação.
A Unidade de Todas as Coisas

Embora as tradições espirituais do mundo difiram em muitos detalhes, suas visões de mundo são essencialmente as mesmas. Um hindu e um taoista podem enfatizar aspectos diversos da mesma experiência; um cristão e um muçulmano podem interpretar suas experiências de modos diferentes, não obstante os elementos básicos da visão do mundo desenvolvida em todas essas tradições são os mesmos.
A característica mais importante da visão oriental, e também a essência dessa visão, é a consciência da unidade e da inter-relação de todas as coisas e eventos, a experiência de todos os fenômenos do mundo como manifestação de uma unidade básica. Essa realidade é denominada Brahman no hinduismo, Dharmakaya no budismo, Tao no taoísmo, recebendo dos zen-budistas o nome de Talhata, ou Quididade.
A unidade básica do universo não constitui a única característica central das experiências místicas; ela é, igualmente, uma das mais importantes revelações da Física Moderna. Essa unidade torna-se evidente no nível do átomo e cresce à medida que penetramos no âmbito das partículas subatômicas.
A teoria quântica se baseia na chamada interpretação de Copenhaguen e na teoria quântica desenvolvida por Bohr e Heisenberg no final da década de 20.
Na teoria quântica os sistemas observados são descritos em termos de probabilidades.
Também na teoria quântica somos levados a reconhecer a probabilidade como característica fundamental da realidade atômica que governa todos os processos, até mesmo a própria existência de toda a matéria.
As partículas subatômicas não existem em pontos definidos, em vez disso, apresentam tendências a existir. A figura de uma teia cósmica interligada que emerge da moderna Física atômica tem sido utilizada de forma extensiva no Oriente para expressar a experiência mística da natureza. Para os hindus, Brahman é o fio unificador da teia cósmica, o solo último de todo o ser,
“Aquele com que se acham entrelaçados: o Céu, a Terra, a Atmosfera”.

O Pensamento Chinês O confucionismo e o Taoismo
A idéia de padrões cíclicos do movimento Tao recebe uma estrutura precisa com a introdução dos opostos polares yin e yang. Eles são os dois pólos que estabelecem os limites para os ciclos de mudança.
O yang tendo alcançado o seu apogeu retrocede em favor do yin; o yin tendo alcançado o seu apogeu retrocede em favor do yang. Na concepção chinesa, todas as manifestações do Tao são geradas pela inter-relação dinâmica dessas duas forças.
O significado original das palavras yin e yang corresponde aos lados ensobreados e ensolarados de uma montanha, significado este que nos dá uma boa idéia acerca da relatividade dos dois eventos.
Aquilo que nos apresenta ora a escuridão, ora nos mostra a luz, é o Tao. O yang retorna ciclicamente ao seu início,o yang atinge o seu apogeu e cede lugar ao yin.
Todo esse pensamento e esses ensinamentos são elaborados no I Ching ou Livro das Mutações, um dos livros mais importantes da literatura mundial.
Onde podemos encontrar um paralelo com a filosofia ocidental? São o idealismo de Aristóteles e Platão e o materialismo de Demócrito e Epicuro.
Temos a Física clássica, de Newton e Galileu, materialista e a Física moderna, a mecânica quântica de Bohr e Heisenberg, a relatividade de Einstein, idealistas.
De uma certa forma, a física que chegou ao clímax materialista em fins do século passado, começou a se voltar para o lado idealista em parte do século vinte, e principalmente no seu fim.

O Tao e a Física Comentários Finais
O Tao da Física faz um paralelo entre a Física Moderna e o misticismo oriental. Esse paralelo leva a uma nova visão de mundo seja no contexto científico ou sociológico, onde a característica unilateral é a concepção da unidade e da coexistência e alternância de valores opostos.
Esse pensamento em física surge com a teoria da relatividade, enquanto que nas tradições místicas do oriente, a maior parte de seus conceitos imagens e mitos inclui o tempo e a mudança como elementos essenciais. Essa concepção é a parte integrante da visão da realidade que se torna à base das tecnologias, sistemas econômicos e instituições sociais. Daí a necessidade de dominar e de controlar o conhecimento científico para uma atitude de cooperação e não de violência na sociedade.
Fonte: http://www.ime.usp.br/
segunda-feira, 30 de março de 2009
Diga . . . . SHIVA ! SHIVA ! SHIVA !

