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quarta-feira, 30 de março de 2011

O Deus de Einstein




Quando, em 1921, perguntado pelo rabino H. Goldstein, de New York, se acreditava em Deus, o físico Albert Einstein respondeu: "Acredito no Deus de Espinosa, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pelo destino e pelas ações dos homens".
Einstein enfrentou críticas, e o cardeal O’Connel, de Boston, publicou uma declaração na qual dizia que a teoria da relatividade "encobre com um manto o horrível fantasma do ateísmo, e obscurece especulações, produzindo uma dúvida universal sobre Deus e sua criação". Hoje o Papa parece conviver bem com a idéia de Deus ser uma força por trás do Big Bang, conciliando (na medida do possível) ciência e religião.

Seis anos depois, em uma carta escrita a um banqueiro do Colorado, Einstein explica: "Não consigo conceber um Deus pessoal que influa diretamente sobre as ações dos indivíduos, ou que julgue, diretamente criaturas por Ele criadas. Não posso fazer isto apesar do fato de que a causalidade mecanicista foi, até certo ponto, posta em dúvida pela ciência moderna. Minha religiosidade consiste em uma humilde admiração pelo espírito infinitamente superior que se revela no pouco que nós, com nossa fraca e transitória compreensão, podemos entender da realidade. A moral é da maior importância - para nós, porém, não para Deus".

No artigo Religião e Ciência, que faz parte do livro Como vejo o mundo, publicado em alemão em 1953, Einstein escreve: "Todos podem atingir a religião em um último grau, raramente acessível em sua pureza total. Dou a isto o nome de religiosidade cósmica e não posso falar dela com facilidade, já que se trata de uma noção muito nova, à qual não corresponde conceito algum de um Deus antropomórfico (...) Notam-se exemplos desta religião cósmica nos primeiros momentos da evolução em alguns salmos de Davi ou em alguns profetas. Em grau infinitamente mais elevado, o budismo organiza os dados do cosmos (...) Ora, os gênios religiosos de todos os tempos se distinguiram por esta religiosidade ante o cosmos. Ela não tem dogmas nem Deus concebido à imagem do homem, portanto, nenhuma Igreja ensina a religião cósmica. Temos também a impressão de que hereges de todos os tempos da história humana se nutriam com esta forma superior de religião. Contudo, seus contemporâneos muitas vezes os tinham por suspeitos de ateísmo, e às vezes, também, de santidade. Considerados deste ponto de vista, homens como Demócrito, Francisco de Assis e Spinoza se assemelham profundamente".

Quem foi Espinosa, a inspiração para Einstein?

Bento de Espinosa foi um dos grandes filósofos racionalistas do século XVII, juntamente com René Descartes. Nasceu nos Países Baixos em uma família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno. Foi profundo estudioso da Bíblia, de obras religiosas judaicas e de filósofos como Sócrates, Platão, Aristóteles, Demócrito, Epicuro e Lucrécio.

Foi excomungado pela Igreja devido aos seus pensamentos em relação a Deus. Espinosa foi considerado como maldito por muitos anos após sua morte. Quem recuperou sua reputação foi o crítico Lessing em seus diálogos com Jacobi, em 1784. Na seqüência, o filósofo foi citado, elogiado e inspirou pessoas como os teólogos liberais Herder e Schleiermacher, o poeta católico Novalis e o grande Goethe.

Em Haia, onde morreu, foi construído um monumento em sua homenagem, assim comentado por Ernest Renan em 1882:
"Maldição sobre o passante que insultar essa suave cabeça pensativa. Será punido como todas as almas vulgares são punidas: pela sua própria vulgaridade e pela incapacidade de conceber o que é divino. Este homem, do seu pedestal de granito, apontará a todos o caminho da bem-aventurança por ele encontrado; e por todos os tempos o homem culto que por aqui passar dirá em seu coração: Foi quem teve a mais profunda visão de Deus".

domingo, 10 de maio de 2009

Física Eletromagnetismo - Quem não tem bússola, se orienta com vaca!


Esqueceu sua bússola e precisa se orientar no campo?

Olhe uma vaca ou um cabrito pastando: a cabeça estará apontando para o Norte magnético!


Os fazendeiros observam, já há muito tempo, que rebanhos de vacas ou carneiros pastam ou repousam praticamentes todos alinhados na mesma direção.
Isso pode se explicar facilmente, considerando que esses animais procuram um alinhamento ótimo para sua termoregulação, seja paralelo à direção dos ventos fortes para reduzir seus efeitos ou perpendicular aos raios do Sol em dias frios para aumentar sua área de exposição, etc.
No entanto, a mesma preferência é observada também em dias sem vento e com temperatura mediana, fenômeno que não tinha uma explicação até agora.
Sabine Begall, bióloga da Universidade de Duisburg-Essen, em Essen, na Alemanha, estudou imagens de satélite do Google Earth contendo 8,5 mil vacas pastando ou descansando em 308 rebanhos ao redor do mundo e 2,9 mil cabritos selvagens naquelas condições tranquilas.
Sua conclusão, publicada na edição de 9 de Setembro de 2008 dos Proceedings of the National Academy of Sciences dos EUA, foi de que, de forma muito significativa, os animais alinham-se no eixo norte-sul do campo magnético local!
Isto me lembra o estudo de 1981 feito pelo grupo de Biomoléculas e Biominerais, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, em que identificaram bactérias que usam o campo magnético para se orientar. Estudaram este fenômeno também em formigas, abelhas e cupins.

Veja aqui o artigo completo e aqui a página do grupo do CBPF. Acesso: 26 ago. 2008.



Assista tbm esse documentário fenomenal sobre o silencio das abelhas.



Assista todas as partes do documentário:
Parte 2 http://www.youtube.com/watch?v=xQ3MlEb6sAY
Parte 3 http://www.youtube.com/watch?v=i91Ai_k1VuU
Parte 4 http://www.youtube.com/watch?v=g3HjcmWoU-g
Parte 5 http://www.youtube.com/watch?v=j72Bv6Xh_vQ
Parte 6 http://www.youtube.com/watch?v=GrFB-x4zaPM

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Tank Man

Procuramos independêcia, acreditamos num Planeta bem melhor!

terça-feira, 7 de abril de 2009

A Matriz Holográfica Reptiliana, a “Realidade” Fabricada:

O PACTO REPTILIANO (O “Pacto Secreto”)
Autor desconhecido

"Amor infinito é a única verdade. Todo o resto é ilusão."




Será uma ilusão tão grande e tão vasta, que ela escapará da percepção deles.

Aqueles que virem isso, serão tidos como insanos.

Criaremos frentes separadas de atuação para evitar que eles vejam a conexão que existe entre nós.

Nos comportaremos como se não estivéssemos conectados, para manter viva a ilusão.

Nosso objetivo será alcançado gota-a-gota, para nunca trazer suspeitas sobre nós.

Isto também irá evitar que eles vejam as mudanças a medida em que elas estiverem ocorrendo.

Estaremos sempre acima do campo relativo da experiência deles, pois nós sabemos os segredos do absoluto.

Trabalharemos sempre juntos e permaneceremos ligados pelo sangue e pelo segredo. A morte virá para aquele que falar.

Nós manteremos suas vidas curtas e suas mentes fracas, enquanto fingimos fazer o contrário.

Usaremos nossos conhecimentos de ciência e de tecnologia de formas sutis, para que eles nunca vejam o que está acontecendo.

Usaremos metais suaves, aceleradores de idade e sedativos nos alimentos e na água, e também no ar.

Eles estarão cobertos de venenos em todas as direções que se voltarem.

Os metais suaves irão causar a eles a perda de suas mentes.

Iremos prometer encontrar a cura em nossas muitas frentes, no entanto nós iremos alimentá-los com mais venenos.

Os venenos serão absorvidos através de suas peles e bocas, levando-os a destruir suas mentes e sistemas reprodutivos.


De tudo isso, seus filhos nascerão mortos, e nós iremos esconder esta informação.

Os venenos estarão escondidos em tudo que os cercam, no que eles bebem, comem, respiram e vestem.

