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sábado, 4 de abril de 2009

Zen Budismo


É uma das religiões mais antigas que existe, proveniente do Budismo. O Zen-Budismo originou-se de uma escola de meditação do Budismo, que foi introduzido no Japão no século 7 de nossa era. Hoje conta com cerca de 5 milhões de fiéis em todo o Japão, sendo que nos Estados Unidos, a estimativa é de 100 mil adeptos. Os partidários do Zen remontam sua origem ao Buda, que comunicou a um de seus discípulos, Mahakasyapa, o que mais tarde se tornou conhecido como a "doutrina da mente do Buda". O Buda, segundo a lenda, apanhou apenas a flor em silêncio, comunicando desta forma o fragmento místico de sua mente. Esta é a razão para a importância dada no Zen-Budismo à "mente do Buda". O Zen-Budismo é muito parecido com o Budismo, porém difere num aspecto clássico, que ensinava que diversos ciclos de reencarnação eram habitualmente necessários para alcançar o nirvana. Os discípulos do Zen acreditamm que se trata de uma possibilidade atual e presente. Os dois grande divulgadores do Zen no Japão foram Eisai, que fundou o culto Rinzai em 1191, e Dogen, que fundou a seita Soto em 1227. O objetivo principal da seita Rinzai era proteger o Japão, enquanto a seita Soto acentuava a centralização do poder nas mãos do imperador. Desta forma, o Zen penetrou na intimidade do povo japonês. Nos Estados Unidos, o Zen nunca foi levado muito à sério pelos cristãos. Provavelmente porque há alguns anos atrás, o Zen-Budismo era associado ao movimento beatnik, do qual faziam parte os rapazes e moças que circulavam pelo bairro de Greenwich Village e que não se recomendavam por sua aparência anticonvencional. Mas a verdade é que os beatniks nunca tiveram mais do que uma visão superficial do Zen-Budismo, o entusiasmo pelo culto não passava de um jeito de justificar sua falta de moral e de responsabilidade. O Zen, contudo, não deve ser considerado superficialmente. Para o discípulo verdadeiro do Zen, os ensinamentos do Buda colocaram o homem na eternidade no momento presente.
A realidade é intemporal, o "homem descobrirá sua integridade se reagir com um ato instintivo ao 'agora'". Considerado sob esse ponto de vista, o Zen é revolucionário, afirmando que a iluminação genuína decorre do esclarecimento e da simplificação mediante a prática dos valores antigos de tempo e da experiência, dependentes da experiência extrema, o "agora". Richard Mathison escreveu no livro Faiths, Cults and Sects of America: "O Zen é brusco no seu ensinamento, dirigindo-se às raízes da inconsistência. Exige ação de um tipo curioso. Só pode ser praticada quando for simples, natural e inteiramente correta. Encontra a verdade ao se afastar do erro, e não ao descobrir um caminho novo." Esta filosofia mística, por estranho que pareça, possui grande semelhança com o cristianismo primitivo. Assim como os fundamentalistas ardentes que aguardavam a segunda vinda do Cristo, que traria o paraíso à Terra, o ideal do Zen-Budismo é o indivíduo atingir uma condição paradisíaca e santa na Terra. O koan, que remonta ao século 12, quando foi inventado para testar a compreensão do aluno e sacudir sua inteligência, não é mais praticado hoje em dia no Japão pelos mestres do Zen. Ora, não se pode alcançar o satori - a compreensão irracional e intuitiva da realidade - sem praticar primeiro os exercícios do koan. O Zen é um paradoxo dentro de um paradoxo, uma doutrina mística que de certa forma, zomba de todas as outras doutrinas e dogmas convencionais. Esta filosofia mística explica assim como um praticante do Zen pode ficar sentado de pernas cruzadas, durante horas, contemplando nada mais complexo do que uma pétala de flor ou pedra. Para o Zen, a realidade não é uma verdade objetiva, mas um reflexo subjetivo, que se torna realidade somente se ele consentir em participar da sua manifestação. O Zen não possui um fundamento teológico muito firme, a não ser por implicação e interpretação. Alguns estudiosos dizem que o Zen não ensina nada, ele apenas aponta o caminho. O Zen é uma doutrina filosófica. Uma vez que rejeita os aspectos sobrenaturais de tantas outras, é facilmente aceito pela mentalidade ocidental. O objetivo final do zen é a libertação da vontade, de maneira que todas as coisas fluam numa seqüência intimamente ligada.

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