Shiva é considerado um Deus da fertilidade. Assim, a união de Shiva com sua shakti Parvati, é representada pelo Linga (o falo) junto com a Yoni (o útero), o que representa a abolição da dualidade.
Ele nos traz o ensinamento sobre o controle dos nossos impulsos espirituais, mentais, emocionais e físicos. Shiva é representado frequentemente como tendo cinco faces, o que lhe confere a consciência dentro dos quatro planos da matéria e do plano do éter superior.
Com quatro braços, representando sua tremenda capacidade de atuar nos quatro planos da matéria e transformar o mundo.

Seu terceiro olho (no centro da testa) está no formato oval e na posição vertical. Três olhos conhecidos como o olho do presente, do passado e do futuro. Eles mostram a Sua capacidade de tudo ver, “o Poder do Olho de Deus que tudo vê”, tanto no céu como na Terra.
Shiva sempre aparece coberto por uma pele de tigre ou com uma pele de elefante com a face branca como a neve e cabelos opacos. Ele se parece como um yogi. A pele do tigre simboliza o domínio sobre a própria inquietação e dispersão; a pele do elefante simboliza o domínio sobre seu orgulho e agressividade.
Ele é amigo dos yogis e é quem os ajuda a atingir suas metas de realização em Deus. São yogis, todos aqueles que colocam sobre seus ombros os trabalhos de Jesus que é luz e que é leve e fácil.

O TRISHULA
Suas armas são o tridente, "Trishula" cujas três pontas simbolizam as propriedades do Deus como criador, conservador e destruidor. Uma espada, um arco e um bastão que terminam em um crânio, atributo característico dos ascetas e yogis, demonstrando o poder, o equilíbrio e o conhecimento.
Trishula representa a chama trina da trindade divina; o poder, o amor e a sabedoria de Brahman, as plumas da chama sagrada que podem destruir a ignorância dos humanos.
Trishula representa também o instrumento para punir aqueles que fazem o mal contra as crianças de Deus.

O DAMARU
Este tambor em forma de ampulheta representa o som da criação do universo. O universo nasce do som da criação, o AUM.
É com o som do Damaru que Shiva marca o ritmo do universo e o compasso de sua dança. Este modelo de tambor emite som dos dois lados, um representando Alfa e o outro Omega.
A SERPENTE NAJA
A Serpente Naja e muito retratada ao redor do pescoço e da cintura do Senhor Shiva. Ela é a mais mortal das serpentes, isto simboliza que Shiva dominou a morte e tornou-se imortal.

Na Yoga, a serpente representa a energia do fogo Kundaliní subindo pela coluna e ativando os chakras, produzindo a iluminação (samadhi), um estado de consciência expandida.
Repare as fotos do Senhor Vishnu, como as 7 Najas que encobrem sua cabeça, representando os 7 principais raios, isto mostra a sua grandiosa iluminação Cristica.
Shiva é uma das três divindades grandiosas de nosso sistema solar, ele é a divindade destruidora, a evolução e o progresso personificado, sendo ao mesmo tempo o regenerador;
Shiva é aquele que destrói as coisas sob uma forma imperfeita, mas as traz à vida sob uma outra forma mais perfeita.