Precisamos ser espertos na disseminação dos venenos, pois eles vêem longe.

Nós ensinaremos a eles que os venenos são bons, utilizando imagens engraçadas e músicas bonitas.

Aqueles que eles procurarem irão ajudar. Nós os alistaremos para repassarem os nossos venenos.

Eles irão ver nossos produtos sendo usados em filmes e irão crescer acostumados com eles e nunca saberão os seus verdadeiros efeitos.

Quando eles nascerem, iremos injetar venenos no sangue de suas crianças e convenceremos a eles que é para ajudá-los.

Começaremos bem cedo, quando suas mentes estão jovens, e nós visaremos suas crianças com o que as crianças mais amam, coisas doces.

Quando seus dentes estragarem, nós os encheremos de metais que irão matar suas mentes e roubar seus futuros.



Quando a capacidade deles de aprender tiver sido afetada, nós criaremos medicamentos que irão torná-los mais doentes e que causarão outras doenças, para as quais nós iremos criar ainda mais medicamentos.

Iremos fazer com que eles sejam dóceis e fracos perante nós, usando nosso poder.

Eles crescerão com depressão, devagar e obesos, e quando vierem nos pedir ajuda, nós iremos dar a eles mais veneno.

Iremos focalizar a atenção deles para o dinheiro e bens materiais, de tal forma que eles nunca possam conectar-se com seu eu interno.

Iremos distraí-los com fornicação, prazeres externos e jogos, tal que eles nunca possam ficar um com a unicidade do Todo.

Suas mentes nos pertencerão e eles farão o que mandarmos.

Se eles se recusarem, iremos encontrar modos de implementar tecnologias de controle mental em suas vidas. Usaremos o medo como nossa arma.

Nós iremos impor seus governos e estabeleceremos oposição dentro deles. Iremos controlar ambos os lados.

Nós iremos sempre esconder nosso objetivo, mas levaremos adiante nosso plano.

Eles irão trabalhar para nós e nós iremos prosperar com o trabalho deles.

Nossas famílias nunca irão se misturar com as deles.

Nosso sangue precisa ser sempre puro, pois este é o caminho.

Nós faremos eles se matarem entre si, quando isso nos convier.

Nós manteremos eles separados da unicidade através de dogma e religião.

Nós controlaremos todos os aspectos de suas vidas e diremos a eles como e o que pensar.

Nós os guiaremos bondosa e gentilmente, deixando eles pensarem que estão guiando a si mesmos.

Fomentaremos a animosidade entre eles através de nossas facções.

Quando uma luz brilhar entre eles, nós iremos extingüí-la usando o ridículo ou a morte, o que nos for melhor.

Iremos fazer com que rompam seus próprios corações e matem suas próprias crianças.


Iremos conseguir isto usando o ódio como nosso aliado, e a raiva como nossa amiga.

O ódio irá cegá-los totalmente, e nunca irão ver que, de seus conflitos, nós emergiremos como seus governantes.

Eles estarão ocupados se matando entre si.

Eles se banharão em seu próprio sangue e matarão seus vizinhos durante o tempo que acharmos conveniente.

Nós nos beneficiaremos muito deste fato, pois eles não nos verão, já que eles não conseguem nos ver.

Continuaremos a prosperar devido às suas guerras e suas mortes.

Iremos repetir isso sem cessar até que nosso objetivo final seja alcançado.

Continuaremos a fazer com que vivam com medo e raiva, usando imagens e sons.

Usaremos todas as ferramentas que dispomos para conseguir isto.

As ferramentas serão fornecidas pelo trabalho deles.

Faremos com que se odeiem entre si e odeiem seus vizinhos.

Sempre ocultaremos a verdade divina deles, de que somos todos um.

Eles nunca devem saber disso!

Eles nunca devem saber que a cor é uma ilusão, devem sempre pensar que eles não são iguais.

Gota-a-gota, iremos avançando em direção ao objetivo.

Iremos roubar-lhes a terra, recursos e riqueza para exercer controle total sobre eles.

Nós os enganaremos para aceitar leis que irão roubar a pouca liberdade que eles possuirão.

Estabeleceremos um sistema monetário que os aprisionarão para sempre, mantendo eles e seus filhos em dívidas.

Quando eles se reunirem em bandos, nós iremos acusá-los de crimes e apresentaremos uma história diferente para o mundo, pois nós iremos ser donos de toda a mídia.

Usaremos nossa mídia para controlar o fluxo de informação e o sentimento deles em nosso favor.

Quando eles se insurgirem contra nós, nós os esmagaremos como insetos, pois eles são menos que isso.

Eles não terão condições de fazer nada, já que eles não disporão de armas.

Recrutaremos alguns deles para levar adiante nossos planos, iremos prometer a eles a vida eterna, mas a vida eterna eles nunca terão pois não são um de nós.

Os recrutas serão chamados de “iniciados” e serão doutrinados para acreditar em falsos ritos de passagem para os reinos mais elevados.

Membros desses grupos [os illuminati] pensarão que eles são um conosco, nunca sabendo a verdade.

Eles nunca devem saber essa verdade, pois eles se voltarão contra nós.

Pelos seus trabalhos, eles serão recompensados com coisas materiais e grandes títulos, mas nunca se tornarão imortais e se juntarão a nós, nunca receberão a luz e nunca viajarão para as estrelas.

Eles nunca alcançarão os reinos superiores, pois a matança de seus semelhantes irá impedir a passagem para o reino da iluminação.

Isto eles nunca saberão.

A verdade estará escondida nos seus rostos, tão perto que eles serão incapazes de focarem ela, até que seja tarde demais.

Oh sim, tão grande será a ilusão de liberdade, que eles nunca irão saber que eles são nossos escravos.

Quando tudo estiver em seu lugar, a realidade que tivermos criado para eles irá possuí-los.

Esta realidade será a prisão deles.



Eles viverão em auto-ilusão.

Quando nosso objetivo for conseguido, uma nova era de dominação irá começar [a Nova Ordem Mundial, New World Order].

Suas mentes estarão limitadas por suas crenças, as crenças que nós estabelecemos desde tempos imemoriais.

Porém se eles conseguirem descobrir que são iguais a nós, então nós iremos morrer. ISTO ELES NUNCA PODEM SABER.

Se eles conseguirem descobrir que juntos eles podem nos derrotar, eles tomarão esta ação.

Eles nunca, jamais, devem descobrir o que nós temos feito, pois se eles descobrirem, nós não teremos nenhum lugar para ir, pois será fácil de ver quem nós somos, uma vez que o véu caia.

Nossas ações irão revelar quem nós somos e eles nos caçarão e nenhuma pessoa nos dará abrigo.


Este é o pacto secreto pelo qual viveremos pelo resto das nossas vidas presente e futura, pois esta realidade irá transcender muitas gerações e muitos períodos de vida.

Este pacto é selado com sangue, nosso sangue. Nós, aqueles que do céu para a terra vieram.

Este pacto NUNCA, JAMAIS pode ser conhecido que exista.

Ele NUNCA, JAMAIS deve ser escrito ou falado pois se ele for, a consciência que ele produzirá irá liberar a fúria do CRIADOR PRIMORDIAL sobre nós e nós seremos lançados para as profundezas, de onde viemos, e permaneceremos lá até o fim do tempo infinito.


Traduzido do website Brother Veritus por Rui Fragassi



Fonte : http://www.umanovaera.com/

domingo, 5 de abril de 2009

O Universo como um Holograma

Existe uma Realidade Objetiva ou o Universo é um Fantasma?

Em 1982 ocorreu um fato muito importante. Na Universidade de Paris uma equipe de pesquisa liderada pelo físico Alain Aspect realizou o que pode se tornar o mais importante experimento do século 20. Você não ouviu falar sobre isto nas notícias da noite. De fato, a menos que você tenha o hábito de ler jornais e revistas científicos, você provavelmente nunca ouviu falar no nome de Aspect.


E há muitos que pensam que o que ele descobriu pode mudar a face da ciência.


