domingo, 29 de março de 2009

MEDITAÇÃO DESACELERA AVANÇO DA AIDS


A meditação pode brecar o avanço da Aids depois de apenas algumas semanas de prática, talvez por ter influência no sistema imunológico do paciente, afirmaram pesquisadores norte-americanos da Universidade da Califórnia em Los Angeles. Se confirmada em estudos mais amplos, a descoberta poderia oferecer uma alternativa barata e agradável para ajudar as pessoas a enfrentar essa doença incurável e muitas vezes fatal.

Os pesquisadores testaram um programa de combate ao estresse chamado meditação de foco, definida como a prática de uma postura receptiva ao presente, sem se preocupar com o passado e o futuro.

Quanto maior a frequência com que os pacientes meditavam, mais altas suas contagens de células CD4 -- uma medida padrão para se saber a eficiência com que seus sistemas imunológicos combatiam o vírus da Aids. As contagens de CD4 foram feitas antes e depois do programa de dois meses.

"O estudo fornece os primeiros indícios de que o programa de administração de estresse conhecido como meditação de foco pode ter um impacto direto quando se trata de brecar o avanço da Aids", afirmou em um comunicado David Creswell, que comandou o estudo.

A equipe examinou 67 adultos HIV-positivos da área de Los Angeles, 48 dos quais realizaram algum tipo de meditação. A maior parte deles tendia a conviver com rotinas bastante estressantes, afirmou Creswell.

"A maioria dos participantes do estudo era do sexo masculino, afro-americanos, homossexuais e desempregados e não estavam tomando remédios anti-retrovirais", escreveram os cientistas na revista Brain, Behavior, and Immunity. As aulas de meditação incluíam oito sessões semanais de duas horas cada uma, um retiro de um dia e uma sessão diária a ser realizada em casa. "As pessoas que tiveram essas aulas empolgaram-se de verdade e realmente gostaram do programa", afirmou Creswell.

"O programa de meditação de foco é um tratamento de baixo custo baseado em grupos e, se as descobertas iniciais forem confirmadas em pesquisas mais amplas, é possível que tal treinamento possa ser usado como um complemento eficiente no combate à Aids", acrescentou.

Fonte: Yahoo/Reuters

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