SHIVA - RUDRA
O Shiva de Fogo encarregado da devastação Universal. A corporificação das onze encarnações do Senhor Shiva.
"No Rig Veda o nome de Shiva é conhecido como Rudra, que é uma palavra usada para Agni, o Deus do fogo. . ."; "Nos Vedas ele é o Ego divino aspirando retornar ao seu estado puro de deidade, e ao mesmo tempo esse ego divino está preso em forma terrena, cujas paixões ferozes fazem dele o 'feroz,' e 'terrível".
Shiva freqüentemente é dito como a divindade que patrocina os esotéricos, ocultistas, e ascéticos; Ele é chamado de Mahayogin (o grande ascético), de quem o conhecimento espiritual mais alto pode ser adquirido, ele é o caminho para a união com o grande espírito do universo, onde se pode conquistar o mais alto contato espiritual.
Shiva atua como o impressionante destruidor das paixões humanas e sentidos físicos, que estão no caminho do desenvolvimento das percepções espirituais mais altas e o crescimento do homem eterno interior.
Shiva Rudra é o Destruidor, assim como Vishnu é o conservador; mas ambos estão atuando para a regeneração do espiritual assim como da natureza física.
Fique de pé e abra os braços. Vishnu está em seu braço e mão do lado direito e Shiva no braço e mão esquerda. Eles se encontram no centro de seu peito no chakra do coração. Brahma está no topo de sua cabeça e Shakti está na base de sua espinha.
Vá agora mesmo a frente de seu altar e entregue seu coração ao Filho e ao Espírito Santo de Deus. Entregue sua cabeça ao Pai e suas pernas para a Mãe divina. Não saia de casa sem fazer isso. Entregue seu corpo e sua alma à Deus e faça a vontade D'Ele.
Shiva Rudra é um nome que aparece muito escondido nos Vedas; uma referencia a Rudra como sendo o maior dos Kumaras, considerado pelos ocultistas como seu patrono especial.
A função de Shiva-Rudra é destruir em ordem de regenerar a entidade permanente em um plano mais elevado; suas funções são essencialmente as da ação, assim como as funções do Vishnu são essencialmente as de continuação e preservação.
Para tornar-se uma planta, a semente precisa morrer. Para viver como um ser ciente de sua eternidade, as paixões e sentidos do adepto, devem morrer antes que o seu corpo o faça. “Viver é morrer e morrer é viver,”
Invoque Shiva em sua vida. Ele é o Criador e o Salvador do homem espiritual. Eliminando e destruindo as paixões do mundo material e físico, chamando à vida, as percepções do homem espiritual.
Shiva é freqüentemente chamado Maha-kala (o grande tempo), o poder reprodutivo que está perpetuamente restaurando o que foi dissolvido. Também chamado de Mahadeva (o grande Deus restaurador da vida).
Shiva é conhecido por mais de 1000 nomes e títulos diferentes. Ele é o grande Deus da regeneração e da justiça.
SHIVA ! SHIVA ! SHIVA ! o amável, afetuoso, auspicioso.
Shiva é o Espírito Santo que consome os focos de ignorância e anti-amor, Shiva é o destruidor da maldade, do ódio, das doenças e dos demônios.
Ele espera que você purifique seu ser, seguindo o exemplo da Mãe do Mundo para só então, lhe servir o alimento da vida eterna.
Shiva atua com o raio rubi, o raio do amor intenso, amor consumidor do anti-amor.
Sempre que chamar por Shiva prepare-se para a purificação pelo Santo fogo do amor.
Shiva é Shambu, o benigno, Shankara o beneficente, Pashupati, o Senhor do castelo. O Senhor do castelo significa que as almas devem obedecer aos seus ensinamentos, para terem o controle sobre seus corpos e suas vidas.
Shiva é associado com a morte porque acima de tudo ele é o destruidor do ego humano e da mente carnal. Entregue-se a Shiva !
Shiva é a morte das mortes, mas também é o doador da imortalidade para seus devotos.
Shiva nos dá a força necessária para vencer a serpente do eu inferior para que possamos atingir a iluminação.
No topo da cabeça de Shiva se vê um jorro d’água. Ele representa o rio Ganges que nasce dos cabelos de Shiva. Uma antiga lenda conta que o Ganges era um rio muito violento e se descesse à Terra, a destruiria com a força do impacto. Assim, Shiva permitiu que o rio caísse primeiro sobre sua cabeça, amortecendo o impacto e depois, mais calmo, corresse pela Terra.
Esta estória, simboliza a proteção que Shiva nos dá como o distribuidor dos sete rios santos, isto é, aquele quem distribuí a luz em nosso chakras, potencializando os chakras secretos, nos ajudando a controlar e a equilibrar a luz em nossos chakras, para atuar na matéria a vontade de nosso Pai, servindo à toda a vida.
Mas isto só ocorre se participarmos com ele, chamando-o para o nosso coração.
Invoque o poder do Espírito Santo em seu coração e veja Shiva atuar em sua vida.
O Senhor Shiva vive na montanha sagrada Kailasa no Tibet. Ele é visto lá em sua solitária figura de asceta e também com sua Shakti, Parwati.
Shiva nos ajuda na abertura do terceiro olho, isto representa a visão do conhecimento da realidade divina, o que destrói a ignorância.
Ele é o Senhor da dança, sua dança destrói tudo que aprisiona a alma. Ele dança sobre os demônios que personificam a ignorância e a ilusão. Sua dança representa a verdade cósmica em ação.