Aspect e sua equipe descobriram que sob certas circunstâncias partículas subatômicas como os elétrons são capazes de instantaneamente se comunicar umas com as outras a despeito da distância que as separe. Não importa se está distância é de 10 pés ou de 10 bilhões de milhas. De alguma forma uma partícula sempre sabe o que a outra está fazendo. O problema com esta descoberta é que isto viola a por muita tempo sustentada afirmação de Einstein que nenhuma comunicação pode viajar mais rápido do que a velocidade da luz. E como viajar mais rápido que a velocidade da luz é o objetivo máximo para quebrar a barreira do tempo, este fato estonteante tem feito com que muitos físicos tentem vir com maneiras elaboradas para descartar os achados de Aspect .

Mas também tem proporcionado que outros busquem explicações mais radicais.

O físico da Universidade de Londres, David Bohm, por exemplo, acredita que as descobertas de Aspect implicam na realidade objetiva não existe, que a despeito da aparente solidez o universo está no coração de um holograma fantástico, gigantesco e extremamente detalhado. Para entender porque Bohm faz esta afirmativa surpreendente, temos primeiro que saber um pouco sobre hologramas. Um holograma é uma fotografia tridimensional feita com a ajuda de um laser.


Para fazer um holograma, o objeto a ser fotografado é primeiro banhado com a luz de um raio laser. Então um segundo raio laser é colocado fora da luz refletida do primeiro e o padrão resultante de interferência (a área aonde se combinam estes dois raios laser) é capturada no filme. Quando o filme é revelado, parece um rodamoinho de luzes e linhas escuras. Mas logo que este filme é iluminado por um terceiro raio laser, aparece a imagem tridimensional do objeto original.


A tridimensionalidade destas imagens não é a única característica importante dos hologramas. Se o holograma de uma rosa é cortado na metade e então iluminado por um laser, em cada metade ainda será encontrada uma imagem da rosa inteira. E mesmo que seja novamente dividida cada parte do filme sempre apresentará uma menor, mas ainda intacta versão da imagem original. Diferente das fotografias normais, cada parte de um holograma contém toda a informação possuída pelo todo.


A natureza de "todo em cada parte " de um holograma nos proporciona uma maneira inteiramente nova de entender
organização e ordem. Duran a maior parte de sua história, a ciência ocidental tem trabalhado dentro de um conceito que a melhor maneira para entender um fenômeno físico , seja ele um sapo ou um átomo, é dissecá-lo e estudar suas partes respectivas.
Um holograma nos ensina que muitas coisas no universo não podem ser conduzidas por esta abordagem. Se tentamos tomar alguma coisa a parte, alguma coisa construída holograficamente, não obteremos as peças da qual esta coisa é feita, obteremos apenas inteiros menores.


Este "insight" é o sugerido por Bohm como outra forma de compreender os aspectos da descoberta de Aspect. Bohm
acredita que a razão que habilita as sub partículas a permanecerem em contacto umas com as outras a despeito da distância que as separa não é porque elas estejam enviando algum tipo de sinal misteriosos, mas porque esta separação é uma ilusão.
Ele argue que em um nível mais profundo de realidade estas partículas não são entidades individuais, mas são extensões da mesma coisa fundamental. Para capacitar as pessoas a melhor visualizarem o que ele quer dizer, Bohom oferece a seguinte ilustração.


Imagine um aquário que contém um peixe. Imagine também que você não é capaz de ver este aquário diretamente e seu conhecimento deste aquário se dá por meio de duas câmaras de televisão, uma dirigida ao lado da frente e outra a parte lateral.

Quando você fica observando atentamente os dois monitores, você acaba presumindo que o peixe de cada uma das telas é uma entidade individual. Isto porque como as câmeras foram colocadas em ângulos diferentes, cada uma das imagens será também ligeiramente diferente. Mas se você continua a olhar para os dois peixes, você acaba adquirindo a consciência de que há uma relação entre eles.


Quando um se vira, o outro faz uma volta correspondente apenas ligeiramente diferente; quando um se coloca de frente para a frente, o outro se coloca de frente para o lado. Se você não sabe das angulações das cameras você pode ser levado a concluir que os peixes estão se intercomunicando, apesar de claramente este não ser o caso.


Isto, diz Bohm, é precisamente o que acontece com as partículas subatômicas na experiência de Aspect. Segundo Bohm, a aparente ligação mais-rápido-do que - a luz entre as partículas subatômicas está nos dizendo realmente que existe um nível de realidade mais profundo da qual não estamos privados, uma dimensão mais complexa além da nossa própria que é análoga ao aquário. E ele acrescenta, vemos objetos como estas partículas subatômicas como se estivessem separadas umas das outras porque estamos vendo apenas uma porção da realidade delas.




Estas partículas não são partes separadas mas sim facetas de uma unidade mais profunda e mais subliminar que é holográfica e indivisível como a rosa previamente mencionada. E como tudo na realidade física está compreendido dentro destes "eidolons", o próprio universo é uma projeção, um holograma.



Em adição a esta natureza fantástica, este universo possuiria outras características surpreendentes. Se a aparente separação das partículas subatômicas é uma ilusão, isto significa que em nível mais profundo de realidade todas as coisas do universo estão infinitamente interconectadas.



Os elétrons num átomo de carbono no cérebro humano estão interconectados com as partículas subatômicas que
compreendem cada salmão que nada, cada coração que bate, e cada estrela que brilha no céu.


Tudo interprenetra tudo e embora a natureza humana possa buscar categorizar como um pombal e subdividir, os vários fenômenos do universo, todos os aportes toda esta necessidade é de fato artificial e todas de natureza que é finalmente uma rede sem sentido.


Em um universo holográfico, mesmo o tempo e o espaço nào podem mais serem vistos como fundamentais. Porque
conceitos como localização se quebram diante de um universo em que nada está verdadeiramente separado de nada, tempo e espaço tridimensional, como as imagens dos peixes nos monitores, também podem ser vistos como projeções de ordem mais profunda.


Este tipo de realidade a nível mais profundo é um tipo de super holograma no qual o passado, o presente, o futuro existem simultaneamente. Sugere que tendo as ferramentas apropriadas pode ser algum dia possível entrar dentro deste nível de realidade super holográfica e trazer cenas do passado há muito esquecido. Seja o que for que o super holograma contenha, é ainda uma questão em aberto. Pode-se até admitir, por amor a argumentação, que o super holograma é a matriz que deu nascimento a tudo em nosso universo e no mínimo contém cada partícula subatômica que existe ou existirá - cada configuração da matéria e energia que é possível, de flocos de nece a quasars, de baleias azuis aos raios gamma. Deve ser visto como um tipo de "depósito" de ''Tudo que é".


Embora Bohm admita que não há maneira de saber o que mais pode estar oculto no super holograma, ele se arrisca em dizer que não temos qualquer razão para admitir que ele não contenha mais. Ou, como ele coloca, talvez o nível super holográfico da realidade é um simples estágio além do que repousa ''uma infinidade de desenvolvimento posterior''.


Bohm não é o único pesquisador que encontrou evidências de que o universo é um holograma. Trabalhando
independentemente no campo da pesquisa cerebral, o neurofisiologista Karl Pribram, de Standford também se persuadiu da natureza holográfica da realidade. Pribram desenhou o modelo holográfico para o quebra cabeças de como e onde as memórias são guardadas no cérebro.


Por décadas, inúmeros estudos tem mostrado que muito mais que confinadas a uma localização específica, as memórias estão dispersas pelo cérebro.


Em uma série de experiências com marcadores na década de 20, o cientista cerebral Karl Lashley concluiu que não importava que porção do cérebro do rato era removida; ele era incapaz de erradicar a memória de como eram realizadas as atividades complexas que tinham sido aprendidas antes da cirurgia. O único problema foi que ninguém foi capaz de poder explicar a natureza de ''inteiro em cada parte'' da estocagem da memória.


Então, na década de 60, Pribram encontrou o conceito de holografia e entendeu que ele tinha achado a explicação que os cientistas cerebrais estavam buscando. Pribram acredita que as memórias são codificadas não nos neurônios, ou pequenos grupos de neurônios, mas em padrões de impulsos nervosos de tipo cruzado em todo o cérebro da mesma forma que a interferência da luz laser atravessa toda a área de um pedaço de filme contendo uma imagem holográfica. Em outras palavras, Pribram acredita que o próprio cérebro é um holograma.


A teoria de Pribram também explica como o cérebro humano pode guardar tantas memórias em um espaço tão pequeno.


Tem sido calculado que o cérebro humano tem a capacidade de memorizar algo na ordem de 10 bilhões de bits de informação durante a média da vida humana ( ou rudemente comparando, a mesma quantidade de informação contida em cinco volumes da Encyclopaedia Britannica).


Similarmente, foi descoberto que em adição a suas outras capacidades, o holograma possui uma capacidade de estocagem de informação simplesmente mudando o ângulo no qual os dois lasers atingem um pedaço de filme fotográfico, e é possível gravar muitos registros diferentes na mesma superfície. Tem sido demonstrado que um centímetro cúbico pode estocar mais que 10 bilhões de bits de informação.

Nossa habilidade de rapidamente recuperar qualquer informação que precisamos do enorme estoque de nossas memórias se torna mais compreensível se o cérebro funciona segundo princípios holográficos. Se um amigo pede a você que diga o que lhe vem a mente quando ele diz a palavra "zebra", você não tem que percorrer uma gigantesca lista alfabética para encontrar a resposta. Ao contrário, associações como ''listrada'', parecida com um cavalo e ''animal nativo da África'' logo lhe vem a mente.


Uma das coisas mais surpreendentes sobre o proceso de pensamento humano é que cada peça de informação parece
imediatamente correlacionada com muitas outras - uma outra característica intrínseca do holograma. Por que cada porção de um holograma é infinitamente interligada com todas as outras porções, talvez seja a natureza o supremo exemplo de um sistema interligado.



A estocagem da memória não é o único quebra cabeças neurofisiológico que se torna abordável a luz do modelo holográfico de cérebro de Pribram.


Um outro é como o cérebro é capaz de traduzir a avalanche de freqüências que recebe via sentidos (freqüências de sons, freqüências de luz e assim por diante ) dentro do mundo concreto de nossas percepções. Codificando e decodificando freqüências é precisamente o que o holograma faz melhor. Exatamente como um holograma funciona como um tipo de lente, um aparelho tradutor capaz de converter um borrão de freqüências aparentemente sem sentido em uma imagem coerente, Pribram acredita que o cérebro também parece uma lente e usa os princípios holográficos para converter matematicamente as freqüências que recebe através dos sentidos dentro do mundo interior de nossas percepções. Um impressionante corpo de evidência sugere que o cérebro usa os princípios holográficos para realizar as suas operações. A teoria de Pribram de fato tem ganho suporte crescente entre os neurofisiologistas.


O pesquisador ítalo-argentino Hugo Zucarelli recentemente estendeu o modelo holográfico ao mundo dos fenômenos acústicos.

Confuso pelo fato de que os humanos podem localizar a fonte dos sons sem moverem as cabeças, mesmo se eles só possuem audição em um ouvido, Zucarelli descobriu que os princípios holográficos podem explicar estas habilidades.


Zucarelli também desenvolveu uma técnica de som holográfico, uma técnica de gravação capaz de reproduzir sons acústicos com um realismo quase inconcebível.


A crença de Pribram que nossos cérebros constróem matematicamente a ''dura'' realidade pela liberação de um input de uma freqüência dominante também tem recebido grande quantidade de suporte experimental. Foi descoberto que cada um de nossos sentidos é sensível a uma extensão muito mais ampla de freqüências do que se suspeitava anteriormente. Os pesquisadores tem descoberto, por exemplo, que nosso sisttema visual é sensível às freqüências de som, nosso sentido de olfato é em parte dependente do que agora chamamos de freqüências ósmicas e que mesmo cada célula de nosso corpo é sensível a uma ampla extensão de freqüências. Estas descobertas sugerem que está apenas sob o domínio holográfico da consciência e que estas freqüências são selecionadas e divididas dentro das percepções convencionais.


Mas o mais envolvente aspecto do modelo holográfico cerebral de Pribram é o que acontece quando ele é conjugado à teoria de Bohm. Se a "concretividade" do mundo nada mais é do que uma realidade secundária e o que está "lá" é um borrão de freqüências holográfico , e se o cérebro é também um holograma e apenas seleciona algumas das freqüências deste porrão e matematicamente transforma-as em percepções sensoriais, o que vem a ser a realidade objetiva? Colocando de forma simples, ela deixa de existir.

Como as religiões orientais a muito tem afirmado, o mundo material é Maya, uma ilusão, e embora pensemos que somos seres físicos que se movem em um mundo físico, isto também é uma ilusão.


Somos realmente "receptores" boiando num mar caleidoscópico de freqüência, e que extraímos deste mar e transformamos em realidade física não é mais que um canal entre muitos do super holograma.




Esta intrigante figura da realidade, a síntese das abordagens de Bohm e Pribram tem sido chamada de "paradigma
holográfico", e embora muitos cientistas tenham recebido isto com ceticismo, eeste paradigma tem galvanizado outros. Um pequeno mas crescente grupo de pesquisadores acredita que este pode ser o modelo mais acurado da realidade científica que foi mais longe. Mais do que isto, muitos acreditam que ele pode solucionar muitos mistérios que nunca foram antes explicados pela ciência e mesmo estabelecer o paranormal como parte da natureza.


Numerosos pesquisadores como Bohm e Pribram tem notado que muitos fenômenos parapsicológicos se tornam muito mais compreensíveis em termos do paradigma holográfico.


Em um universo em que cérebros individuais sào atualmente porções indivisíveis de um holograma muito maior e tudo está infinitamente interligado, a telepatia pode ser simplesmente o acessamento do nível holográfico. Eé obviamente muito mais fácil entender como a informação pode viajar da mente do indivíduo A para a do indivíduo B ao ponto mais distante e auxilia a entender um grande número de quebra cabeças em psicologia. Em particular, Grof sente que o paradigma holográfico oferece um modelo de compreensão para muitos estonteantes fenômenos vivenciados por indivíduos durante estados alterados de consciência.


Nos anos 50, conduzindo uma pesquisa em que se acreditava que o LSD seria um instrumento psicoterapêutico, Grof teve uma paciente que de repente ficou convencida que tinha assumido a identidade de uma femea de uma espécie pré histórica de repteis.

Durante o curso da alucinação dela, ela não somente deu riquissimos detalhes do que ela sentia ao ser encapsulada naquela forma, mas notou que uma porção do macho daquela espécie tinha anatomia que era um caminho para as escamas coloridas ao lado de sua cabeça. O que foi surpreendente para Grof é que a mulher não tinha conhecimento prévio sobre estas coisas, e uma conversação posterior com um zoologista confirmou que em certas espécies de repteis as áreas coloridas na cabeça tem um importante papel como estimulantes do desenvolvimento sexual.



A experiência desta mulher não foi única. Durante o curso da pesquisa, Grof encontrou exemplos de pacientes regredindo e se identificando com virtualmente todas as espécies na árvore evolucionária (descobertas da pesquisa ajudaram a influenciar a cena do homem-vindo-do-macaco no filme Altered States). E mais ainda, ele descobriu que estas experiências freqüentemente continham detalhes obscuros que mais tarde vieram a ser confirmados como acurados.


Regressões dentro do reino animal não são os únicos quebra cabeças entre os fenômenos psicológicos que Grof encontrou.


Ele também teve pacientes que pareciam entrar em algum tipo de consciência racial ou coletiva. Indivíduos com pouca ou nenhuma educação repentinamente davam detalhadas descrições das práticas funerárias do Zoroastrismo e cenas da mitologia hindu. Em outro tipo de experiências os indivíduos forneciam relatos persuasivos de jornadas fora do corpo, relâmpagos pré cognitivos do futuro, de regressões dentro de aparentemente encarnações de vidas passadas.