SHIVA NATARAJA - O REI DA DANÇA
Shiva é conhecido em sua principal estátua como “Shiva Nataraja”, o rei dos dançarinos, o rei da dança. Sua dança é uma manifestação física do ritmo cósmico. Shiva Nataraja personifica o movimento do universo. Ele atua no cosmo como se fosse seu teatro, Ele se coloca como ator e publico ao mesmo tempo.
A estátua apresenta Shiva com quatro braços, dançando dentro de um circulo de fogo e pisando sobre um demônio. Esta dança chama-se Tandava. O primeiro braço, com a palma à frente, Ele nos diz: "Não temam a mensagem da transformação que vos trago, pois eu represento a solução dos problemas".
O segundo braço segura um pequeno tambor (damaru) que marca o ritmo da dança, e que significa: "Todo o universo segue um ritmo e a uma ordem cíclica. O tambor representa o som da criação.”
Com o terceiro braço Shiva segura línguas de fogo "É chegada a hora da destruição, completando assim o ciclo da criação”. “No passado, o mundo acabou-se pelas águas de um dilúvio, agora a destruição virá pelo poder do fogo".
As línguas de fogo ao redor do circulo significam: "As bordas da Terra serão queimadas pelo fogo". Um pé está sobre uma figura animalesca, que representa a natureza inferior e animal do homem, o eu inferior do ego humano.
O quarto braço apresenta o caminho da salvação apontando para o pé levantado, querendo dizer: "O ser humano deve negar as suas más inclinações, as más paixões, os instintos bestiais, oriundos da sua natureza animal inferior e seguir sua natureza superior e espiritual: Os humanos devem abster-se do ódio, dos vícios, dos excessos e buscar atingir o autocontrole”.
Seu pé esquerdo que está levantado do chão e apontando para cima, mostra-nos o caminho da vitória e da salvação. Shiva dança nos campos de batalha, cemitérios e em todos os lugares associados com a morte. Ele retira a luz energia que restam nos campos sangrentos.
Shiva é o grande guru que vem para nos salvar da ignorância, do esquecimento e do ego humano. Ele representa a verdade cósmica e seu amor liberta-nos de tudo que nos separa da unidade com Brahman.
Diga SHIVA OM - SHIVA OM - SHIVA OM.
SHIVA é o poder e OM é a materialização deste poder na terra.
Repita este mantra várias vezes por dia, e principalmente quando estiver perante problemas como desordem, brigas, animais ferozes, ladrões e etc. ou mesmo quando quiser libertar-se de um vício como o do uso de drogas ou perversões de qualquer natureza.
Grite por SHIVA e alegre-se ao ver o seu poder de ordem em ação. É importante que você crie um momentum de poder com Shiva entoando seus mantras e comandos de Luz todos os dias, só assim nas horas de perigo Shiva poderá atendê-lo de imediato.
Shiva deve ser visualizado também quando fazemos o mantra OM NAMAH SHIVAYA, que significa eu me curvo diante de ti Senhor Shiva. Ao entoar este e outros mantras de Shiva visualize-o em torno de você.
Enquanto entoa o mantra curve-se diante de Shiva. Visualize o fogo rubi em torno de Shiva e ao seu redor consumindo toda a imperfeição do seu ser.
Espere pela união com Shiva através de sua devoção, invocações, mantras e visualização. Finalmente veja Shiva sobre você e você dentro dele. Visualize este fogo entrando pelo seu estomago através de seu chakra do Plexo Solar. Como terceira pessoa da trindade hindu, ele destrói o universo ao final de cada era para que este possa ser criado novamente.
Ele vem com o fogo consumidor do amor divino que destrói o ódio, a maldade, os demônios e o ego humano, varrendo a terra do mal, não significando necessariamente a destruição do mundo físico pelo fogo físico, mas sim, a destruição do mal e das trevas pelo fogo sagrado.
Agradecemos a Deus Pai, Filho e Espírito Santo a oportunidade de levarmos todos estes conhecimentos a tantos filhos da luz. Deus salve a nossa Mãe Terrenal !
Om Brahma, Om Vishnu, Om Shakti, Om Shiva !
Paulo Rodrigues Simões
Copyright © Grande Fraternidade Branca - 2004 - Todos os Direitos Reservados
Hinduísmo - Bases de estudo

SHIVA
Brahman é Deus no Princípio, Deus com a Palavra. Alfa e Ômega. Pai e Mãe. Deus é o Princípio e é o Fim. Deus é a Palavra e a Palavra é Deus. Deus é o fogo consumidor de toda a imperfeição humana.
Brahman é esta essência pura de Deus, Um Deus sem atributos.
Brahman se coloca para a vida na Terra de quatro diferentes maneiras e isto ocorre para que possamos interpretar Deus nos quatro planos da matéria:
Primeiro, vemos Brahman como a Trindade Espiritual do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Estas são três manifestação da personalidade Alfa de Deus com atributos. Eles são manifestações servindo sob o comando de Brahman.
É como se eu dissesse a vocês que Brahman é a essência pura da consciência do todo. Quando ele se manifesta para seus filhos em evolução no útero da Terra, ele o faz através da trindade. Ele é individualizado para cada ser. Ou seja. O Pai e o Filho servem a cada alma individualmente na Terra. Enviando o plano divino para cada alma manifestar para seus irmãos.
Shiva, já trabalha com a coletividade das almas que colocando o plano em prática, devem estar atuando e servindo umas às outras.