Em pesquisa posterior, Grof encontrou a mesma extensão de fenômenos manifestados em seções de terapia que não
envolviam o uso de drogas. Em virtude dos elementos em comum nestas experiências parecerem transcender a consciência individual, além dos usuais limites do ego e/ou as limitações de tempo ou espaço, Grof chamou estas manifestações de experiências transpessoais e no fim dos anos 60 ele auxilou na fundação de um ramo de psicologia chamada ''psicologia transpessoal'' e se devotou inteiramente ao seu estudo.


Embora a recém-fundada Association of Transpersonal Psychology conquistasse um rápido crescimento entre o grupo de profissionais de mente similar, e se tornasse um ramo respeitado da psicologia, durante anos nem Grof nem seus colegas foram capazes de fornecer um mecanismo para explicar os bizarros fenômenos psicológicos que eles estavam testemunhando. Mas isto mudou com o advento do paradigma holográfico. Como Grof recentemente notou, se á mente é parte de um continuum, um labirinto que é conectado não somente as outras mentes que existem ou existiram, mas a cada átomo, cada organismo e região na vastidão do espaço e tempo, o fato de que seja capaz de ocasionalmente fazer entradas no labirinto e Ter experiências transpessoais não pode mais parecer estranho.


O paradigma holográfico tem também implicações nas chamadas ciências "concretas" como a biologia. Keith Floyd, um psicólogo do Virginia Intermont College, tem pontificado que a concretividade da realidade é apenas uma ilusão holográfica, e não está muito longe da verdade dizer que o cérebro produz a consciência. Mais ainda, é a consciência que cria a aparência do cérebro - bem como do corpo e de tudo mais que nós interpretamos como físico. Esta virada na maneira de se ver as estruturas biológicas fez com que pesquisadores apontassem que a medicina e o nosso entendimento do processo de cura poderia também ser transformado em um paradigma holográfico. Se a aparente estrutura física do corpo nada mais é do que a projeção holográfica da consciência, torna-se claro que cada um de nós é mais responsável por sua saúde do que admite a atual sabedoria médica. Que nós agora vejamos as remissões miraculosas de doenças podem ser próprias de mudanças na consciência que por sua vez efetua alterações no holograma do corpo.


Similarmente, novas técnicas controversas de cura como a visualização podem funcionar muito bem porque no domínio holográfico de imagens pensadas que são muito "reais" se tornam "realidade". Mesmo visões e experiências que envolvem realidades "não ordinárias" se tornam explicáveis sob o paradigma holográfico. Em seu livro, "Gifts of Unknown Things," o biologista Lyall Watson descreve seu encontro com uma mulher xamã indonésia que, realizando uma dança ritual , foi capaz de fazer um ramo inteiro de uma árvore desaparecer no ar. Watson relata que ele e outro atônito expectador continuaram a olhar para a mulher, e ela fez o ramo reaparecer, desaparecer novamente e assim por várias vezes.


Embora o atual entendimento científico seja incapaz de explicar estes eventos, experiências como esta vem a ser mais plausíveis se a "dura" realidade é apenas uma projeção holográfica. Talvez concordemos sobre o que está "lá" ou "não está lá " porque o que chamamos consenso realidade é formulada e ratificada a nível de inconsciência humana a qual todas as mentes estão interligadas.


Se isto é verdade, a mais profunda implicação do paradigma holográfico é que as experiências do tipo da de Watson' não são lugares comum somente porque nós nào temos programado nossas mentes com as crenças que fazem com que sejam.


Num universo holográfico não há limites para e extensão do quanto podemos alterar o tecido da realidade. O que percebemos como realidade é apenas uma forma esperando que desenhemos sobre ela qualquer imagem que queiramos.


Tudo é possível, de colheres entortadas com o poder da mente aos eventos fantasmagóricos vivenciados por Castaneda durante seus encontros com o bruxo Yaqui Don Juan, mágico de nascença, não mais nem menos miraculoso que a nossa habilidade para computar a realidade que nós queremos quando sonhamos.


Easim, mesmo as nossas noções fundamentais sobre a realidade se tornam suspeitas, dentro de um universo holográfico, como Pribram postulou, e mesmo eventos ao acaso podem ser vistos dentro dos princípios básicos holográficos e portanto determinados.

Sincronicidades ou coincidências significativas de repente fazem sentido, e tudo na realidade terá que ser visto como uma metáfora, e mesmo eventos ao acaso expressariam alguma simetria subjacente.


Seja o paradigma holográfico de Bohm e Pribram aceitro na ciência ou morra de morte ignóbil, é seguro dizer que ele já tem influenciado a mente de muitos cientistas. E mesmo se descoberto que o modelo holográfico nào oferece a melhor explicação para as comunicações instantâneas que vimos ocorrer entre as partículas subatômicas, no mínimo, como observou notou Basil Hiley, um físico do Birbeck College de Londres, os achados de Aspect "indicam que devemos estar preparados para considerar radicalmente novos pontos de vista da realidade ".


sábado, 4 de abril de 2009

Os Viajentes do tempo


É possível viajar através dos meandros do tempo? A resposta é: teoricamente SIM! E a Física de Vanguarda sabe bem disso..... Apenas ainda não atingimos a tecnologia necessária para tanto! O que não impede que, em um futuro distante, aqueles que estiverem habitando o nosso planeta tenham evoluído tecnologicamente a ponto de dominar as viagens temporais. E assim sendo, alguns deles transitariam de volta ao pass- movidos talvez por simples curiosidade - presenciar acontecimentos históricos, ou mesmo modificá-los dentro de certos parâmetros! E é bastante possível que seus vetores de deslocamentos (que podem, por exemplo, ser os próprios OVNI!) sofram acidentes e esses viajantes temporais não mais possam retornar ao seu mundo ou, melhor dizendo, às suas harmônicas de tempo! Assim, só restaria a eles se adaptarem na medida do possível à nova situação. Obviamente não poderiam, sob severos riscos, revelar as suas verdadeiras identidades, bem como seus avançados conhecimentos tecnológicos . E pelo simples fato de serem originários do futuro, saberiam com exatidão todos os acontecimentos históricos que se desenrolariam! Passariam, portanto, por grandes médicos, grandes profetas, renomados videntes ou ainda grandes cientistas. Tal foi o caso do misterioso Leonardo da Vinci, já abordado neste site, e de tantos e tantos outros enigmáticos personagens surgidos através dos tempos. Porém, especialmente agora, um deles vai nos interessar: Nostradamus fala de um terceiro anticristo que levará o mundo à Terceira Guerra Mundial.



fonte: http://rodrigoenok.blogspot.com

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Sobre o Tao de Capra

Por Aureo H. Ogino, Gumercindo Lobato, Rodrigo R. Cuzinatto



Introdução

Austríaco de nascimento(1de fevereiro de 1939) e tendo obtido seu título de Doutor em Física pela Universidade de Viena em 1966, aos 27 anos, Frijof Capra é um dos nomes mais significativos na divulgação dos progressos da ciência, da filosofia e da ecologia em nossos dias, indo, porém, sua contribuição muito além da mera popularização dos avanços da ciência moderna. Seu nome está vinculado ao surgimento de uma nova maneira de entender a ciência como um dos veículos para a compreensão da realidade, sendo legado ao misticismo antigo a complementaridade dessa tarefa.
Embora reconheça a distinção entre as metodologias empregadas por cientistas e místicos, procura enfatizar que ambos chegam a conclusões harmônicas, um através da física moderna, o outro pelas religiões orientais: as partes componentes da natureza não podem ser consideradas como elementos independentes, que podem ser tomados sistemas isolados de forças externas (como se poderia supor da mecânica newtoniana). De fato, cada componente da realidade estaria em interação contínua com esta, recebendo influência do meio mas também atuando sobre ele, modificando a realidade (exemplo: o problema da medição em mecânica quântica - em um certo sentido, a medição do elétron altera sua natureza).
A noção de intergração pode ser identificada com o que Capra classifica de ecologia profunda, reconhecer a interdependência fundamental de todos os fenômenos e o perfeito entrosamento dos indivíduos e das sociedades nos processos cíclicos da natureza. É essa percepção que, segundo Fritjof Capra, permeava o mundo a época do lançamento de O Tao da Física, e que pode ter tornado seu livro um best seller.

A Obra
O Tao da Física Um Paralelo entre a Física Moderna e o Misticismo Oriental
Em um verão de 1969, Capra estava sentado em frente ao mar, numa praia da Califórnia, observando as ondas e refletindo sobre os vários movimentos rítmicos da natureza: as ondas, as batidas do coração e o ritmo da respiração associando-os ao que ele sabia, intelectualmente, sobre a "estrutura" física da matéria, que é composta de moléculas e átomos em constante vibração... A união disso tudo, somado aos seus estudos e vivências de tantos anos em Física, juntamente com a visão paradisíaca da praia em que estava, acabou por estimular em Capra, subtamente, aquilo que os psicólogos transpessoais, especialmente Abraham Maslow, chamam de peak experiences, ou experiências culminantes, que são "estalos" intuitivos, ou, consoante a os americanos, insights de súbita compreensão intuitiva sobre algo que se percebe e que está além do nível convencional de racionalização linear. Segundo as palavras do próprio Capra:
"Neste momento, subitamente, apercebi-me intensamente do ambiente que me cercava: este se afigurava a mim como se participasse, em seus vários níveis ritmicos, de uma gigantesca dança cósmica. Eu sabia, como físico, que a areia, as rochas, a água e o ar ao meu redor eram constituídos de moléculas e átomos em vibração constante (...). Tudo isso me era familiar em razão de minha pesquisa com a Física de alta energia; mas até aquele momento, porém, tudo isso me chegara apenas através de gráficos, diagramas e teorias matemáticas. Mas, sentando na praia, senti que minhas experiências anteriores subitamente adquiriam vida. Assim, eu "vi" (...) pulsações rítmicas em que partículas eram criadas e destruídas (...) Nesse momento compreendi que tudo isso se tratava daquilo que os hindus, simbolicamente, chamam de A Dança de Shiva (...)".
"Eu passara por um longo treinamento em Física teórica e pesquisara durante vários anos. Ao mesmo tempo, tornara-me interessado no misticismo oriental e começara a ver paralelos entre este e a Física moderna. Sentia-me particularmente atraído pelos desconcertantes aspectos do Zen que me lembravam os enigmas da Física Quântica (...)".
Fritjof Capra in O Tao da Física (com adaptações dos autores da página), Prefácio.
Hoje em dia, 30 anos depois desta experiência, os paralelos entre ciência moderna - a grande semelhança na forma de ver e entender o mundo que advém da exploração da física subatômica, em especial a Mecânica Quântica, e da Teoria da Relatividade de Einstein - e as várias tradições místicas, quer do oriente, quer do ocidente, já é questão muito debatida e quase lugar comum e é reconhecida por inúmeras pessoas, especialmente em cientistas e escritores como Mário Schenberg, David Bohm, B. D. Josephson, Pierre Weil, Stanislav Grof e muitos outros. O próprio Carl Sagan, geralmente tão cético e explicitamente arredio a estes assuntos, em sua obra prima, Cosmos, se detém, em um de seus capítulos, entre estes paralelos. Mas, antes de Capra, poucas pessoas haviam percebido estes paralelos, ainda que entre os poucos se encontrassem nomes de peso como Niles Bohr e Werner Heisenberg. Capra sabia disso, e, por causa desta experiência por que passara em 69, ele se decidiu - na verdade, se arriscou - a escrever um livro que demonstrasse esses extraordinários paralelos. Foi daí que nasceu, em 1975, O Tao da Física.
O subtítulo desta primeira obra de Capra explicita a que ela veio. O autor explica as teorias da física atômica e subatômica, a teoria da relatividade e astrofísica e relata a visão de mundo que emerge destas teorias para as tradições místicas orientais do Hinduísmo, Budismo, Taoísmo, do Zem e do I Ching.
O paralelo entre as concepções dos físicos e dos místicos efetiva-se quando são levantadas as semelhanças entre elas, não obstantes suas abordagens diferentes. Assinala-se de início que seus métodos são inteiramente empíricos. Os físicos derivam seu conhecimento de experimentos; os místicos de insights na meditação. Ambas são observações e, em ambos os campos, essas observações são reconhecidas como a fonte única de conhecimento. O objeto de observação é, naturalmente, muito diferente nos dois casos. O místico olha para dentro e explora sua consciência em vários níveis, o que inclui o corpo como a manifestação física da mente. Quando somos sadios, não sentimos quaisquer partes isoladas no nosso corpo, mas estamos cônscios de que se trata de um todo integrado. De modo semelhante, o místico está cônscio da totalidade do cosmo, que é experimentado como uma extensão de seu corpo.
Em contraste com o místico, o físico inicia a sua pesquisa penetrando na natureza essencial das coisas pelo estudo do mundo material. À medida em que penetra em reinos cada vez mais profundos da matéria, torna-se cônscio da unidade essencial de todas as coisas e eventos. Mais do que isso, aprendeu igualmente que ele e sua consciência também são partes integrantes dessa unidade. Assim, o místico e o físico chegam à mesma conclusão: um, a partir do reino interior; o outro, do mundo exterior. A harmonia entre suas visões confirma a antiga sabedoria indiana, segundo a qual Brahman, a realidade última externa, é idêntica a Atman, a realidade interior.
Outra semelhança entre os caminhos (Tao) do físico e do místico está no fato de que suas observações tem lugar em reinos inacessíveis aos sentidos comuns. Na física moderna, trata-se do reino atômico e subatômico; no misticismo, os estados são não usuais de consciência nos quais o mundo sensível é transcendido.
Uma vez aceitos esses paralelos poderíamos nos perguntar se toda a ciência moderna, com sua tecnologia e aplicações, pode ser reduzida à sabedoria oriental antiga, ou seja, se os físicos deveriam abandonar o método científico e começar a meditar. A resposta mais razoável a este questionamento é um "não". Em sua descrição do mundo, os místicos utilizam conceitos derivados de experiências meditativas de múltiplos estados de consciência, conceitos esses inadequados a uma descrição científica dos fenômenos macroscópicos. A visão de mundo não é vantajosa para a construção de máquinas, nem para o confronto com problemas técnicos existentes num mundo povoado. A posição mais tolerante seria considerar ciência e o misticismo como faculdades complementares da mente humana, de suas faculdades racionais e intuitivas. O físico moderno experimenta o mundo através de um extrema especialização da mente racional; o místico, através de uma extrema especialização da mente intuitiva. Na ótica da sabedoria chinesa, a ciência poderia ser interpretada como Yang, racional, masculina e agressiva, que possui seu complemento no misticismo oriental, o Yin, intuitivo, feminino e pacífico. A complementaridade, e só ela, levaria a um sentimento de compreensão cósmica, da natureza e do próprio indivíduo como entidades em constante inter-relação.

A Unidade de Todas as Coisas



Embora as tradições espirituais do mundo difiram em muitos detalhes, suas visões de mundo são essencialmente as mesmas. Um hindu e um taoista podem enfatizar aspectos diversos da mesma experiência; um cristão e um muçulmano podem interpretar suas experiências de modos diferentes, não obstante os elementos básicos da visão do mundo desenvolvida em todas essas tradições são os mesmos.
A característica mais importante da visão oriental, e também a essência dessa visão, é a consciência da unidade e da inter-relação de todas as coisas e eventos, a experiência de todos os fenômenos do mundo como manifestação de uma unidade básica. Essa realidade é denominada Brahman no hinduismo, Dharmakaya no budismo, Tao no taoísmo, recebendo dos zen-budistas o nome de Talhata, ou Quididade.
A unidade básica do universo não constitui a única característica central das experiências místicas; ela é, igualmente, uma das mais importantes revelações da Física Moderna. Essa unidade torna-se evidente no nível do átomo e cresce à medida que penetramos no âmbito das partículas subatômicas.
A teoria quântica se baseia na chamada interpretação de Copenhaguen e na teoria quântica desenvolvida por Bohr e Heisenberg no final da década de 20.
Na teoria quântica os sistemas observados são descritos em termos de probabilidades.
Também na teoria quântica somos levados a reconhecer a probabilidade como característica fundamental da realidade atômica que governa todos os processos, até mesmo a própria existência de toda a matéria.
As partículas subatômicas não existem em pontos definidos, em vez disso, apresentam tendências a existir. A figura de uma teia cósmica interligada que emerge da moderna Física atômica tem sido utilizada de forma extensiva no Oriente para expressar a experiência mística da natureza. Para os hindus, Brahman é o fio unificador da teia cósmica, o solo último de todo o ser,
“Aquele com que se acham entrelaçados: o Céu, a Terra, a Atmosfera”.