Brahma --- Vishnu --- Shiva
- Brahma é o Pai; o Poder da Criação, da idealização da nossa razão de ser e atuar.
- Vishnu é o Filho; a Sabedoria e o Conhecimento da Vontade do Pai, ele é a missão de ensinar e acompanhar cada alma até a conclusão do plano divino na Terra.
- Shiva, é o Espírito Santo; o Amor à perfeição e à conclusão do plano divino, somado à missão de purificar a criação, destruindo todas as forças contrárias à vida e ao amor divino.
A mãe divina está representada em cada principio feminino de cada um dos aspectos das manifestações de Brahman, e além disto, ela atua fora da trindade, junto conosco na Terra. Nós podemos chamá-la de Shakti.
Shakti, a Mãe Terra, a Mãe Natureza, o útero da Mãe divina, onde as almas, (filhos de Deus) estão encarnadas em seu útero, esperando a hora da conclusão do plano divino individual e da purificação pelo Fogo Sagrado do Espírito Santo de Deus, (libertação do carma negativo), para ser aceito no ritual sagrado da Ascensão.

Sarasvati a Deusa do Aprendizado
Brahma com Sarasvati (sua contraparte feminina) são os representantes de Brahman atuando como os mensageiros da “Criação– o Plano Divino - Os mensageiros da Semente da Verdade do Pai”.
É Brahma quem nos traz a vontade do Pai, o conhecimento do plano divino para nossas vidas. Este plano se manifesta de uma maneira bem abstrata e de difícil compreensão. O Plano nesta fase é uma semente que ainda não germinou.
Brahma se manifesta trazendo a vontade de Brahman para o nosso corpo da memória. Este plano divino vem para nós a cada início de ciclo de doze anos.
Sarasvati tem um importante papel nos ajudando a aceitar e a compreender a vontade do Criador, o que exigirá sempre muito de nós, colocando-nos sempre à prova, frente a frente com novas mudanças e transformações em nossas vidas.

Lakshmie a Deusa da Riqueza
Vishnu com Lakshmie (sua contraparte feminina) são os representantes de Brahman atuando como os mensageiros da “Instrução e da Preservação” eles vem para nos ensinar a tratar a Terra e a plantar a semente.
É Vishnu quem nos ajuda a entender e a colocar em prática este plano divino. Ele nos prepara para a vitória da manifestação do plano, e nos supre de todas as necessidades mentais, emocionais e físicas para tal. Com Vishnu nós conseguimos ser e vestir o novo ensinamento de nosso Pai.
Com Vishnu aprendemos a conversar com nosso Eu Superior e a obedecer a Sua lei. Pensar com a Luz interior antes de colocarmos em ação nossas palavras e atos. Assim, tornamo-nos a vontade do Pai manifestada em nossa personalidade.
Lakshmie atua mantendo e preservando o plano suprindo-nos de tudo o que precisamos para colocar o plano em prática.

Shakti a Deusa da Materialização
Shakti (é contraparte feminina de Brahman) atuando como a Mãe Terrenal que não representa a Santa Trindade de Brahma, Vishnu e Shiva, Pai Filho e Espírito Santo, mas proporciona a forma física para a manifestação do plano exposto pela trindade.
Nós estamos e atuamos com a nossa amada Mãe Terra, a representante de Brahman que é e está na Terra sempre junto conosco. A Mãe Terrenal. Ela é o Poder Supremo do Pai em forma física.
O nome para ela é “Shakti” a “Mãe Terrenal”. Ela é o nosso útero, a casa para a nossa evolução. Ela é a manifestação física da Mãe divina em sua totalidade Ômega. Todos os filhos de Deus ainda não ascensos na luz, estão vivendo no mesmo útero da Mãe Terrenal.
É a partir de Shakti que começamos a dar a forma ao plano que nos foi entregue por Vishnu. Brahma atua em nossa memória. Vishnu em nosso mental. Shakti no emocional e Shiva no físico.
É com a Mãe que aprenderemos a servir ao próximo os frutos que vamos colher de nosso plantio.
A Mãe é o verdadeiro cálice do vinho da vida eterna, o vinho que é o sangue do cordeiro de Deus.
Nossa Mãe Shakti compreende o plano de Brahman e é a nossa eterna advogada intercessora das nossas almas perante Deus Pai e os Senhores do carma. Ela nos proporciona o momento para atuarmos o plano treinando para a grande hora, a hora onde não mais poderemos errar.
Brahma, Vishnu e Shiva são as forças masculinas e por isto muito mais exigentes. Com eles não poderemos falhar em nada. Precisamos ser perfeitos em nossos atos.
A Mãe Divina na Terra é a própria Terra e nós somos unos a ela.
A Mãe Shakti nos ensina a adorar Brahman
acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