O Pensamento Chinês O confucionismo e o Taoismo

A idéia de padrões cíclicos do movimento Tao recebe uma estrutura precisa com a introdução dos opostos polares yin e yang. Eles são os dois pólos que estabelecem os limites para os ciclos de mudança.
O yang tendo alcançado o seu apogeu retrocede em favor do yin; o yin tendo alcançado o seu apogeu retrocede em favor do yang. Na concepção chinesa, todas as manifestações do Tao são geradas pela inter-relação dinâmica dessas duas forças.
O significado original das palavras yin e yang corresponde aos lados ensobreados e ensolarados de uma montanha, significado este que nos dá uma boa idéia acerca da relatividade dos dois eventos.
Aquilo que nos apresenta ora a escuridão, ora nos mostra a luz, é o Tao. O yang retorna ciclicamente ao seu início,o yang atinge o seu apogeu e cede lugar ao yin.
Todo esse pensamento e esses ensinamentos são elaborados no I Ching ou Livro das Mutações, um dos livros mais importantes da literatura mundial.
Onde podemos encontrar um paralelo com a filosofia ocidental? São o idealismo de Aristóteles e Platão e o materialismo de Demócrito e Epicuro.
Temos a Física clássica, de Newton e Galileu, materialista e a Física moderna, a mecânica quântica de Bohr e Heisenberg, a relatividade de Einstein, idealistas.
De uma certa forma, a física que chegou ao clímax materialista em fins do século passado, começou a se voltar para o lado idealista em parte do século vinte, e principalmente no seu fim.


O Tao e a Física Comentários Finais

O Tao da Física faz um paralelo entre a Física Moderna e o misticismo oriental. Esse paralelo leva a uma nova visão de mundo seja no contexto científico ou sociológico, onde a característica unilateral é a concepção da unidade e da coexistência e alternância de valores opostos.
Esse pensamento em física surge com a teoria da relatividade, enquanto que nas tradições místicas do oriente, a maior parte de seus conceitos imagens e mitos inclui o tempo e a mudança como elementos essenciais. Essa concepção é a parte integrante da visão da realidade que se torna à base das tecnologias, sistemas econômicos e instituições sociais. Daí a necessidade de dominar e de controlar o conhecimento científico para uma atitude de cooperação e não de violência na sociedade.


Fonte: http://www.ime.usp.br/

Matrix - Diálogo entre Neo e o Arquiteto.


Retirado do último filme da trilogia Matrix, Matrix Revolutions - Em homenagem aos 10 anos do primeiro filme!



Arquiteto
— Olá, Neo.

Neo
— Quem é você?

Arquiteto
— Eu sou o Arquiteto. Eu criei a Matrix. Estive esperando por você. Você tem muitas questões, e, embora o processo tenha alterado sua consciência, você permanece irrevogavelmente humano. Portanto, algumas das minhas respostas você vai entender, e outras você não vai. Apropriadamente, enquanto sua primeira questão pode ser a mais pertinente, você pode ou não perceber que ela é também irrelevante.

Neo
— Por que eu estou aqui?

Arquiteto
— Sua vida é a soma do remanescente de uma equação inerente desequilibrada na programação da Matrix. Você é a eventualidade de uma anomalia, o que, a despeito dos meus mais sinceros esforços, eu fui incapaz de eliminar do que, de outra maneira, seria uma harmonia de precisão matemática. Ainda que permaneça um fardo evitá-la com firmeza, não é inesperada e, portanto, não além de alguma forma de controle. O que o trouxe, inexoravelmente, aqui.

Neo
— Você não respondeu minha questão.

Arquiteto
— Verdade. Interessante. Você foi mais rápido do que os outros.

(Nos monitores, os outros Neos reagem: ''Outros? Que outros? Quantos? Me responda!'')

Arquiteto
— A matrix é mais velha do que você sabe. Eu prefiro contar a partir do surgimento de uma anomalia até o surgimento da próxima, e, neste caso, esta é a sexta versão.

(Nos monitores, os outros Neos reagem: ''Cinco versões? Três? Mentiram para mim. Isso é besteira!'')

Neo
— Há apenas duas explicações possíveis: ou ninguém me contou, ou ninguém sabe.

Arquiteto
— Precisamente. Conforme você está indubitavelmente concluindo, a anomalia é sistêmica, criando flutuações até nas mais simples das equações.

(Nos monitores, os outros Neos reagem: ''Você não pode me controlar! Vá se f****! Eu vou te matar! Você não pode me forçar a fazer nada!'')

Neo
— Escolha. O problema é a escolha.



Arquiteto
— A primeira Matrix que eu desenhei era naturalmente perfeita, era uma obra-de-arte, imaculada, sublime. Um triunfo igualado apenas pelo seu monumental fracasso. A inevitabilidade de seu destino é tão aparente para mim hoje quanto à conseqüência da imperfeição inerente em todo ser humano, então eu a redesenhei baseada na sua história para mais precisamente refletir as variantes grotescas de sua natureza. Entretanto, eu fui novamente frustrado pelo fracasso. Desde então eu cheguei à conclusão de que a solução me escapava porque era necessário uma mente inferior, ou talvez uma mente menos balizada pelos parâmetros da perfeição. Então, a resposta caiu no colo de outrem, um programa intuitivo, inicialmente criado para investigar certos aspectos da psique humana. Se eu sou pai da Matrix, ela seria indubitavelmente a mãe.

Neo
— O Oráculo.

Arquiteto
— Por favor. Como eu ia dizendo, ela chegou a uma solução na qual cerca de 99,9% das cobaias testadas aceitavam o programa, tão somente se lhes fossem dado uma escolha, mesmo que eles só estivessem cientes da escolha em um nível quase inconsciente. Ainda que esta solução funcionasse, era obviamente fundamentalmente imperfeita, assim criando a anomalia sistêmica contraditória de outrora, que, se não fosse checada, poderia ameaçar o sistema em si. Portanto, aqueles que recusaram o programa, ainda que minoria, se não fossem checados, constituiriam uma crescente probabilidade de desastre.

Neo
— Isto é sobre Zion.

Arquiteto
— Você está aqui porque Zion está prestes a ser destruída. Todos os seus habitantes vivos exterminados, toda sua existência erradicada.

Neo
— Besteira.

(Nos monitores, os outros Neos reagem: ''Besteira!'')

Arquiteto
— Negação é a mais previsível de todas as reações humanas. Mas, tenha certeza, esta vai ser a sexta vez que iremos destruí-la, e nós nos tornamos excessivamente eficientes nesta tarefa. A função do Predestinado é agora retornar à fonte, permitindo uma temporária disseminação do código que você carrega, reinserindo os programas primários. Depois disto, será exigido que você selecione da Matrix 23 indivíduos, 16 mulheres e 7 homens, para reconstruir Zion. Incapacidade de acatar este processo pode resultar em uma falha cataclísmica do sistema, matando todos conectados a matrix, o que, ao lado do extermínio de Zion, vai em última instância resultar na extinção da raça humana inteira.

Neo
— Vocês não vão deixar isso acontecer. Vocês não podem. Vocês precisam dos seres humanos para sobreviver.

Arquiteto
— Há níveis de sobrevivência que nós estamos preparados para aceitar. Entretanto, a questão relevante é se você está ou não preparado para aceitar a responsabilidade da morte de cada humano neste mundo.

(Pessoas do mundo todo aparecem nos monitores)

Arquiteto
— É interessante apreender suas reações. Seus cinco antecessores eram, por formação, baseados em uma predicação similar, uma afirmação contingente que deveria criar uma profunda afeição para com o resto da sua espécie, facilitando o trabalho do Predestinado. Enquanto os outros experimentaram isto de um modo bastante genérico, a sua experiência é muito mais específica. Trata-se do amor.

(Os monitores mostram Trinity lutando contra agentes)

Neo
— Trinity.

Arquiteto
A propósito, ela entrou na Matrix para salvar sua vida, ao custo da vida dela.

Neo
— Não!


Arquiteto
— O que nos traz finalmente para o momento da verdade, no qual o defeito fundamental é expressado, e a anomalia é revelada tanto como começo quanto como fim. Há duas portas. A da sua direita leva-o para a fonte e a salvação de Zion. A de sua esquerda leva-o de volta à Matrix, a ela, e ao fim de sua espécie. Como você adequadamente colocou, o problema é a escolha. Mas nós já sabemos o que você vai fazer, não sabemos? Já consigo notar a reação em cadeia, os precursores químicos que sinalizam o surgimento da emoção, criada especificamente para sobrepujar a lógica e a razão. Uma emoção que já está cegando você para a verdade simples e óbvia: ela vai morrer e não há nada que você possa fazer para impedir.

(Neo vai para a porta da esquerda)

Arquiteto
— Humpf. Esperança. É a quintessência da auto-ilusão humana, simultaneamente a fonte de sua maior força e de sua maior fraqueza.

Neo
— Se eu fosse você, eu torceria para que nós não nos encontrássemos novamente.

Arquiteto
— Nós não vamos.


Fonte: http://www.esoterikha.com
Autor: Isabel Martinez
Título: Matrix Reloaded
Data de Publicação: 31/05/2003

terça-feira, 31 de março de 2009

Epistemologia


Palavrinha difícil, né!?
Mas vale a pena conferir o que essa palavra reprenta, direto da maior enciclopédia do Planeta, o wikipédia!

Estamos realmente em uma Nova Era.
"O estudante está sempre em busca de novos horizontes(..)" - Já dizia o poeta!
Bons estudos!Que os Mestres estejam Presentes!
Namastê.

Epistemologia ou teoria do conhecimento (do grego ἐπιστήμη [episteme], ciência, conhecimento; λόγος logos], discurso) é um ramo da Filosofia que trata dos problemas filosóficos relacionados à crença e ao conhecimento.

A epistemologia estuda a origem, a estrutura, os métodos e a validade do conhecimento (daí também se designar por filosofia do conhecimento). Ela se relaciona ainda com a metafísica, a lógica e o empirismo, uma vez que avalia a consistência lógica da teoria e sua coesão fatual, sendo assim a principal dentre as vertentes da filosofia (é considerada a "corregedoria" da ciência). Sua problematização compreende a questão da possibilidade do conhecimento: Será que o ser humano conseguirá algum dia atingir realmente o conhecimento total e genuíno, fazendo-nos oscilar entre uma resposta dogmática ou empirista? Outra questão abrange os limites do conhecimento: Haverá realmente a distinção entre o mundo cognoscível e o mundo incognoscível? E finalmente, a questão sobre a origem do conhecimento: Por quais faculdades atingimos o conhecimento? Haverá conhecimento certo e seguro em alguma concepção a priori?

Há ainda outras questões relativas ao conhecimento, como a apostasia da ciência de seu verdadeiro sentido e sua aproximação a outras formas de aprendizado com estruturas ilógicas e irracionais: O senso comum, a filosofia e a ciência, no mais das vezes, dão um caráter universal ao contingente, tornando-o dogmático. Assim, a ciência, que sempre julgou-se detentora única do saber, vê-se inserida em seu coexistente princípio de contradição.





Origem

Provável forma usada por Pitágoras para demonstrar o teorema que leva o seu nome.Pode-se dizer que a epistemologia se origina em Platão. Ele opõe a crença ou opinião ("δόξα", em grego) ao conhecimento. A crença é um determinado ponto de vista subjetivo. O conhecimento é crença verdadeira e justificada.

A teoria de Platão abrange o conhecimento teórico, o saber que. Tal tipo de conhecimento é o conjunto de todas aquelas informações que descrevem e explicam o mundo natural e social que nos rodeia. Este conhecimento consiste em descrever, explicar e predizer uma realidade, isto é, analisar o que ocorre, determinar por que ocorre dessa forma e utilizar estes conhecimentos para antecipar uma realidade futura.

Há outro tipo de conhecimento, não abrangido pela teoria de Platão. Trata-se do conhecimento prático, o saber como.

A epistemologia também estuda a evidência (entendida não como mero sentimento que temos da verdade do pensamento, mas sim no sentido forense de prova), isto é, os critérios de reconhecimento da verdade.

Ante a questão da possibilidade do conhecimento, o sujeito pode tomar diferentes atitudes:

Dogmatismo: atitude filosófica pela qual podemos adquirir conhecimentos seguros e universais, e ter absoluta certeza disso.
Cepticismo: atitude filosófica oposta ao dogmatismo, a qual duvida de que seja possível um conhecimento firme e seguro, sempre questionando e pondo à prova as ditas verdades. Esta postura foi defendida por Pirro de Elis.
Relativismo: atitude filosófica defendida pelos sofistas que nega a existência de uma verdade absoluta e defende a idéia de que cada indivíduo possui sua própria verdade, que é em função do contexto histórico do indivíduo em questão.
Perspectivismo: atitude filosófica que defende a existência de uma verdade absoluta, mas pensa que nenhum de nós pode chegar a ela senão a apenas uma pequena parte. Cada ser humano tem uma visão da verdade. Esta teoria foi defendida por Nietzsche e nota-se ecos de platonismo.

Estudos recentes
Segundo Lalende, trata-se de uma filosofia das ciências, mas de modo especial, enquanto "é essencialmente o estudo crítico dos princípios, das hipóteses e dos resultados das diversas ciências, destinado a determinar sua origem lógica (não psicológica), seu valor e seu alcance objetivo". Para Lalande, ela se distingue, portanto, da teoria do conhecimento, da qual serve, contudo, como introdução e auxiliar indispensável.

Portanto, temos que epistemologia é o estudo sobre o conhecimento científico, ou seja, o estudo dos mecanismos que permitem o conhecimento de determinada ciência.

Japiassu distingue três tipos de Epistemologia
a Epistemologia global ou geral que trata do saber globalmente considerado, com a virtualidade e os problemas do conjunto de sua organização, quer sejam especulativos, quer científicos;
a Epistemologia particular que trata de levar em consideração um campo particular do saber, quer seja especulativo, quer científico;
a Epistemologia específica que trata de levar em conta uma disciplina intelectualmente constituída em unidade bem definida do saber e de estudá-la de modo próximo, detalhado e técnico, mostrando sua organização, seu funcionamento e as possíveis relações que ela mantém com as demais disciplinas.
Segundo Trindade “todo conhecimento torna-se, devido à necessária vinculação do meio ao indivíduo que pertence ao próprio meio, um auto-conhecimento. Essa interação faz-se cogente pela gênese unívoca entre os muitos integrantes do mundo da vida, sem olvidar que o homem é um desses integrantes. [...] Ocorre, deste modo, um acoplamento estrutural entre o sistema nervoso do observador e o meio proporcionando, assim, uma mútua transformação/adaptação. O ser é modificado pelo meio ao qual o próprio ser pertence e modifica”. (2007, p. 97).


Bibliografia
JAPIASSU, Hilton F. EPISTEMOLOGIA O mito da neutralidade científica. Rio, Imago, 1975 (Série Logoteca), 188 p.
SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 21 Ed.
TRINDADE, André. Os direitos fundamentais em uma perspectiva autopoiética. Porto Alegre: Livraria dos Advogados. 2007.


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.