Parvati a Deusa Benéfica, Auspiciosa
Shiva com Parvati (sua contraparte feminina) são os representantes de Brahman atuando como os mensageiros da “Destruição, da Regeneração e da Libertação”. É Shiva quem nos ajuda a destruir as nossas más criações e a de nossos irmãos que estejam atuando contra nós.
Shiva é o responsável pela purificação de nosso ser, a regeneração de nossas células e do mundo que nos cerca. É ele quem nos ajudará na separação do joio e do trigo em nossa colheita de nossos frutos do plano divino agora feito realidade em nossas vidas.
Parvati atua como mãe e como guerreira, protegendo as crianças e matando os demônios. Ela protege-nos e ao nosso plano divino, livrando-nos de todas as forças malignas, libertando-nos para que possamos colocar o plano de nosso Pai, Brahman, inteiramente realizado, verdadeiro e vitoriosamente manifestado.
Shiva é a seriedade do Pai somada ao amor e dedicação da Mãe. Shiva seria então, o Deus mais elevado dos três. Shiva é enaltecido como Brahman, a alma do mundo, personificada. Ele é glorificado como o Senhor da Criação.
Assim, compreendemos que Vishnu contém Brahma, Shakti contém Vishnu e Shiva contém Shakti. Brahma traz o plano divino para Vishnu que sabe este plano por completo. Vishnu nos ensina e nos prepara para a nossa vitória.
Brahma e Vishnu são a serenidade do Pai. A missão deles é nos ensinar e nos preparar para a nossa missão. Shakti nos protege e educa, acompanha nossos passos e nos defende, dando-nos o tempo necessário para errarmos, fortalecendo-nos para a vitória.
Shiva é o cordeiro de Deus, aquele que tem a verdade da vida. A realidade do Senhor Deus em sua totalidade. Shiva tem em si todos os 12 raios do Senhor. Ele é a força do Pai, a dedicação do Filho e o amor e proteção da nossa Mãe, à nossa disposição.
Ele tanto nos cobra seriamente a evolução do plano, como também nos perdoa de todos os erros e nos protege como a Mãe. Shiva é uma parte significativa de Deus, o que o torna dotado de extrema potência.
A única coisa que precisamos fazer é entender que sem o apoio e o acompanhamento de Shiva, não chegaremos à perfeição de nosso plano divino. Ele sabe que não chegaremos a ele perfeito e nos espera com todos nossos defeitos.
Ele espera que o chamemos para que possa nos acompanhar neste trabalho de purificação e finalização do plano de nosso Pai. O Filho, Vishnu, é o mensageiro intermediário entre o Pai e nós. Assim, tudo o que o Pai nos dá, vem através dele. Ele é o Cristo Pessoal, o Eu Superior, O Anjo da Guarda, entre outros nomes.
O Espírito Santo, Shiva, é o mensageiro intermediário entre nós e Brahman. Assim, nada sobe ao Pai a não ser através dele. Ocorre que após completarmos todos os nossos serviços ao Pai, precisaremos passar nós mesmos e por completo, pelo fogo purificador de Shiva.
Pule no fogo de Shiva, e veja a diferença que isto fará em sua vida. A luz de Brahman está esperando você do outro lado deste fogo da vida eterna.

*** SHIVA
Paulo Rodrigues Simões
Copyright © Grande Fraternidade Branca - 2004 - Todos os Direitos Reservados
Domínio da mente/corpo
Sensacional, video impressionante de um garoto de 6 anos na China.. De deixar de boca aberta mesmo!!
domingo, 29 de março de 2009
Lao Tsé e Os Versos do Tao Te Ching

Os ensinamentos de Lao Tsé expressos no Tao Te King representam para o povo chinês aquilo que os ensinamentos de Jesus representa para o mundo ocidental.
Composto por 81 aforismos aplicáveis às mais diversas situações do nosso dia a dia, os ensinamentos nele contidos sempre foram atuais em todas as épocas e momentos da vida do homem.
Tao Te Ching, pode ser traduzido como "O Caminho que leva à Divindade", ou "O Livro que Revela Deus".
Tamos aqui a transcrição de 3 dos 81 versos que foram especialmente interpretados para Mestres e Discípulos por José Laércio do Egito.
No entanto, estes poderão serem interpretados livremente por qualquer pessoa para quaisquer outras situações do cotidiano humano.
Boa leitura e muita Luz!

Verso 01 - O Tao (Versão Original)
"O Caminho que pode ser seguido não
é o caminho perfeito".Lao Tsé
O caminho que pode ser seguido
Não é o Caminho Perfeito.
O nome que pode ser dito
não é o Nome eterno.
No principio está o que não tem nome.
O que tem nome é a Mãe de todas as coisas....
Tao Te King.
Nossa Interpretação para Mestres e Discípulos
O Mestre[1] não deve desejar que o discípulo siga exatamente o seu caminho, mas sim que este caminho sirva de exemplo para o discípulo seguir o seu próprio, " pois o caminho que pode ser seguido não é o caminho perfeito".
Desejar é o não ter, e aquele que não tem para si também não tem para dar, por isto se o Mestre deseja que o discípulo siga o seu caminho é porque ele não tem caminho para ser se-guido.
Aquele que segue chega depois e no Tao, no absoluto, não existem o antes e o depois.
O Mestre não deve tentar trazer o discípulo para a sua linha de compreensão, mas ir até a do discípulo e ali orientá-lo.
--------------------------------------------------------------------------------
"Não aceite nada daquilo que vos digo; não aceite aquilo que está escrito em livros considerados sagrados; aceite somente aquilo que passou por vossa compreensão" ...BUDA.
Se um principio pode ser definido, não é Tao. Tao é um principio, a criação, por outro lado, é um processo.
O discípulo deve tomar o caminho do mestre como referencial, mas seguir sempre aquele que lhe é próprio.
Os caminhos seguem juntos mas só se unem no fim do percurso.
Seguir é imitar, imitar é reflexo e reflexo não é a coisa em si.
O marionete segue o caminho do manipulador, ele pode parecer ser quando na realidade não é. Seguir literalmente o Mestre é como ser um marionete que ativado pelas mãos do operador; parece ter vida quando na realidade não a tem, e assim sempre estará no depois.
A meta do discípulo é chegar ao Absoluto e no Absoluto, em Brahman, no Tao, não existem "depois".
O Mestre não deve almejar que o discípulo o siga como um autômato, mas tornar-se consciente, e com a mente aberta, afastar preconceitos e prevenções.
Os preconceitos não surgem sozinhos, sempre são estabelecidos por alguém. Seguir preconceitos é imitar o autor, é acompanhá-lo, é o caminhar depois e não se chega depois ao Infinito.
Um mestre é um farol orientador, um ponto de referência no caminhar, mas o caminho é de cada um.
Muitos não chegam a ser mestres porque desejam seguidores e não companheiros seguindo juntos em direção à uma meta única.

Verso 02 - O Encontro dos Opostos (Versão Original)
"Só Temos consciência do Belo
quando conhecemos o feio".Lao Tsé
"Só temos consciência do Belo
quando conhecemos o feio.
Só temos consciência do bom,
Quando conhecemos o mau.
O grande e o pequeno são complementares.
O alto e o baixo formam um todo
O tom e o som se harmonizam.
O antes e o depois seguem-se um ao outro.
O passado e o futuro geram o tempo
O longo e o curto se delimitam
O ser e o não ser geram-se mutuamente.
O sábio executa sua tarefa sem agir.
O sábio tudo realiza - e nada considera seu.
O sábio tudo faz e não se apega à sua obra."
...
Tao Te King.
Nossa Interpretação para Mestres e Discípulos
No verso 2, Lao Tsé fala do Principio da Polaridade. Trata-se de um dos sete Princípios Herméticos básicos, que pode ser aplicado a todas as coisas.
O Mestre consciente da polaridade deve saber como agir. Compreende que tudo gera o seu oposto.
A obsessão em ser mestre produz o inverso. O Mestre é aquele que não deseja sê-lo.
O mestre deve compreender o Principio do Gênero, Mestre num momento e discípulo no seguinte, pois não existe aquele que não tem algo a ensinar assim como o que não tem algo a aprender. Mestre num momento discípulo no seguinte e assim sucessivamente. Aquele que se diz mestre apenas é um discípulo a mais.
Só no Absoluto estão contidos todos os conhecimentos por isto somente existe UM Mestre.
Uma atitude demasiado resoluta produz o seu oposto
" A obsessão de viver insinua preocupação com a mente " - John Heider
A obsessão de ser o primeiro mestre leva à condição de ser o derradeiro discípulo.
O Mestre ciente da polaridade da natureza não pressiona para que as coisas aconteçam, deixa que o processo se desenvolver espontaneamente. Forçar ser Mestre gera o não mestre, pois aquele que quer ser o primeiro acaba sendo o derradeiro... esta é a lei da polaridade. Disse Jesus: " Os últimos serão os primeiros"...
O mestre cônscio sabe que constantes intervenções geram resultados inversos.
" O sábio executa sua tarefa sem agir."
O Mestre deve estar invisivelmente presente em suas obras e visivelmente ausente de todas elas, porque ele age pelo seu Ser muito mais que pelo seu Fazer o Dizer. Rhoden
O Mestre deve ensinar pelos seus atos porque o "O mestre é o espelho dos discípulo" e não uma máquina impulsionadora.
Como a inação pode gerar a ação? - Parece paradoxal, mas isto resulta do Principio da Polaridade.
O Mestre ensina com exemplo e não com preleções sobre como deveriam ser, pois cada um tem sua linha própria de compreensão.
Impor gera a desobediência, o mostrar gera o observar, o observar gera o imitar. Assim o mestre deve saber que o discípulo tende a desobedecer quando algo lhe é imposto, mas tende a imitá-lo quando apenas é observado. Forçar o criar discípulos gera anti-discípulos, não querer criar discípulo cria-os... esta é a lei da polaridade. Sabendo como funciona o princípio da polaridade ele o mestre não gera pressões, espera o fluir natural, aguarda o germinar da semente do exemplo. O Mestre planta e espera...
O mestre deve saber que muitas intervenções bloqueiam o discípulo, pois conhece que os ensinamentos são mais eficazes quando transmitidos sem palavras.
O mestre não deve buscar recompensas nem louvores, louvores gera invejas. Ele sabe que não pode dar pois nada lhe pertence propriamente, assim ele não deve ter apego à sua obra.

Verso 03 - Agir Pela não Interferência (Versão Original)
"O governo do sábio
não desperta paixões".Lao Tsé
Não exaltes os homens eminentes.
Para que não surja rivalidade entre o povo.
Não exibas os tesouros raros,
Para que o povo não os ambicione.
Não despertes as cobiças,
Para que as almas não sejam profanadas.
O governo do sábio não desperta paixões,
Mas procura manter o povo na sobriedade,
E dar-lhe as coisas necessárias.
Não oferece erudição,
Mas dá-lhe cultura do coração.
O sábio governa pelo não-agir.
E tudo pernanece em ordem.
...
Tao Te King.
Nossa Interpretação para Mestres e Discípulos
No Terceiro verso Lao Tsé fala de como manter o povo tranqüilo:
"Não glorificando os homens de valor evita-se a rivalidade entre as pessoas"
"Não valorizando os artigos difíceis de obter impede-se de serem roubados."
O Mestre deve respeitar o discípulo mas não exaltá-lo para impedir o surgimento da vaidade. Sabe que a exaltação desperta a inveja, a inveja e rivalidades, e a rivalidade a dissensão do grupo.
O mestre não dá demonstração de si e nem exalta o discípulo para evitar assim competições e ciúmes.
O Mestre estimula o discípulo para que ele caminhe seguro, descubra ser capaz de fazer o necessário, ser cada vez mais eficiente podendo assim atingir a meta com um menino de tempo e de esforço, sem se imiscuir seu âmbito pessoal.
Disse Lao Tsé: "Não exaltes os homens eminentes, para que não surja rivalidades entre o povo".
O Mestre sempre está atento ao comportamento de cada discípulo sem agir glorificando qualquer um deles.
No Tao Te King está escrito: "Pois quando nos abstemos da ação, reina suprema a boa ordem universal"
Quando o Mestre não age enaltecendo o discípulo, reina boa ordem no grupo.
"O governo do sábio não desperta paixões, mas procura manter o povo na sobriedade"
O mestre judicioso presta respeitosa atenção ao discípulo sem envolver-se diretamente em sua problemática pessoal, mantendo assim a sobriedade entre Mestre e Discípulo.
Para ver mais, acesse http://www.joselaerciodoegito.com.br/
Assinar:
Postagens (Atom)
